Sinpol x Adepol: Katarina nega paralisação em delegacias

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Publicada em 25/09/2019 às 22:28:00

 

Gabriel Damásio 
A delegada-geral da 
Polícia Civil, Katarina 
Feitoza, negou que haja suspensão de atividades das delegacias ou mesmo um clima para paralisação total no órgão. Em entrevista coletiva dada ontem, ela procurou suavizar o clima tenso criado nos últimos dias entre agentes e delegados, por causa do projeto de reestruturação da carreira policial que foi anunciado pela Associação dos Delegados de Polícia (Adepol). A proposta, que prevê a criação dos cargos de Investigador e Escrevente de Polícia, enfrenta uma fortíssima oposição do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), que fez anteontem uma paralisação simbólica dos agentes e escrivães nos departamentos de Narcóticos (Denarc) e de Homicídios (DHPP). 
De acordo com a delegada, o atendimento ao público e os trabalhos de investigação não foram paralisados e nem serão prejudicados pelos próximos atos que foram anunciados pelo Sinpol até o dia 2 de outubro, quando uma grande manifestação dos agentes está prevista para acontecer na Praça Fausto Cardoso. "A gente tranquiliza a população sergipana a continuar confiando na Polícia Civil. As delegacias continuarão funcionando normalmente, confiamos que os nossos policiais não permitirão de forma alguma questões ideológicas entre a associação de delegados e sindicato dos agentes de polícia, escrivães e auxiliares venham a impedir o atendimento para nossa sociedade", garantiu, pontuando que não vê motivos para uma greve das categorias, apesar de admitir que o momento atual das negociações é "delicado".
Katarina se referiu à minuta do projeto de lei da Adepol. Ela esclareceu que esta proposta não é de conhecimento oficial da Secretaria da Segurança Pública (SSP), que sequer a analisou. "É importante esclarecer alguns pontos a respeito desse projeto, que não passou pelo crivo da Polícia Civil, nem da Delegacia Geral, nem mesmo pelo conhecimento do Secretário de Segurança Pública. O que existe são propostas apresentadas em uma mesa de negociação ao governo, mas essa proposta da Adepol não está nessa mesa e não foi apresentada à Segurança Pública. Pra mim, essa proposta não existe", disse.
O Sinpol decidiu combater a proposta dos delegados por entender que ela prejudica os agentes e escrivães, mudando o nível de escolaridade dos cargos e aumentando a desigualdade salarial entre as carreiras. Sobre essas críticas, a delegada-geral deixou claro que a SSP não encaminhará nenhum projeto sem a devida discussão com as entidades representativas das classes da Polícia Civil. "Nenhuma lei irá passar caso venha a prejudicar a qualquer das carreiras policiais. Eu não admitirei que nenhuma lei venha a retroceder direitos conquistados pelos policiais, sejam eles delegados, agentes ou escrivães", afirma Katarina. 
A proposta reivindicada pelo Sinpol é a que cria a carreira de Oficial de Polícia Civil (OPC), unificando funções na base, diminuindo os interstícios salariais e criando um posto final. O sindicato afirma que entregou este projeto ao governador Belivaldo Chagas e recebeu uma garantia de que ele seria ajustado e encaminhado à Assembleia Legislativa, mas decidiu se retirar da mesa de negociação após avaliar que o Palácio de Despachos deu sinais de recuo, além de rumores sobre a apresentação do projeto da Adepol. Os delegados negam que tenham apresentado essa proposta ao governo, mas apenas em discussões internas. Esclarecem ainda que a criação dos novos cargos não afeta os atuais agentes e escrivães, nem altera os níveis de escolaridade. 
Papiloscopistas - Ontem também foi o segundo dia da paralisação dos papiloscopistas, que protestam contra um conflito de competências entre a categoria e os peritos criminais. A categoria decretou uma paralisação de 48 horas, concentrando suas atividades em funções internas e administrativas. Alguns serviços foram afetados, como os de identificação de presos em flagrante, corpos entregues ao Instituto Médico Legal (IML) e presos oriundos de delegacias do interior durante transferência para o sistema prisional. 
Os papiloscopistas cobram o cumprimento da lei estadual 314/2018, que define as prerrogativas e competências da carreira. O coordenador-geral de Perícias, Nestor Joaquim de Barros, disse ontem à TV Sergipe que vai se reunir com o secretário da SSP, João Eloy de Menezes e com os presidentes dos sindicatos de papiloscopistas e peritos criminais, a fim de entender as reivindicações e buscar um acordo entre as partes. Para Nestor, a crise entre as categorias é uma questão de interpretação das normas.

Gabriel Damásio 

A delegada-geral da  Polícia Civil, Katarina  Feitoza, negou que haja suspensão de atividades das delegacias ou mesmo um clima para paralisação total no órgão. Em entrevista coletiva dada ontem, ela procurou suavizar o clima tenso criado nos últimos dias entre agentes e delegados, por causa do projeto de reestruturação da carreira policial que foi anunciado pela Associação dos Delegados de Polícia (Adepol). A proposta, que prevê a criação dos cargos de Investigador e Escrevente de Polícia, enfrenta uma fortíssima oposição do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), que fez anteontem uma paralisação simbólica dos agentes e escrivães nos departamentos de Narcóticos (Denarc) e de Homicídios (DHPP). 
De acordo com a delegada, o atendimento ao público e os trabalhos de investigação não foram paralisados e nem serão prejudicados pelos próximos atos que foram anunciados pelo Sinpol até o dia 2 de outubro, quando uma grande manifestação dos agentes está prevista para acontecer na Praça Fausto Cardoso. "A gente tranquiliza a população sergipana a continuar confiando na Polícia Civil. As delegacias continuarão funcionando normalmente, confiamos que os nossos policiais não permitirão de forma alguma questões ideológicas entre a associação de delegados e sindicato dos agentes de polícia, escrivães e auxiliares venham a impedir o atendimento para nossa sociedade", garantiu, pontuando que não vê motivos para uma greve das categorias, apesar de admitir que o momento atual das negociações é "delicado".
Katarina se referiu à minuta do projeto de lei da Adepol. Ela esclareceu que esta proposta não é de conhecimento oficial da Secretaria da Segurança Pública (SSP), que sequer a analisou. "É importante esclarecer alguns pontos a respeito desse projeto, que não passou pelo crivo da Polícia Civil, nem da Delegacia Geral, nem mesmo pelo conhecimento do Secretário de Segurança Pública. O que existe são propostas apresentadas em uma mesa de negociação ao governo, mas essa proposta da Adepol não está nessa mesa e não foi apresentada à Segurança Pública. Pra mim, essa proposta não existe", disse.
O Sinpol decidiu combater a proposta dos delegados por entender que ela prejudica os agentes e escrivães, mudando o nível de escolaridade dos cargos e aumentando a desigualdade salarial entre as carreiras. Sobre essas críticas, a delegada-geral deixou claro que a SSP não encaminhará nenhum projeto sem a devida discussão com as entidades representativas das classes da Polícia Civil. "Nenhuma lei irá passar caso venha a prejudicar a qualquer das carreiras policiais. Eu não admitirei que nenhuma lei venha a retroceder direitos conquistados pelos policiais, sejam eles delegados, agentes ou escrivães", afirma Katarina. 
A proposta reivindicada pelo Sinpol é a que cria a carreira de Oficial de Polícia Civil (OPC), unificando funções na base, diminuindo os interstícios salariais e criando um posto final. O sindicato afirma que entregou este projeto ao governador Belivaldo Chagas e recebeu uma garantia de que ele seria ajustado e encaminhado à Assembleia Legislativa, mas decidiu se retirar da mesa de negociação após avaliar que o Palácio de Despachos deu sinais de recuo, além de rumores sobre a apresentação do projeto da Adepol. Os delegados negam que tenham apresentado essa proposta ao governo, mas apenas em discussões internas. Esclarecem ainda que a criação dos novos cargos não afeta os atuais agentes e escrivães, nem altera os níveis de escolaridade. 

Papiloscopistas -
Ontem também foi o segundo dia da paralisação dos papiloscopistas, que protestam contra um conflito de competências entre a categoria e os peritos criminais. A categoria decretou uma paralisação de 48 horas, concentrando suas atividades em funções internas e administrativas. Alguns serviços foram afetados, como os de identificação de presos em flagrante, corpos entregues ao Instituto Médico Legal (IML) e presos oriundos de delegacias do interior durante transferência para o sistema prisional. 
Os papiloscopistas cobram o cumprimento da lei estadual 314/2018, que define as prerrogativas e competências da carreira. O coordenador-geral de Perícias, Nestor Joaquim de Barros, disse ontem à TV Sergipe que vai se reunir com o secretário da SSP, João Eloy de Menezes e com os presidentes dos sindicatos de papiloscopistas e peritos criminais, a fim de entender as reivindicações e buscar um acordo entre as partes. Para Nestor, a crise entre as categorias é uma questão de interpretação das normas.