Professores da rede estadual iniciam protesto

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O PROTESTO ORGANIZADO PELO SINTESE MOBILIZOU PROFESSORES DE TODO O ESTADO; CATEGORIA COBRA PAGAMENTO DO PISO E PEDE A RETIRADA DE PROJETOS DO GOVERNO EM TRAMITAÇÃO NA ALESE
O PROTESTO ORGANIZADO PELO SINTESE MOBILIZOU PROFESSORES DE TODO O ESTADO; CATEGORIA COBRA PAGAMENTO DO PISO E PEDE A RETIRADA DE PROJETOS DO GOVERNO EM TRAMITAÇÃO NA ALESE

Os professores querem discutir projetos do setor educacional com o governo
Os professores querem discutir projetos do setor educacional com o governo

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Publicada em 02/10/2019 às 23:09:00

 

Milton Alves Júnior
Reunidos em frente da Se-
cretaria de Estado da Edu-
cação, do Esporte e da Cultura (Seduc), na zona Oeste de Aracaju, professores das redes municipal e estadual deram início na manhã de ontem à paralisação unificada da categoria que visa fortalecer a luta nacional contra os cortes na Educação promovidos pelo Governo Federal, bem como o projeto de Reforma da Previdência em tramitação no Senado Federal. No cenário local, conforme o JORNAL DO DIA tem registrado ao longo das últimas semanas, a classe trabalhadora se queixa ainda dos projetos de lei na Assembleia Legislativa, os quais criam o Sistema de Avaliação da Educação Básica de Sergipe - SAESE e propõe a implantação do "Programa Alfabetização pra Valer".
Na concepção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), os governos Estadual e Federal têm trabalhado na missão de retirar direitos conquistados pelos profissionais da educação ao longo das últimas três décadas, não conceder reajustes salariais no mínimo do percentual inflacionário, reduzir os investimentos estruturais nas escolas, censurar materiais didáticos e atividades metodológicas, bem como gerar retrocessos no diálogo democrático entre classe trabalhadora e gestão pública. Nesse último quesito os manifestantes indicam que nenhum professor em sala de aula ou grupo de membros do Sintese foram convidados pela Seduc para participar de reuniões que debatessem as propostas de mudanças na legislação local.
 "A nossa presença na porta da SEDUC e do Palácio Governador Augusto Franco (Despachos) é para cobrar do governo respeito ao magistério e que se pague o piso na carreira. Pedimos ainda que se discuta com a categoria qual é a política pedagógica proposta para o Estado. Infelizmente o que estamos vivenciando em Sergipe é uma política autoritária, onde a ordem vem lá do gabinete do governador e atinge a categoria que sequer possui o direito de acompanhar esses diálogos que geram mudanças significativas", avaliou a presidente do SINTESE, Ivonete Cruz. A mobilização unificada conta ainda com o apoio dos docentes da Universidade Federal de Sergipe (UFS), e do Instituto Federal de Sergipe (IFS).
Concentrados também na manhã de ontem na sede do Sindicato dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional - Sinasfe/SE, rua Estância, Centro da capital sergipana, os professores federais exigem que os deputados e senadores eleitos no ano passado busquem ouvir o pleito da categoria e votar contra os desejos dos poderes executivos. Conforme enaltecido no ato, os sucessivos cortes na educação iniciados ainda no semestre passado pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), têm gerado atrasos representativos junto às instituições educacionais. Caso as mensagens que pulsam desses atos não sejam atendidos, a categoria não descarta a possibilidade de deflagrar greve geral e por tempo indeterminado.
 "Isso tudo porque já passamos de qualquer limite da paciência. Nós que dedicamos a nossa vida à educação dos brasileiros estamos percebendo dia e noite o quanto o nosso país está retrocedendo. Desconhecemos qualquer nação que conquistou avanços gerais aplicando cortes como esses impostos pelo Governo. Não quero entrar no âmbito político eleitoral, mas sim no social democrático: o governo [Jair Messias] Bolsonaro está lamentavelmente destruindo a educação pública", declarou o professor Wellington Correia. Questionado sobre a possibilidade de paralisação sem data prevista para reinício das atividades, o educador destacou que ao longo dos últimos meses a categoria tem se unido no âmbito nacional contra as ações governamentais.
 "Essa paralisação é contra o senhor Bolsonaro, mas também contra o senhor Belivaldo Chagas. Aqui em Sergipe estamos diante de golpes seguidos de novos golpes contra o trabalhador. A nossa luta, a nossa batalha é ímpar. Mexer com o direito dos estudantes, dos professores e de qualquer outro funcionário da educação pública é o mesmo que mexer com nós todos. Estamos unidos talvez como nunca estivemos antes", concluiu.
Resposta - Sobre as críticas apresentadas pela categoria, a SEDUC informou que: o Saese é uma das 21 propostas para a Educação contidas no Plano de Governo. Atualmente 17 estados brasileiros possuem o sistema que se constitui num instrumento para o subsídio, formulação e monitoramento das políticas educacionais nos Estados, objetivando diagnosticar os níveis de aprendizagem dos alunos das Redes Públicas Estadual e Municipais de Ensino. O Sistema será responsável pela avaliação externa da Educação Básica em Sergipe que será realizada, anualmente, pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) e se efetivará por meio da aplicação de testes de proficiência em todas as escolas das Redes Públicas.
Serão avaliados todos os alunos do 2º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, podendo, a qualquer tempo, estender-se a outros anos, bem como a outros componentes curriculares da Educação Básica. A Seduc informou ainda que segue à disposição do Sintese para debater o passado, presente e futuro da educação pública em Sergipe.

Milton Alves Júnior

Reunidos em frente da Se- cretaria de Estado da Edu- cação, do Esporte e da Cultura (Seduc), na zona Oeste de Aracaju, professores das redes municipal e estadual deram início na manhã de ontem à paralisação unificada da categoria que visa fortalecer a luta nacional contra os cortes na Educação promovidos pelo Governo Federal, bem como o projeto de Reforma da Previdência em tramitação no Senado Federal. No cenário local, conforme o JORNAL DO DIA tem registrado ao longo das últimas semanas, a classe trabalhadora se queixa ainda dos projetos de lei na Assembleia Legislativa, os quais criam o Sistema de Avaliação da Educação Básica de Sergipe - SAESE e propõe a implantação do "Programa Alfabetização pra Valer".
Na concepção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), os governos Estadual e Federal têm trabalhado na missão de retirar direitos conquistados pelos profissionais da educação ao longo das últimas três décadas, não conceder reajustes salariais no mínimo do percentual inflacionário, reduzir os investimentos estruturais nas escolas, censurar materiais didáticos e atividades metodológicas, bem como gerar retrocessos no diálogo democrático entre classe trabalhadora e gestão pública. Nesse último quesito os manifestantes indicam que nenhum professor em sala de aula ou grupo de membros do Sintese foram convidados pela Seduc para participar de reuniões que debatessem as propostas de mudanças na legislação local.
 "A nossa presença na porta da SEDUC e do Palácio Governador Augusto Franco (Despachos) é para cobrar do governo respeito ao magistério e que se pague o piso na carreira. Pedimos ainda que se discuta com a categoria qual é a política pedagógica proposta para o Estado. Infelizmente o que estamos vivenciando em Sergipe é uma política autoritária, onde a ordem vem lá do gabinete do governador e atinge a categoria que sequer possui o direito de acompanhar esses diálogos que geram mudanças significativas", avaliou a presidente do SINTESE, Ivonete Cruz. A mobilização unificada conta ainda com o apoio dos docentes da Universidade Federal de Sergipe (UFS), e do Instituto Federal de Sergipe (IFS).
Concentrados também na manhã de ontem na sede do Sindicato dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional - Sinasfe/SE, rua Estância, Centro da capital sergipana, os professores federais exigem que os deputados e senadores eleitos no ano passado busquem ouvir o pleito da categoria e votar contra os desejos dos poderes executivos. Conforme enaltecido no ato, os sucessivos cortes na educação iniciados ainda no semestre passado pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), têm gerado atrasos representativos junto às instituições educacionais. Caso as mensagens que pulsam desses atos não sejam atendidos, a categoria não descarta a possibilidade de deflagrar greve geral e por tempo indeterminado.
 "Isso tudo porque já passamos de qualquer limite da paciência. Nós que dedicamos a nossa vida à educação dos brasileiros estamos percebendo dia e noite o quanto o nosso país está retrocedendo. Desconhecemos qualquer nação que conquistou avanços gerais aplicando cortes como esses impostos pelo Governo. Não quero entrar no âmbito político eleitoral, mas sim no social democrático: o governo [Jair Messias] Bolsonaro está lamentavelmente destruindo a educação pública", declarou o professor Wellington Correia. Questionado sobre a possibilidade de paralisação sem data prevista para reinício das atividades, o educador destacou que ao longo dos últimos meses a categoria tem se unido no âmbito nacional contra as ações governamentais.
 "Essa paralisação é contra o senhor Bolsonaro, mas também contra o senhor Belivaldo Chagas. Aqui em Sergipe estamos diante de golpes seguidos de novos golpes contra o trabalhador. A nossa luta, a nossa batalha é ímpar. Mexer com o direito dos estudantes, dos professores e de qualquer outro funcionário da educação pública é o mesmo que mexer com nós todos. Estamos unidos talvez como nunca estivemos antes", concluiu.

Resposta - Sobre as críticas apresentadas pela categoria, a SEDUC informou que: o Saese é uma das 21 propostas para a Educação contidas no Plano de Governo. Atualmente 17 estados brasileiros possuem o sistema que se constitui num instrumento para o subsídio, formulação e monitoramento das políticas educacionais nos Estados, objetivando diagnosticar os níveis de aprendizagem dos alunos das Redes Públicas Estadual e Municipais de Ensino. O Sistema será responsável pela avaliação externa da Educação Básica em Sergipe que será realizada, anualmente, pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) e se efetivará por meio da aplicação de testes de proficiência em todas as escolas das Redes Públicas.
Serão avaliados todos os alunos do 2º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, podendo, a qualquer tempo, estender-se a outros anos, bem como a outros componentes curriculares da Educação Básica. A Seduc informou ainda que segue à disposição do Sintese para debater o passado, presente e futuro da educação pública em Sergipe.