O novo Brasil

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Publicada em 24/09/2019 às 23:56:00

 

Sob a presidência de Jair Bolsona
ro, o Brasil tende ao isolamento. 
As bravatas de cunho nacionalista proferidas ontem, na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, não ofendem apenas aos alvos eleitos de modo mais ou menos arbitrário, à revelia de fatos e evidências, com o fim de demarcar uma posição ideológica radical. Em termos práticos, ao invés de construir pontes, o governo brasileiro deu as costas para o resto do mundo.
Foi-se uma oportunidade de ouro, a chance de tranquilizar a comunidade internacional a respeito de questões as mais delicadas, a exemplo das queimadas na Amazônia. Imaturo, o presidente preferiu atacar França, Cuba, Venezuela, a imprensa internacional, os povos nativos brasileiros, o socialismo. Teria sido melhor que repetisse a performance realizada perante o G8. Tanta bobagem não seria pronunciada no exíguo intervalo de seis minutos.
Considerado o contexto de crise mundial, com ameaça de desaceleração econômica, guerra comercial declarada entre China e Estados Unidos, o imbróglio do Brexit, além do aquecimento global, o presidente brasileiro teve de caprichar nas tintas do absurdo para transformar o Brasil em motivo de preocupação. Sem nenhuma modéstia, foi exatamente o que ele conseguiu.
Dado a deformar os dados da realidade a bel prazer, o presidente foi completamente honesto em um único ponto do discurso proferido ontem. De fato, a comunidade foi apresentada a um país diferente. O novo Brasil de Bolsonaro é um país truculento, sem ambição de igualdade, avesso a qualquer sopro de progresso e justiça social.

Sob a presidência de Jair Bolsona ro, o Brasil tende ao isolamento.  As bravatas de cunho nacionalista proferidas ontem, na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, não ofendem apenas aos alvos eleitos de modo mais ou menos arbitrário, à revelia de fatos e evidências, com o fim de demarcar uma posição ideológica radical. Em termos práticos, ao invés de construir pontes, o governo brasileiro deu as costas para o resto do mundo.
Foi-se uma oportunidade de ouro, a chance de tranquilizar a comunidade internacional a respeito de questões as mais delicadas, a exemplo das queimadas na Amazônia. Imaturo, o presidente preferiu atacar França, Cuba, Venezuela, a imprensa internacional, os povos nativos brasileiros, o socialismo. Teria sido melhor que repetisse a performance realizada perante o G8. Tanta bobagem não seria pronunciada no exíguo intervalo de seis minutos.
Considerado o contexto de crise mundial, com ameaça de desaceleração econômica, guerra comercial declarada entre China e Estados Unidos, o imbróglio do Brexit, além do aquecimento global, o presidente brasileiro teve de caprichar nas tintas do absurdo para transformar o Brasil em motivo de preocupação. Sem nenhuma modéstia, foi exatamente o que ele conseguiu.
Dado a deformar os dados da realidade a bel prazer, o presidente foi completamente honesto em um único ponto do discurso proferido ontem. De fato, a comunidade foi apresentada a um país diferente. O novo Brasil de Bolsonaro é um país truculento, sem ambição de igualdade, avesso a qualquer sopro de progresso e justiça social.