Delegados convocam mobilização contra \'OPC\' e Sinpol critica

Cidades

 

Os delegados da Polícia Civil entraram oficialmente ontem em 'estado de alerta permanente' e prometem pressionar o governo do Estado para que ele não envie à Assembleia Legislativa o  'Projeto OPC', que unifica os cargos de agente e escrivão, criando a figura do 'Oficial de Polícia Civil'. O assunto foi discutido ontem no Celi Hotel, na Atalaia (zona sul), em uma assembleia convocada pela Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol). Mais de 150 delegados participaram da reunião, ocorrida a portas fechadas. 
O Projeto OPC foi encaminhado para análise do governador Belivaldo Chagas e está sendo discutido pelas secretarias de Administração (Sead) e Segurança Pública (SSP), com possibilidade de que ele seja enviado para tramitação na Alese. A Adepol é contra a proposta, alegando que ela é inconstitucional e representa uma ameaça à carreira, ao atribuir algumas funções privativas da classe aos agentes e escrivães. Os delegados deixaram em aberto a possibilidade de paralisarem as atividades em protesto contra o governo, caso o OPC seja aprovado e sancionado, mas nenhuma orientação foi dada nesse sentido. 
O presidente da Adepol, Isaque Cangussu, afirma que a categoria está preocupada com uma possível decisão do governo. "Nós rechaçamos esse projeto e não admitiremos o envio dele. Ele é nocivo não apenas à carreira dos delegados de polícia, mas ao funcionamento do sistema de segurança pública como um todo. Estamos em contato permanente com os colegas e sensibilizando o governador para que ele não mande um projeto que criará um problema na segurança pública, no gerenciamento da Polícia Civil. Em última análise, isso vai acabar, a médio e longo prazo, com o concurso público para delegados de polícia, o que é nefasto", criticou Isaque, em entrevista à TV Atalaia.
O presidente da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Civil (Fendepol), Mozart Félix, veio a Sergipe para acompanhar o caso e participou da assembleia, ressaltando que a criação dos oficiais de polícia não deu certo em outros estados, e que a especialização da carreira, no caso da exigência do bacharelado em Direito para os delegados, é uma garantia de um serviço prestado com qualidade e eficiência. "Nós sabemos que, históricamente, onde todo mundo faz tudo, acaba ninguém fazendo nada. Essa situação da Polícia Civil não existe em nenhuma outra unidade da federação. Não acreditamos que será o governo de Sergipe que vai inaugurar uma coisa tão nefasta à administração pública e à eficiência do serviço", afirma Félix.

Os delegados da Polícia Civil entraram oficialmente ontem em 'estado de alerta permanente' e prometem pressionar o governo do Estado para que ele não envie à Assembleia Legislativa o  'Projeto OPC', que unifica os cargos de agente e escrivão, criando a figura do 'Oficial de Polícia Civil'. O assunto foi discutido ontem no Celi Hotel, na Atalaia (zona sul), em uma assembleia convocada pela Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol). Mais de 150 delegados participaram da reunião, ocorrida a portas fechadas. 
O Projeto OPC foi encaminhado para análise do governador Belivaldo Chagas e está sendo discutido pelas secretarias de Administração (Sead) e Segurança Pública (SSP), com possibilidade de que ele seja enviado para tramitação na Alese. A Adepol é contra a proposta, alegando que ela é inconstitucional e representa uma ameaça à carreira, ao atribuir algumas funções privativas da classe aos agentes e escrivães. Os delegados deixaram em aberto a possibilidade de paralisarem as atividades em protesto contra o governo, caso o OPC seja aprovado e sancionado, mas nenhuma orientação foi dada nesse sentido. 
O presidente da Adepol, Isaque Cangussu, afirma que a categoria está preocupada com uma possível decisão do governo. "Nós rechaçamos esse projeto e não admitiremos o envio dele. Ele é nocivo não apenas à carreira dos delegados de polícia, mas ao funcionamento do sistema de segurança pública como um todo. Estamos em contato permanente com os colegas e sensibilizando o governador para que ele não mande um projeto que criará um problema na segurança pública, no gerenciamento da Polícia Civil. Em última análise, isso vai acabar, a médio e longo prazo, com o concurso público para delegados de polícia, o que é nefasto", criticou Isaque, em entrevista à TV Atalaia.
O presidente da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Civil (Fendepol), Mozart Félix, veio a Sergipe para acompanhar o caso e participou da assembleia, ressaltando que a criação dos oficiais de polícia não deu certo em outros estados, e que a especialização da carreira, no caso da exigência do bacharelado em Direito para os delegados, é uma garantia de um serviço prestado com qualidade e eficiência. "Nós sabemos que, históricamente, onde todo mundo faz tudo, acaba ninguém fazendo nada. Essa situação da Polícia Civil não existe em nenhuma outra unidade da federação. Não acreditamos que será o governo de Sergipe que vai inaugurar uma coisa tão nefasta à administração pública e à eficiência do serviço", afirma Félix.

 


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