Revitalização da citricultura em Sergipe é discutida na Alese

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OS PRODUTORES DIVULGARAM CARTA ABERTA COM OS PROBLEMAS DO SETOR
OS PRODUTORES DIVULGARAM CARTA ABERTA COM OS PROBLEMAS DO SETOR

Os produtores distribuíram uma carta mostrando os problemas enfrentados
Os produtores distribuíram uma carta mostrando os problemas enfrentados

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Publicada em 24/09/2019 às 07:16:00

 

A Assembleia Legislativa 
de Sergipe (Alese), pro
moveu na manhã desta segunda-feira, audiência pública que tratou sobre a situação da citricultura em Sergipe. A iniciativa é do deputado estadual Zezinho Sobral (Pode), em parceria com a Comissão Estadual da Citricultura da Casa, que teve o objetivo de discutir e elaborar propostas resolutivas para a viabilização de recursos que viabilizem o resgate e a valorização da economia da citricultura e fruticultura.
O diretor-presidente da Emdagro (Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe), Jefferson Feitosa, em sua explanação, fez um breve histórico da citricultura , bem como apresentou o cenário atual da citricultura no estado de Sergipe.
Jefferson destacou que o cenário atual do mercado da laranja de Sergipe concorre com produtos da China, Estados Unidos, Índia, Espanha, Israel (…), chamando a atenção para as mudanças da cadeia da citrícola nacional na última década: redução mundial do consumo do suco de laranja; novas doenças e pragas que atacam os pomares; diminuição da área colhida em São Paulo, um dos principais fatores do avanço do Greening (5% da produção), e a fragilização econômica dos produtores rurais.
Ainda de acordo com o diretor presidente da Emdagro, Sergipe representa 3% do PIB do cultivo da citricultura como um dos principais cultivos que beneficia aproximadamente 30.000 agricultores de citricultura e 8.452 estabelecimentos agropecuários, maioria da base familiar.
"A laranja sempre foi a principal cultura do estado, e ainda continua sendo em termo de cultura permanente. Já fomos o segundo produtor de citros do Brasil e hoje passamos a ser o quinto. É preciso que se tenha um olhar diferenciado dos próprios citricultores juntamente com os órgãos do estado", frisou o diretor da Emdagro, Jefferosn Feitosa
Municípios - Em Sergipe, a região citrícola compõe 14 municípios: Arauá, Boquim, Cristinápolis, Estância, Indiaroba, Itabaianinha, Itaporanga, Lagarto, Salgado, Santa Luzia do Itanhy, Pedrinhas, Riachão do Dantas, Tomar do Geru e Umbaúba, com cerca de 400 mil habitantes, que corresponde a um quinto da população estadual, ocupando 25% da superfície total do estado.
Airton de Santana, presidente da Associação Sergipana dos Produtores Rurais (Asserpror) lembrou durante a audiência da luta da entidade ao longo de 10 anos em defesa dos produtores rurais e destacou as principais dificuldades que a citricultura vivencia nos dias atuais. Para ele, uma das principais dificuldades é a falta de investimentos e novas tecnologias. "Apesar das dificuldades da crise da citricultura, Sergipe está em primeiro lugar em geração de emprego e renda, e segundo lugar em produto industrializado e exportações, gerando dividas e impostos para o estado", ressaltou o presidente da Asserpror
O deputado estadual, Zezinho Sobral, autor da proposta, enfatizou que é preciso observar a realidade e respeitar os ciclos agrícolas. Ele defende uma política de revitalização para um novo ciclo de desenvolvimento da fruticultura, incluindo citricultura e outros.
"É necessário entender esse novo mecanismo e discutir essas questões para que a gente saiba quem deve investir na laranja e em que momento deve investir, quais as opções para os pequenos produtores, que por ventura não tenham as condições necessárias para implementar um elevado grau de tecnologia. Compatibilizar produção e oportunidade de entressafra para vender a preços bons", justificou Zezinho Sobral.
Carta Aberta - Na oportunidade, foi apresentada a Carta Aberta "Revitalização da Citricultura das Regiões Sul e Centro-sul do estado", como resultado do debate e das demandas levantadas pelos representantes dos municípios da região e contempla onze tópicos: revitalização da assistência técnica e extensão rural pública estadual; melhoria da estruturação das atividades da Defesa estadual; regulamentação por parte do estado nos aspectos da produção de mudas; compromisso de entidades da cadeia produtiva da citricultura, visando priorizar os pequenos produtores, com ações e recursos financeiros voltados à aquisição de equipamentos e implementos agrícolas; operacionalização da unidade de produção dos inimigos naturais para a citricultura; organização rural; melhorias dos aspectos da comercialização; análise da situação de endividamento dos citricultores; melhor apoio dos gestores municipais; zoneamento de risco climático e segurança no campo.
A carta foi elaborada através de reuniões multi-institucionais com técnicos e produtores da Seagri, Mapa, Embrapa, Emdagro, UFS, Sebrae, Superintendência do Banco do Nordeste, Dnocs e Secretaria Municipal da Agricultura de Umbaúba.
Participaram da audiência pública os deputados estaduais Luciano Bispo; Adailton Martins; Luciano Pimementel; Garibalde Mendonça; Iran Barbosa; Zezinho Guimarães; Dilson de Agripino; Ibrain Monteiro; Goreth Reis e Maria Mendonça, além dos deputados federais Laércio Oliveira e Bosco Costa; prefeitos e sociedade civil organizada e órgãos representativos.

A Assembleia Legislativa  de Sergipe (Alese), pro moveu na manhã desta segunda-feira, audiência pública que tratou sobre a situação da citricultura em Sergipe. A iniciativa é do deputado estadual Zezinho Sobral (Pode), em parceria com a Comissão Estadual da Citricultura da Casa, que teve o objetivo de discutir e elaborar propostas resolutivas para a viabilização de recursos que viabilizem o resgate e a valorização da economia da citricultura e fruticultura.
O diretor-presidente da Emdagro (Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe), Jefferson Feitosa, em sua explanação, fez um breve histórico da citricultura , bem como apresentou o cenário atual da citricultura no estado de Sergipe.
Jefferson destacou que o cenário atual do mercado da laranja de Sergipe concorre com produtos da China, Estados Unidos, Índia, Espanha, Israel (…), chamando a atenção para as mudanças da cadeia da citrícola nacional na última década: redução mundial do consumo do suco de laranja; novas doenças e pragas que atacam os pomares; diminuição da área colhida em São Paulo, um dos principais fatores do avanço do Greening (5% da produção), e a fragilização econômica dos produtores rurais.
Ainda de acordo com o diretor presidente da Emdagro, Sergipe representa 3% do PIB do cultivo da citricultura como um dos principais cultivos que beneficia aproximadamente 30.000 agricultores de citricultura e 8.452 estabelecimentos agropecuários, maioria da base familiar.
"A laranja sempre foi a principal cultura do estado, e ainda continua sendo em termo de cultura permanente. Já fomos o segundo produtor de citros do Brasil e hoje passamos a ser o quinto. É preciso que se tenha um olhar diferenciado dos próprios citricultores juntamente com os órgãos do estado", frisou o diretor da Emdagro, Jefferosn Feitosa

Municípios - Em Sergipe, a região citrícola compõe 14 municípios: Arauá, Boquim, Cristinápolis, Estância, Indiaroba, Itabaianinha, Itaporanga, Lagarto, Salgado, Santa Luzia do Itanhy, Pedrinhas, Riachão do Dantas, Tomar do Geru e Umbaúba, com cerca de 400 mil habitantes, que corresponde a um quinto da população estadual, ocupando 25% da superfície total do estado.
Airton de Santana, presidente da Associação Sergipana dos Produtores Rurais (Asserpror) lembrou durante a audiência da luta da entidade ao longo de 10 anos em defesa dos produtores rurais e destacou as principais dificuldades que a citricultura vivencia nos dias atuais. Para ele, uma das principais dificuldades é a falta de investimentos e novas tecnologias. "Apesar das dificuldades da crise da citricultura, Sergipe está em primeiro lugar em geração de emprego e renda, e segundo lugar em produto industrializado e exportações, gerando dividas e impostos para o estado", ressaltou o presidente da Asserpror
O deputado estadual, Zezinho Sobral, autor da proposta, enfatizou que é preciso observar a realidade e respeitar os ciclos agrícolas. Ele defende uma política de revitalização para um novo ciclo de desenvolvimento da fruticultura, incluindo citricultura e outros.
"É necessário entender esse novo mecanismo e discutir essas questões para que a gente saiba quem deve investir na laranja e em que momento deve investir, quais as opções para os pequenos produtores, que por ventura não tenham as condições necessárias para implementar um elevado grau de tecnologia. Compatibilizar produção e oportunidade de entressafra para vender a preços bons", justificou Zezinho Sobral.

Carta Aberta - Na oportunidade, foi apresentada a Carta Aberta "Revitalização da Citricultura das Regiões Sul e Centro-sul do estado", como resultado do debate e das demandas levantadas pelos representantes dos municípios da região e contempla onze tópicos: revitalização da assistência técnica e extensão rural pública estadual; melhoria da estruturação das atividades da Defesa estadual; regulamentação por parte do estado nos aspectos da produção de mudas; compromisso de entidades da cadeia produtiva da citricultura, visando priorizar os pequenos produtores, com ações e recursos financeiros voltados à aquisição de equipamentos e implementos agrícolas; operacionalização da unidade de produção dos inimigos naturais para a citricultura; organização rural; melhorias dos aspectos da comercialização; análise da situação de endividamento dos citricultores; melhor apoio dos gestores municipais; zoneamento de risco climático e segurança no campo.
A carta foi elaborada através de reuniões multi-institucionais com técnicos e produtores da Seagri, Mapa, Embrapa, Emdagro, UFS, Sebrae, Superintendência do Banco do Nordeste, Dnocs e Secretaria Municipal da Agricultura de Umbaúba.
Participaram da audiência pública os deputados estaduais Luciano Bispo; Adailton Martins; Luciano Pimementel; Garibalde Mendonça; Iran Barbosa; Zezinho Guimarães; Dilson de Agripino; Ibrain Monteiro; Goreth Reis e Maria Mendonça, além dos deputados federais Laércio Oliveira e Bosco Costa; prefeitos e sociedade civil organizada e órgãos representativos.