AGRICULTURA CONECTADA

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Publicada em 20/09/2019 às 22:23:00

 

* Manoel Moacir Costa Macêdo e Pedro Abel Vieira Junior 
Faz tempo que o modo de produção da agricultura brasileira tem sido lastreado em inovações tecnológicas.  Embora ainda predomine na sociedade o dilema entre o rural como atrasado e o urbano como moderno. Uma ilusão advinda da lenda do Jeca Tatu e do passado, onde 85% da população brasileira era rural e apenas 15% urbana. A realidade atual é inversa, em face de uma ímpar migração do campo para cidade. No final da década de sessenta, em torno de trinta milhões de brasileiros migraram da zona rural para a urbana. Uma migração sem precedentes em condições de aparente paz com as suas consequentes externalidades. 
O fator de produção responsável por essa pujante agricultura, não são os ganhos de produção oriundos do uso da 'terra', responsável apenas por 10%, mas da 'tecnologia', que explica 70% do crescimento da agropecuária brasileira. Evidências que permitem afirmar: uma agricultura baseada em ciência.
Nesse tempo de competição e protecionismo, milhares de produtores rurais brasileiros, estão realizando operações sustentadas por inovações que combinam conhecimento e tecnologia avançadas na biologia, engenharia genética, comunicação, informação e automação, entre outras. Pode parecer ficção, mas é realidade a 'agricultura 4.0', baseada na conectividade e levada a cabo por jovens agricultores, com perfil empreendedor. A agricultura brasileira, nos últimos vinte e cinco anos cresceu extraordinariamente apesar das reconhecidas ineficiências sistêmicas que caracterizam a economia brasileira.
A agricultura brasileira tem respondido aos desafios que lhes são colocados, para se afirmar no curto prazo na maior produtora e exportadora de comida para o mundo. Exemplos são recorrentes na elevação da produtividade total dos fatores, respeitando as crescentes exigências dos mercados e da sociedade, que demandam alimentos e matérias- primas naturais, respeito ao meio ambiente, utilização de sistemas produtivos transparentes e responsáveis e adoção de relações de produção amigáveis e justas.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE projeta que a produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2019 deve crescer 5,9% em relação a 2018. Mais uma safra recorde de aproximadamente 240 milhões de toneladas. 13 milhões a mais do que em 2018. Destaque para a produção de milho, que deve crescer em tono de 22 milhões de toneladas. 6,0% a mais do que no ano anterior, e outros acréscimos na produção de algodão, banana, batata-inglesa, mandioca, sorgo e trigo. Um valor bruto da produção estimada em quase trezentos bilhões de reais.
No Estado de Sergipe, a Embrapa Tabuleiros Costeiros vem contribuindo por quase meio século para o sucesso da agricultura, a exemplo do programa de pesquisa com a cultura do milho, por mais de vinte e cinco anos. Outras contribuições relevantes são destacadas nos cultivos do coco, mandioca feijão, ovinos, e nas criações de caprinos, ovinos e bovinos. 
Recentemente a Embrapa Tabuleiros Costeiros, foi agraciada com a medalha de incentivo à ciência e tecnologia 'Professor Antônio Tavares de Bragança', instituída pelo Governo de Sergipe e outorgada pelo histórico e distinguido Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe - ITPS. A honraria é destinada as pessoas, instituições e empresas que se destacaram pela atuação em prol do fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação no Estado de Sergipe. Desde a sua instalação, a Embrapa mantém uma estreita parceria com os órgãos estaduais de desenvolvimento e tecnologia como a Emdagro, Cohidro, SergipeTec, Fapitec, ITPS, entre outros.
Parabéns aos que nos seus dedicados e diversos labores, em particular aos engenheiros agrônomos, contribuem com o sucesso da agricultura brasileira, nordestina e sergipana.  
* Manoel Moacir Costa Macêdo e Pedro Abel Vieira Junior são engenheiros agrônomos

* Manoel Moacir Costa Macêdo e Pedro Abel Vieira Junior 

Faz tempo que o modo de produção da agricultura brasileira tem sido lastreado em inovações tecnológicas.  Embora ainda predomine na sociedade o dilema entre o rural como atrasado e o urbano como moderno. Uma ilusão advinda da lenda do Jeca Tatu e do passado, onde 85% da população brasileira era rural e apenas 15% urbana. A realidade atual é inversa, em face de uma ímpar migração do campo para cidade. No final da década de sessenta, em torno de trinta milhões de brasileiros migraram da zona rural para a urbana. Uma migração sem precedentes em condições de aparente paz com as suas consequentes externalidades. 
O fator de produção responsável por essa pujante agricultura, não são os ganhos de produção oriundos do uso da 'terra', responsável apenas por 10%, mas da 'tecnologia', que explica 70% do crescimento da agropecuária brasileira. Evidências que permitem afirmar: uma agricultura baseada em ciência.
Nesse tempo de competição e protecionismo, milhares de produtores rurais brasileiros, estão realizando operações sustentadas por inovações que combinam conhecimento e tecnologia avançadas na biologia, engenharia genética, comunicação, informação e automação, entre outras. Pode parecer ficção, mas é realidade a 'agricultura 4.0', baseada na conectividade e levada a cabo por jovens agricultores, com perfil empreendedor. A agricultura brasileira, nos últimos vinte e cinco anos cresceu extraordinariamente apesar das reconhecidas ineficiências sistêmicas que caracterizam a economia brasileira.
A agricultura brasileira tem respondido aos desafios que lhes são colocados, para se afirmar no curto prazo na maior produtora e exportadora de comida para o mundo. Exemplos são recorrentes na elevação da produtividade total dos fatores, respeitando as crescentes exigências dos mercados e da sociedade, que demandam alimentos e matérias- primas naturais, respeito ao meio ambiente, utilização de sistemas produtivos transparentes e responsáveis e adoção de relações de produção amigáveis e justas.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE projeta que a produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2019 deve crescer 5,9% em relação a 2018. Mais uma safra recorde de aproximadamente 240 milhões de toneladas. 13 milhões a mais do que em 2018. Destaque para a produção de milho, que deve crescer em tono de 22 milhões de toneladas. 6,0% a mais do que no ano anterior, e outros acréscimos na produção de algodão, banana, batata-inglesa, mandioca, sorgo e trigo. Um valor bruto da produção estimada em quase trezentos bilhões de reais.
No Estado de Sergipe, a Embrapa Tabuleiros Costeiros vem contribuindo por quase meio século para o sucesso da agricultura, a exemplo do programa de pesquisa com a cultura do milho, por mais de vinte e cinco anos. Outras contribuições relevantes são destacadas nos cultivos do coco, mandioca feijão, ovinos, e nas criações de caprinos, ovinos e bovinos. 
Recentemente a Embrapa Tabuleiros Costeiros, foi agraciada com a medalha de incentivo à ciência e tecnologia 'Professor Antônio Tavares de Bragança', instituída pelo Governo de Sergipe e outorgada pelo histórico e distinguido Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe - ITPS. A honraria é destinada as pessoas, instituições e empresas que se destacaram pela atuação em prol do fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação no Estado de Sergipe. Desde a sua instalação, a Embrapa mantém uma estreita parceria com os órgãos estaduais de desenvolvimento e tecnologia como a Emdagro, Cohidro, SergipeTec, Fapitec, ITPS, entre outros.
Parabéns aos que nos seus dedicados e diversos labores, em particular aos engenheiros agrônomos, contribuem com o sucesso da agricultura brasileira, nordestina e sergipana.  

* Manoel Moacir Costa Macêdo e Pedro Abel Vieira Junior são engenheiros agrônomos