A santa de Calcutá

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Publicada em 25/09/2019 às 22:41:00

 

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB
"As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam" - nestas palavras está, com singeleza, todo o pensamento espiritual e prático da Madre Teresa de Calcutá - hoje, Santa Teresa. 
A um jornalista que lhe perguntou o que se deveria fazer para reformar o mundo, ela respondeu: "Você e eu devemos nos reformar, e já é um bom começo...".
Agnes Bojaxhiu - seu nome de batismo - nasceu em 26 de agosto de 1910, na Albânia, no Leste Europeu. Aos 18 anos entrou na Congregação das Irmãs de Loreto, em Dublin, na Irlanda. Após os votos, foi enviada para a Índia, onde era professora e depois diretora de um colégio para meninas de boas famílias, em Calcutá. Foi numa viagem de trem que ouviu um chamado interior para se dedicar aos pobres e necessitados, que ela via por toda a Índia. No dia 8 de agosto de 1948, com aprovação do Arcebispo de Calcutá, deixou a Congregação, passando a usar um sári branco, debruado de azul, com uma pequena cruz no ombro. É a roupa típica das mulheres indianas.
A partir de março de 1949 começaram a aparecer, em bom número, vocações entre suas antigas alunas do Colégio de Calcutá; algumas, filhas de famílias ricas, dispostas a colocar sua vida sob a direção de Madre Teresa, a serviço dos pobres e miseráveis da Índia. Em 7 de outubro de 1950, foram aprovadas pela Santa Sé as Missionárias da Caridade, como foram chamadas as Irmãs de Madre Teresa. Sua Congregação espalhou-se pelo mundo, sempre a serviço dos pobres.
Madre Teresa, em sua humildade e simplicidade, teve o reconhecimento do mundo, que não conseguiu alterar seu perfil de humilde servidora dos pobres. Disse a um homem que queria desfazer-se de seu filho: "Se não quer criar seu filho, me dê que eu cuido dele".
Tive a sorte de vê-la de longe, num estádio, durante o Congresso Eucarístico Internacional de Filadélfia, nos Estados Unidos, em 1975.
Recebe o Prêmio Nobel da Paz em 1979. No ano seguinte recebe o prêmio de distinção especial de serviço público dos Estados Unidos. O Presidente Reagan confere-lhe a Medalha Presidencial da Liberdade.  E até a União Soviética, em 1987, condecora-a com a Medalha de Ouro do Comitê Soviético da Paz. Várias Universidades ao redor do mundo conferiram-lhe títulos "honoris causa". Foi amiga da Princesa Diana, da Inglaterra, que a considerava uma santa e, naturalmente, foi muito criticada por essa amizade.
Tudo isso - é importante salientar - não abalou a simplicidade e a humildade inalteradas de Madre Teresa.
Faleceu a 5 de setembro de 1997, foi beatificada por São João Paulo II em 2003 e, em 4 de setembro de 2016, foi canonizada pelo Papa Francisco. É hoje Santa Teresa de Calcutá, a mãe dos pobres e miseráveis do mundo inteiro.
* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)
dedvaldo@salesianorecife.com.br

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB

"As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam" - nestas palavras está, com singeleza, todo o pensamento espiritual e prático da Madre Teresa de Calcutá - hoje, Santa Teresa. 
A um jornalista que lhe perguntou o que se deveria fazer para reformar o mundo, ela respondeu: "Você e eu devemos nos reformar, e já é um bom começo...".
Agnes Bojaxhiu - seu nome de batismo - nasceu em 26 de agosto de 1910, na Albânia, no Leste Europeu. Aos 18 anos entrou na Congregação das Irmãs de Loreto, em Dublin, na Irlanda. Após os votos, foi enviada para a Índia, onde era professora e depois diretora de um colégio para meninas de boas famílias, em Calcutá. Foi numa viagem de trem que ouviu um chamado interior para se dedicar aos pobres e necessitados, que ela via por toda a Índia. No dia 8 de agosto de 1948, com aprovação do Arcebispo de Calcutá, deixou a Congregação, passando a usar um sári branco, debruado de azul, com uma pequena cruz no ombro. É a roupa típica das mulheres indianas.
A partir de março de 1949 começaram a aparecer, em bom número, vocações entre suas antigas alunas do Colégio de Calcutá; algumas, filhas de famílias ricas, dispostas a colocar sua vida sob a direção de Madre Teresa, a serviço dos pobres e miseráveis da Índia. Em 7 de outubro de 1950, foram aprovadas pela Santa Sé as Missionárias da Caridade, como foram chamadas as Irmãs de Madre Teresa. Sua Congregação espalhou-se pelo mundo, sempre a serviço dos pobres.
Madre Teresa, em sua humildade e simplicidade, teve o reconhecimento do mundo, que não conseguiu alterar seu perfil de humilde servidora dos pobres. Disse a um homem que queria desfazer-se de seu filho: "Se não quer criar seu filho, me dê que eu cuido dele".
Tive a sorte de vê-la de longe, num estádio, durante o Congresso Eucarístico Internacional de Filadélfia, nos Estados Unidos, em 1975.
Recebe o Prêmio Nobel da Paz em 1979. No ano seguinte recebe o prêmio de distinção especial de serviço público dos Estados Unidos. O Presidente Reagan confere-lhe a Medalha Presidencial da Liberdade.  E até a União Soviética, em 1987, condecora-a com a Medalha de Ouro do Comitê Soviético da Paz. Várias Universidades ao redor do mundo conferiram-lhe títulos "honoris causa". Foi amiga da Princesa Diana, da Inglaterra, que a considerava uma santa e, naturalmente, foi muito criticada por essa amizade.
Tudo isso - é importante salientar - não abalou a simplicidade e a humildade inalteradas de Madre Teresa.
Faleceu a 5 de setembro de 1997, foi beatificada por São João Paulo II em 2003 e, em 4 de setembro de 2016, foi canonizada pelo Papa Francisco. É hoje Santa Teresa de Calcutá, a mãe dos pobres e miseráveis do mundo inteiro.

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)dedvaldo@salesianorecife.com.br