O fechamento da Petrobras

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Publicada em 27/09/2019 às 05:43:00

 

A direção da Petrobras não vê a 
hora de abandonar Sergipe à 
própria sorte. Prova disso, lançou ontem a terceira versão de um temível Programa de Demissão Voluntária, com o objetivo de reduzir o quadro de funcionários. O recado é claro: o último a sair terá de apagar a luz, fechar a porta, jogar a chave fora.
O esvaziamento da estatal no estado é feito de modo sistemático. O primeiro PDV foi direcionado aos empregados que devem se aposentar até junho de 2020. Outro foi voltado para empregados de unidades da empresa que estão em processo de desinvestimento. O PDV mais recente foi direcionado para trabalhadores de setores corporativos.
Por enquanto, a reação dos sindicatos de classe, políticos e sociedade em geral ainda é tímida, quando comparada ao vácuo de investimentos gerado pelo fim das atividades da empresa em solo sergipano. Se os 700 empregos diretos gerados pela Fábrica de Fertilizantes em Laranjeiras fazem falta, o que dizer dos 1200 postos de trabalhos fechados imediatamente, com um golpe de caneta impensado?
De acordo com a Petrobras, os trabalhadores que optarem por aderir ao PDV não sofrerão qualquer espécie de perda, em termos de vantagens legais e indenizações. Faltou informar, no entanto, do impacto previsível na economia local. A rede hoteleira, escolas particulares, restaurantes e bares, todos temem pela queda de dinheiro em circulação no comércio local. 
Ainda há tempo para protestos. Se confirmada, a decisão do Governo Federal tende a agravar a situação do mercado de trabalho local, com arrecadação em baixa e recorde de desempregados.

A direção da Petrobras não vê a  hora de abandonar Sergipe à  própria sorte. Prova disso, lançou ontem a terceira versão de um temível Programa de Demissão Voluntária, com o objetivo de reduzir o quadro de funcionários. O recado é claro: o último a sair terá de apagar a luz, fechar a porta, jogar a chave fora.
O esvaziamento da estatal no estado é feito de modo sistemático. O primeiro PDV foi direcionado aos empregados que devem se aposentar até junho de 2020. Outro foi voltado para empregados de unidades da empresa que estão em processo de desinvestimento. O PDV mais recente foi direcionado para trabalhadores de setores corporativos.
Por enquanto, a reação dos sindicatos de classe, políticos e sociedade em geral ainda é tímida, quando comparada ao vácuo de investimentos gerado pelo fim das atividades da empresa em solo sergipano. Se os 700 empregos diretos gerados pela Fábrica de Fertilizantes em Laranjeiras fazem falta, o que dizer dos 1200 postos de trabalhos fechados imediatamente, com um golpe de caneta impensado?
De acordo com a Petrobras, os trabalhadores que optarem por aderir ao PDV não sofrerão qualquer espécie de perda, em termos de vantagens legais e indenizações. Faltou informar, no entanto, do impacto previsível na economia local. A rede hoteleira, escolas particulares, restaurantes e bares, todos temem pela queda de dinheiro em circulação no comércio local. 
Ainda há tempo para protestos. Se confirmada, a decisão do Governo Federal tende a agravar a situação do mercado de trabalho local, com arrecadação em baixa e recorde de desempregados.