Dever de casa

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Publicada em 25/09/2019 às 22:44:00

 

O governador Belivaldo Chagas 
terá de ministrar um remédio 
amargo para os servidores estaduais. A situação previdenciária de Sergipe é tão ruim quanto a da União, ou até mais grave. Sem atacar o déficit gerado para honrar o pagamento dos aposentados, investir em geração de emprego e renda fica praticamente impossível.
A questão é debatida há bastante tempo, mas faltava coragem para tocar a agenda. A razão é óbvia. No contexto atual, qualquer proposta de reforma previdenciária passa obrigatoriamente por aumento da contribuição e tempo de serviço. Embora necessária, a reforma é impopular.
Caberá ao governador e também aos parlamentares assumir o ônus político derivado de uma reforma, aproveitando a oportunidade para combater privilégios. Ressalte-se, ainda, a necessidade de avançar de modo efetivo em promoção de igualdade. No Congresso Nacional, a intenção de tratar os servidores com equidade não passou do discurso. Os militares de alta patente, por exemplo, deixaram o sacrifício com os soldados rasos.
A recuperação das finanças dependerá ainda de providências superiores, atribuição do governo federal. Sem a efetivação de um novo pacto federativo, sem a sempre adiada reforma tributária, estados e municípios em apuros financeiros dificilmente sairão do buraco. Com a economia estagnada, ameaçando andar para trás, a crise fiscal ganha ares de um pesadelo administrativo sem precedentes. Mas ao reformar a previdência estadual, em benefício dos próprios servidores que um dia se tornarão aposentados, o Governo de Sergipe faz a sua parte.

O governador Belivaldo Chagas  terá de ministrar um remédio  amargo para os servidores estaduais. A situação previdenciária de Sergipe é tão ruim quanto a da União, ou até mais grave. Sem atacar o déficit gerado para honrar o pagamento dos aposentados, investir em geração de emprego e renda fica praticamente impossível.
A questão é debatida há bastante tempo, mas faltava coragem para tocar a agenda. A razão é óbvia. No contexto atual, qualquer proposta de reforma previdenciária passa obrigatoriamente por aumento da contribuição e tempo de serviço. Embora necessária, a reforma é impopular.
Caberá ao governador e também aos parlamentares assumir o ônus político derivado de uma reforma, aproveitando a oportunidade para combater privilégios. Ressalte-se, ainda, a necessidade de avançar de modo efetivo em promoção de igualdade. No Congresso Nacional, a intenção de tratar os servidores com equidade não passou do discurso. Os militares de alta patente, por exemplo, deixaram o sacrifício com os soldados rasos.
A recuperação das finanças dependerá ainda de providências superiores, atribuição do governo federal. Sem a efetivação de um novo pacto federativo, sem a sempre adiada reforma tributária, estados e municípios em apuros financeiros dificilmente sairão do buraco. Com a economia estagnada, ameaçando andar para trás, a crise fiscal ganha ares de um pesadelo administrativo sem precedentes. Mas ao reformar a previdência estadual, em benefício dos próprios servidores que um dia se tornarão aposentados, o Governo de Sergipe faz a sua parte.