Federais no osso

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Publicada em 01/10/2019 às 07:59:00

 

O Governo Federal liberou ontem 
parte da verba destinada à ma
nutenção da Universidades Federais, represada em abril. Foram liberados R$ 1,2 bilhão. Sem o recurso, o ensino de terceiro grau entraria em colapso, hipótese que ainda paira no horizonte.
Embora o contingenciamento promovido pela gestão do presidente Jair Bolsonaro tenha sido mais acentuado, a verdade é que a educação de nível superior vem sofrendo corte atrás de corte, há muitos anos. Agora, a situação chegou a um limite novo, não há margem de manobra, as Federais já operam no osso.
Do orçamento devido, R$ 1 bilhão permanece bloqueado pelo Ministério da Educação. Em algumas instituições, despesas com água, luz e segurança dos campi devem ficar comprometidas.
O ensino de terceiro grau exige muito mais do que giz e quadro negro. Sem investimento em pesquisa e atividades de extensão, inviabilizadas pelo corte de verbas, as Universidades servem apenas para emitir certificados, não desempenham qualquer função estratégica. A tesourada do presidente Bolsonaro, com repercussão nas atividades de todas as instituições de ensino mantidas pelo Governo Federal, escolas técnicas incluídas, atendem exclusivamente a noções de mundo pré fabricadas. Coloca-se o carro na frente dos bois, em clara inversão das boas práticas administrativas. 
O futuro das Universidades ainda é motivo de justa apreensão para os reitores, professores e estudantes. Certo é que após o confronto ideológico promovido pelos ministros de Bolsonaro, desde o início de sua gestão, a comunidade acadêmica tem razões de sobra para desconfiança. Pela primeira vez na história recente da República, a sala de aula foi tomada por campo de batalha partidário e eleitoral.

O Governo Federal liberou ontem  parte da verba destinada à ma nutenção da Universidades Federais, represada em abril. Foram liberados R$ 1,2 bilhão. Sem o recurso, o ensino de terceiro grau entraria em colapso, hipótese que ainda paira no horizonte.
Embora o contingenciamento promovido pela gestão do presidente Jair Bolsonaro tenha sido mais acentuado, a verdade é que a educação de nível superior vem sofrendo corte atrás de corte, há muitos anos. Agora, a situação chegou a um limite novo, não há margem de manobra, as Federais já operam no osso.
Do orçamento devido, R$ 1 bilhão permanece bloqueado pelo Ministério da Educação. Em algumas instituições, despesas com água, luz e segurança dos campi devem ficar comprometidas.
O ensino de terceiro grau exige muito mais do que giz e quadro negro. Sem investimento em pesquisa e atividades de extensão, inviabilizadas pelo corte de verbas, as Universidades servem apenas para emitir certificados, não desempenham qualquer função estratégica. A tesourada do presidente Bolsonaro, com repercussão nas atividades de todas as instituições de ensino mantidas pelo Governo Federal, escolas técnicas incluídas, atendem exclusivamente a noções de mundo pré fabricadas. Coloca-se o carro na frente dos bois, em clara inversão das boas práticas administrativas. 
O futuro das Universidades ainda é motivo de justa apreensão para os reitores, professores e estudantes. Certo é que após o confronto ideológico promovido pelos ministros de Bolsonaro, desde o início de sua gestão, a comunidade acadêmica tem razões de sobra para desconfiança. Pela primeira vez na história recente da República, a sala de aula foi tomada por campo de batalha partidário e eleitoral.