Duplicação emperrada

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Publicada em 02/10/2019 às 23:34:00

 

Para realizar uma obra relativa
mente simples, duplicando um 
pequeno trecho de rodovia, pouco mais de 50 quilômetros, o governador de Sergipe teve de se abalar em idas e vindas até Brasília, procurar o ministro dos Transportes em pessoa, convencê-lo da importância da empreitada, contratar estudos de viabilidade e cruzar os dedos para não encontrar nenhuma pedra no meio do caminho. Uma via-crúcis que ajuda a explicar o péssimo estado das estradas por onde trafega a riqueza nacional, Brasil afora.
O esforço aqui mencionado foi realizado em favor da BR 235. Deu em nada. No que diz respeito à penúria das rodovias federais que cortam o estado, no entanto, o maior emblema é ainda a BR 101. Ninguém questiona a necessidade da obra e os reflexos positivos derivados de sua conclusão, incluindo a preservação de vidas. No entanto, sem recursos em caixa para tocar a empreitada, os entes estaduais empurram a situação com a barriga. 
Ontem, deputados foram ao plenário da Assembleia Legislativa do Estado para denunciar o pouco caso do Governo Federal com a vida dos sergipanos. Segundo os parlamentares, os recursos prometidos para tocar a obra de duplicação da rodovia foram desviados para Bahia e Pernambuco.
A duplicação da BR 101 já dura absurdos vinte e dois anos. A previsão mais otimista era de conclusão ainda em 2018. Mas, aparentemente, uma espécie de maldição paira sobre toda e qualquer obra realizada às margens da rodovia. Nesse intervalo, milhões em recursos públicos foram consumidos sem nenhum resultado. Por enquanto, a obra só produziu perdas, incômodo e prejuízo.

Para realizar uma obra relativa mente simples, duplicando um  pequeno trecho de rodovia, pouco mais de 50 quilômetros, o governador de Sergipe teve de se abalar em idas e vindas até Brasília, procurar o ministro dos Transportes em pessoa, convencê-lo da importância da empreitada, contratar estudos de viabilidade e cruzar os dedos para não encontrar nenhuma pedra no meio do caminho. Uma via-crúcis que ajuda a explicar o péssimo estado das estradas por onde trafega a riqueza nacional, Brasil afora.
O esforço aqui mencionado foi realizado em favor da BR 235. Deu em nada. No que diz respeito à penúria das rodovias federais que cortam o estado, no entanto, o maior emblema é ainda a BR 101. Ninguém questiona a necessidade da obra e os reflexos positivos derivados de sua conclusão, incluindo a preservação de vidas. No entanto, sem recursos em caixa para tocar a empreitada, os entes estaduais empurram a situação com a barriga. 
Ontem, deputados foram ao plenário da Assembleia Legislativa do Estado para denunciar o pouco caso do Governo Federal com a vida dos sergipanos. Segundo os parlamentares, os recursos prometidos para tocar a obra de duplicação da rodovia foram desviados para Bahia e Pernambuco.
A duplicação da BR 101 já dura absurdos vinte e dois anos. A previsão mais otimista era de conclusão ainda em 2018. Mas, aparentemente, uma espécie de maldição paira sobre toda e qualquer obra realizada às margens da rodovia. Nesse intervalo, milhões em recursos públicos foram consumidos sem nenhum resultado. Por enquanto, a obra só produziu perdas, incômodo e prejuízo.