O livro de Rômulo Nóbrega

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Publicada em 24/09/2019 às 07:21:00

 

* Raymundo Mello
(publicação de Raymundinho Mello, seu filho)
 
Aconteceu, de 11 a 15 deste mês, a '5.ª bienal do livro de Itabaiana', evento muitíssimo significativo no cenário cultural do nosso 'Sergipe d'El Rey'. O lema escolhido para este ano - Um festival de conhecimento - já assegurava o êxito da mostra literária, como nas edições anteriores.
Dispondo, atualmente, de pouquíssimo tempo livre, não pude desfrutar de tudo-de-bom que a programação oferecia. Mas não abri mão de dar uma passada lá. E, como é costume acontecer quando estou em ambientes culturais, literários principalmente, sempre aparece alguém, conhecido ou não, lembrando meu pai, o 'Memorialista Raymundo Mello', não raro, recordando alguns de seus artigos de memórias.
Agradeço, sensibilizado, todo o respeito e admiração que o 'mundo cultural' de Sergipe nutre por meu pai, já decorridos quase 2 anos e meio de sua ida ao encontro com Deus.
Pois bem! Num destes encontros nesta bienal, um amigo relembrou um texto escrito por meu pai sobre o livro publicado pelo pesquisador Rômulo Nóbrega versando sobre Rosil Cavalcanti, e pediu-me que trouxesse de volta a publicação.
Fui buscar no acervo e encontrei o texto, publicado na edição de 13/06/2014 do 'Jornal do Dia', e atendo o pedido. Segue, com ligeiras adaptações, o artigo, intitulado, originalmente, "Aracaju de Rosil ou Rosil de Aracaju". Boa leitura pra todos!
Fala, Raymundo Mello!
- O escritor e pesquisador paraibano Rômulo C. Nóbrega, [é autor de um] livro sobre a vida e a obra do talentoso compositor Rosil Cavalcanti, paraibano de Campina Grande, cantado em prosa e verso no Brasil inteiro através, principalmente, dos seus xotes e baiões magistralmente interpretados pelo grande cantor nordestino Jackson do Pandeiro, intérprete de gênero musical muito ligado e refletindo a ginga, a malícia e a alegria dessa área artística do Brasil com repercussão em todo o país.
Há registro significativo de que cerca de 75% das músicas de sucesso do repertório de Jackson são de autoria de Rosil que, inteligentemente, aproveitando a sua maneira sui generis de cantar, dividiu com seu principal intérprete, em uma parceria muito especial, a autoria das canções.
Esse argumento é para situar a importância da obra de Rômulo, um incansável e meticuloso pesquisador, querendo sempre confirmação indiscutível de tudo que lhe era passado por parentes, amigos, jornalistas e admiradores de Rosil. São testemunhos documentados e confirmados e que não deixam dúvidas a seus leitores.
Rosil viveu em Sergipe, mais precisamente em Aracaju e Boquim, onde, por várias vezes, foi hóspede de minha família e onde se consolidou sua ligação, principalmente, com meu irmão João Mello, entre 1938 e 1941, período em que ele fez de tudo, trabalhou, amou, viveu seus dotes culturais e artísticos, foi atleta, jogador de futebol, remador do Cotinguiba Esporte Clube, associação na qual chegou a integrar a diretoria.
Aqui em Sergipe, Rômulo manteve contatos com José Eugênio de Jesus, com João Mello, Murilo Mellins, Paulinho Corrêa, e outras pessoas indicadas, mas, sobretudo, fez pesquisas muito significativas junto aos arquivos públicos e, em especial, ao Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, colhendo informes preciosos sobre Rosil em suas diversas áreas de atividade, então registradas através a imprensa escrita.
Nos tempos atuais, sem dúvidas, pelo seu trabalho, seu desempenho cultural e artístico, Rosil seria, com muita honra para todos nós, cidadão de Aracaju.
[A leitura do livro nos permite] registrar com mais profundidade o trabalho incansável de Rômulo que quer que todos saibam quem foi o autor de músicas alegres, nordestinas, brasileiras, que "convidou a comadre Sebastiana pra cantar e xaxar na Paraíba".
E é tudo verdade!
* * *
E.T. - A obra à qual o texto se refere é: "Pra dançar e xaxar na Paraíba: andanças de Rosil Cavalcanti", assinada por Rômulo C. Nóbrega e José Batista Alves.
* Raymundo Mello é Memorialista
raymundopmello@yahoo.com.br

* Raymundo Mello

(publicação de Raymundinho Mello, seu filho)

Aconteceu, de 11 a 15 deste mês, a '5.ª bienal do livro de Itabaiana', evento muitíssimo significativo no cenário cultural do nosso 'Sergipe d'El Rey'. O lema escolhido para este ano - Um festival de conhecimento - já assegurava o êxito da mostra literária, como nas edições anteriores.
Dispondo, atualmente, de pouquíssimo tempo livre, não pude desfrutar de tudo-de-bom que a programação oferecia. Mas não abri mão de dar uma passada lá. E, como é costume acontecer quando estou em ambientes culturais, literários principalmente, sempre aparece alguém, conhecido ou não, lembrando meu pai, o 'Memorialista Raymundo Mello', não raro, recordando alguns de seus artigos de memórias.
Agradeço, sensibilizado, todo o respeito e admiração que o 'mundo cultural' de Sergipe nutre por meu pai, já decorridos quase 2 anos e meio de sua ida ao encontro com Deus.
Pois bem! Num destes encontros nesta bienal, um amigo relembrou um texto escrito por meu pai sobre o livro publicado pelo pesquisador Rômulo Nóbrega versando sobre Rosil Cavalcanti, e pediu-me que trouxesse de volta a publicação.
Fui buscar no acervo e encontrei o texto, publicado na edição de 13/06/2014 do 'Jornal do Dia', e atendo o pedido. Segue, com ligeiras adaptações, o artigo, intitulado, originalmente, "Aracaju de Rosil ou Rosil de Aracaju". Boa leitura pra todos!
Fala, Raymundo Mello!
- O escritor e pesquisador paraibano Rômulo C. Nóbrega, [é autor de um] livro sobre a vida e a obra do talentoso compositor Rosil Cavalcanti, paraibano de Campina Grande, cantado em prosa e verso no Brasil inteiro através, principalmente, dos seus xotes e baiões magistralmente interpretados pelo grande cantor nordestino Jackson do Pandeiro, intérprete de gênero musical muito ligado e refletindo a ginga, a malícia e a alegria dessa área artística do Brasil com repercussão em todo o país.
Há registro significativo de que cerca de 75% das músicas de sucesso do repertório de Jackson são de autoria de Rosil que, inteligentemente, aproveitando a sua maneira sui generis de cantar, dividiu com seu principal intérprete, em uma parceria muito especial, a autoria das canções.
Esse argumento é para situar a importância da obra de Rômulo, um incansável e meticuloso pesquisador, querendo sempre confirmação indiscutível de tudo que lhe era passado por parentes, amigos, jornalistas e admiradores de Rosil. São testemunhos documentados e confirmados e que não deixam dúvidas a seus leitores.
Rosil viveu em Sergipe, mais precisamente em Aracaju e Boquim, onde, por várias vezes, foi hóspede de minha família e onde se consolidou sua ligação, principalmente, com meu irmão João Mello, entre 1938 e 1941, período em que ele fez de tudo, trabalhou, amou, viveu seus dotes culturais e artísticos, foi atleta, jogador de futebol, remador do Cotinguiba Esporte Clube, associação na qual chegou a integrar a diretoria.
Aqui em Sergipe, Rômulo manteve contatos com José Eugênio de Jesus, com João Mello, Murilo Mellins, Paulinho Corrêa, e outras pessoas indicadas, mas, sobretudo, fez pesquisas muito significativas junto aos arquivos públicos e, em especial, ao Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, colhendo informes preciosos sobre Rosil em suas diversas áreas de atividade, então registradas através a imprensa escrita.
Nos tempos atuais, sem dúvidas, pelo seu trabalho, seu desempenho cultural e artístico, Rosil seria, com muita honra para todos nós, cidadão de Aracaju.
[A leitura do livro nos permite] registrar com mais profundidade o trabalho incansável de Rômulo que quer que todos saibam quem foi o autor de músicas alegres, nordestinas, brasileiras, que "convidou a comadre Sebastiana pra cantar e xaxar na Paraíba".
E é tudo verdade!

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E.T. - A obra à qual o texto se refere é: "Pra dançar e xaxar na Paraíba: andanças de Rosil Cavalcanti", assinada por Rômulo C. Nóbrega e José Batista Alves.

* Raymundo Mello é Memorialistaraymundopmello@yahoo.com.br