Servidores da Saúde param por 24 horas

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A PARALISAÇÃO DE ONTEM ATINGIU A FUNDAÇÃO DE SAÚDE
A PARALISAÇÃO DE ONTEM ATINGIU A FUNDAÇÃO DE SAÚDE

Manifestação dos servidores da Fundação Hospitalar
Manifestação dos servidores da Fundação Hospitalar

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Publicada em 01/10/2019 às 23:25:00

 

Milton Alves Júnior
Depois de um dia de 
braços cruzados, 
profissionais da enfermagem do Hospital Zé Franco, em Nossa Senhora do Socorro, reiniciam na manhã de hoje as atividades na unidade de saúde. Se mostrando impaciente com a falta de avanços nos pleitos, a classe trabalhadora oficializou a paralisação de 24h na manhã de ontem, e não descartou a possibilidade de greve por tempo indeterminado. Enfermeiros, técnicos e setor administrativo exigem do Governo de Sergipe a aplicação do plano de emprego e remuneração, o acordo coletivo do trabalhador e o plano de carreira. A pressão dos servidores conta com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa).
A fim de buscar atender as exigências legislativas e minimizar os riscos de ações contra a coordenação do ato, o presidente sindical, Augusto Couto, informou que durante a paralisação dos servidores, o atendimento foi mantido em 30% da escala prevista para o período. "Essa é uma atitude natural e presente em todas as nossas mobilizações democráticas em defesa dos interesses e dos direitos de cada cidadão trabalhador. A porcentagem mínima tem sido respeitada e dessa vez não foi diferente. Esperamos que o Governo do Estado deixe de lado a impiedosa forma de não dialogar progressivamente com os trabalhadores, e atenda ao pleito. Se não houverem avanços a luta vai continuar", informou.
Por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Governo de Sergipe se limitou a informar que possui conhecimento das exigências, e que mantém à disposição para voltar a discutir o assunto com uma comissão de profissionais formada pelas próprias unidades de classe. Apesar da garantia de disponibilidade de promover nova reunião extraordinária, nenhuma data, local e horário foi oficialmente apresentado pela administração pública estadual. Além de Socorro, a pressão à favor da implantação definitiva do Plano de Emprego e Remuneração (PER), contou ainda com a mobilização de trabalhadores que atuam nos municípios de Aracaju, Tobias Barreto, Lagarto, Capela, Nossa Senhora da Glória e Estância.
Por meio de nota a Fundação Hospital de Saúde também garantiu interesse em seguir dialogando com os manifestantes. "A FHS está aberta ao diálogo com os sindicatos, tendo inclusive se reunido na semana passada com o Sintasa para ouvir as reivindicações da categoria. Na última sexta-feira, participou de uma audiência no Ministério Público do Trabalho, com a participação de representantes dos trabalhadores, e as negociações estão avançando", disse. Em contraponto às publicações da SES e da FHS, a direção do Sintasa voltou a afirmar que os trabalhadores possuem o interesse Único de lutar pelos respectivos direitos.
"Se for para se reunir e anunciar mais uma vez que o Estado enfrenta problemas econômicos e não podem atender aos pedidos dos trabalhadores, de imediato a gente já afirma que não haverá mudança de postura pelo nosso lado. Manter o bom diálogo também é do nosso interesse, mas é preciso haver avanços. Se chegamos ao ponto de deflagrar paralisação de um dia é porque o limite da paciência está prestes a atingir seu nível mais alto", reforçou Augusto Couto.

Milton Alves Júnior

Depois de um dia de  braços cruzados,  profissionais da enfermagem do Hospital Zé Franco, em Nossa Senhora do Socorro, reiniciam na manhã de hoje as atividades na unidade de saúde. Se mostrando impaciente com a falta de avanços nos pleitos, a classe trabalhadora oficializou a paralisação de 24h na manhã de ontem, e não descartou a possibilidade de greve por tempo indeterminado. Enfermeiros, técnicos e setor administrativo exigem do Governo de Sergipe a aplicação do plano de emprego e remuneração, o acordo coletivo do trabalhador e o plano de carreira. A pressão dos servidores conta com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa).
A fim de buscar atender as exigências legislativas e minimizar os riscos de ações contra a coordenação do ato, o presidente sindical, Augusto Couto, informou que durante a paralisação dos servidores, o atendimento foi mantido em 30% da escala prevista para o período. "Essa é uma atitude natural e presente em todas as nossas mobilizações democráticas em defesa dos interesses e dos direitos de cada cidadão trabalhador. A porcentagem mínima tem sido respeitada e dessa vez não foi diferente. Esperamos que o Governo do Estado deixe de lado a impiedosa forma de não dialogar progressivamente com os trabalhadores, e atenda ao pleito. Se não houverem avanços a luta vai continuar", informou.
Por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Governo de Sergipe se limitou a informar que possui conhecimento das exigências, e que mantém à disposição para voltar a discutir o assunto com uma comissão de profissionais formada pelas próprias unidades de classe. Apesar da garantia de disponibilidade de promover nova reunião extraordinária, nenhuma data, local e horário foi oficialmente apresentado pela administração pública estadual. Além de Socorro, a pressão à favor da implantação definitiva do Plano de Emprego e Remuneração (PER), contou ainda com a mobilização de trabalhadores que atuam nos municípios de Aracaju, Tobias Barreto, Lagarto, Capela, Nossa Senhora da Glória e Estância.
Por meio de nota a Fundação Hospital de Saúde também garantiu interesse em seguir dialogando com os manifestantes. "A FHS está aberta ao diálogo com os sindicatos, tendo inclusive se reunido na semana passada com o Sintasa para ouvir as reivindicações da categoria. Na última sexta-feira, participou de uma audiência no Ministério Público do Trabalho, com a participação de representantes dos trabalhadores, e as negociações estão avançando", disse. Em contraponto às publicações da SES e da FHS, a direção do Sintasa voltou a afirmar que os trabalhadores possuem o interesse Único de lutar pelos respectivos direitos.
"Se for para se reunir e anunciar mais uma vez que o Estado enfrenta problemas econômicos e não podem atender aos pedidos dos trabalhadores, de imediato a gente já afirma que não haverá mudança de postura pelo nosso lado. Manter o bom diálogo também é do nosso interesse, mas é preciso haver avanços. Se chegamos ao ponto de deflagrar paralisação de um dia é porque o limite da paciência está prestes a atingir seu nível mais alto", reforçou Augusto Couto.