Um no enxame

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Atualizando as referências musicais na poeira da aldeia
Atualizando as referências musicais na poeira da aldeia

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Publicada em 22/09/2019 às 09:29:00

 

Um no enxame, lembre-se aos incautos, emprestou uma voz cheia de personalidade a meia dúzia de compositores locais, sangue novo e cheio de gás, atualizando as referências musicais a disposição dos curiosos com os pés enterrados na poeira da aldeia. Bem a tempo. 
O álbum, uma compilação de escolhas felizes, atestou a disposição da moça para o encontro com os seus. E foi além. Timbres, arranjos, projeto gráfico e até as plataformas eleitas para colocar a criança no meio do mundo amarravam um discurso coeso, atento e forte a respeito do impulso criativo enquanto instrumento de situação do artista no tempo e lugar, apesar de indiferente à geografia. Desde então, Sandyalê dialoga com a nossa cena como quem faz amigos numa viela qualquer do leste europeu, sempre em bom português, alto e claro.
Fazia já um bom par de anos que um registro com DNA Serigy não soava tão oportuno. Sandy Alê pegou a trilha acesa pelo Circo Singular (2009) de Patrícia Polayne. Livre, leve e solta. As duas percorrem, cada uma a seu próprio modo, uma estrada picada na base de muita informação e traduzem o que extraem de mais interessante num dialeto peculiar, gestado na própria realidade, capaz de conjugar guitarras espertas, beats e sanfonas e tambores ancestrais num feijão com arroz cheio de gosto.

Um no enxame, lembre-se aos incautos, emprestou uma voz cheia de personalidade a meia dúzia de compositores locais, sangue novo e cheio de gás, atualizando as referências musicais a disposição dos curiosos com os pés enterrados na poeira da aldeia. Bem a tempo. 
O álbum, uma compilação de escolhas felizes, atestou a disposição da moça para o encontro com os seus. E foi além. Timbres, arranjos, projeto gráfico e até as plataformas eleitas para colocar a criança no meio do mundo amarravam um discurso coeso, atento e forte a respeito do impulso criativo enquanto instrumento de situação do artista no tempo e lugar, apesar de indiferente à geografia. Desde então, Sandyalê dialoga com a nossa cena como quem faz amigos numa viela qualquer do leste europeu, sempre em bom português, alto e claro.
Fazia já um bom par de anos que um registro com DNA Serigy não soava tão oportuno. Sandy Alê pegou a trilha acesa pelo Circo Singular (2009) de Patrícia Polayne. Livre, leve e solta. As duas percorrem, cada uma a seu próprio modo, uma estrada picada na base de muita informação e traduzem o que extraem de mais interessante num dialeto peculiar, gestado na própria realidade, capaz de conjugar guitarras espertas, beats e sanfonas e tambores ancestrais num feijão com arroz cheio de gosto.