Venda de carne volta a ser fiscalizada em Dores

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A OPERAÇÃO FOI REALIZADA NA FEIRA LIVRE DE NOSSA SENHORA DAS DORES E 30 QUILOS DE CARNE FORAM RECOLHIDOS
A OPERAÇÃO FOI REALIZADA NA FEIRA LIVRE DE NOSSA SENHORA DAS DORES E 30 QUILOS DE CARNE FORAM RECOLHIDOS

Os fiscais apreenderam carne de quem não soube explicar procedência
Os fiscais apreenderam carne de quem não soube explicar procedência

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Publicada em 24/09/2019 às 07:10:00

 

Foi realizada nesta segunda-feira a segunda etapa da Operação Abate, do Ministério Público que fiscaliza o abate e a venda de carne em feiras livres e mercados de todo o estado. A fiscalização aconteceu em Nossa Senhora das Dores (Médio Sertão), onde foram visitados vários estabelecimentos que comercializam o produto na feira semanal da cidade, no mercado municipal e nos açougues do comércio. Foi o desdobramento da operação deflagrada desde 2017 pela Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), que resultou no fechamento de praticamente todos os matadouros públicos do estado.
Durante a ação, foram apreendidos cerca de 30 quilos de carne, que estavam com um comerciante do Mercado Municipal da cidade. Segundo o promotor Francisco Lima Júnior, responsável pela operação, ele não conseguiu comprovar a origem de fornecimento de parte da sua mercadoria, que não tinha notas fiscais e nem os documentos de inspeção sanitária, exigido pela Emdagro. A outra parte da carne encontrada na banca do comerciante foi preservada, pois teve sua origem comprovada. Pela regra, a carne deve ser fornecida por um dos dois matadouros privados que, até o momento, estão autorizados a funcionar em Sergipe, sendo um em Propriá e outro em Itabaiana.
Francisco Júnior avaliou que o saldo da operação é positivo, pois constatou que a venda de carne está praticamente adequada às normas sanitárias e legais. "A grande maioria dos comerciantes estava com a nota fiscal, comprovando a origem da carne que estava comercializando. Nós encontramos uma condição que está mais próxima do ideal. Bem melhor do que a gente encontra em outros mercados de carne, mas o ideal é que todos tenham refrigeração. A questão é, vender carne com comprovação de origem", informou, acrescentando que esta foi a primeira ação efetiva de fiscalização da venda de carne após o fechamento dos matadouros.
De acordo com a Vigilância Sanitária Estadual, o principal problema é o acondicionamento das mercadorias, que pelas regras sanitárias, devem ser refrigeradas, mas a forma atual de comercialização, nas ruas, é feita com as carnes expostas nas bancas. E este será o principal foco das próximas fases da Operação Abate, que serão deflagradas sem avisos prévios às prefeituras e comerciantes. "É uma determinação legal e uma questão de saúde pública, para resguardar a saúde dos consumidores", reafirma o promotor.
A ação em Dores envolveu promotores e procuradores dos MPs Estadual e Federal, além de equipes da Emdagro (Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe), da Adema (Administração Estadual do Meio Ambiente), da Vigilância Sanitária, da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), do Conselho Regional de Engenharia (Crea) e das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal (PRF). 

Foi realizada nesta segunda-feira a segunda etapa da Operação Abate, do Ministério Público que fiscaliza o abate e a venda de carne em feiras livres e mercados de todo o estado. A fiscalização aconteceu em Nossa Senhora das Dores (Médio Sertão), onde foram visitados vários estabelecimentos que comercializam o produto na feira semanal da cidade, no mercado municipal e nos açougues do comércio. Foi o desdobramento da operação deflagrada desde 2017 pela Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), que resultou no fechamento de praticamente todos os matadouros públicos do estado.
Durante a ação, foram apreendidos cerca de 30 quilos de carne, que estavam com um comerciante do Mercado Municipal da cidade. Segundo o promotor Francisco Lima Júnior, responsável pela operação, ele não conseguiu comprovar a origem de fornecimento de parte da sua mercadoria, que não tinha notas fiscais e nem os documentos de inspeção sanitária, exigido pela Emdagro. A outra parte da carne encontrada na banca do comerciante foi preservada, pois teve sua origem comprovada. Pela regra, a carne deve ser fornecida por um dos dois matadouros privados que, até o momento, estão autorizados a funcionar em Sergipe, sendo um em Propriá e outro em Itabaiana.
Francisco Júnior avaliou que o saldo da operação é positivo, pois constatou que a venda de carne está praticamente adequada às normas sanitárias e legais. "A grande maioria dos comerciantes estava com a nota fiscal, comprovando a origem da carne que estava comercializando. Nós encontramos uma condição que está mais próxima do ideal. Bem melhor do que a gente encontra em outros mercados de carne, mas o ideal é que todos tenham refrigeração. A questão é, vender carne com comprovação de origem", informou, acrescentando que esta foi a primeira ação efetiva de fiscalização da venda de carne após o fechamento dos matadouros.
De acordo com a Vigilância Sanitária Estadual, o principal problema é o acondicionamento das mercadorias, que pelas regras sanitárias, devem ser refrigeradas, mas a forma atual de comercialização, nas ruas, é feita com as carnes expostas nas bancas. E este será o principal foco das próximas fases da Operação Abate, que serão deflagradas sem avisos prévios às prefeituras e comerciantes. "É uma determinação legal e uma questão de saúde pública, para resguardar a saúde dos consumidores", reafirma o promotor.
A ação em Dores envolveu promotores e procuradores dos MPs Estadual e Federal, além de equipes da Emdagro (Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe), da Adema (Administração Estadual do Meio Ambiente), da Vigilância Sanitária, da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), do Conselho Regional de Engenharia (Crea) e das polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal (PRF).