Petroleiros protestam contra desativação de estatal em Sergipe

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O ATO FOI REALIZADO NA PORTA DA SEDE DA ESTATAL
O ATO FOI REALIZADO NA PORTA DA SEDE DA ESTATAL

Manifestação dos petroleiros contra fechamento da sede da Petrobras no Estado
Manifestação dos petroleiros contra fechamento da sede da Petrobras no Estado

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Publicada em 20/09/2019 às 22:10:00

 

Milton Alves Júnior
Reunidos em frente à sede administrativa da Petrobras, na Rua Acre, região Oeste de Aracaju, funcionários da estatal se mobilizaram em ação unificada contra o projeto do Governo Federal o qual visa fechar a sede da empresa em Aracaju, bem como para cobrar do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) o retorno imediato das atividades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen). Com ameaças de greve geral em todo o país, a classe trabalhadora enalteceu que já na próxima semana representantes de todas as unidades federativas do Brasil estarão reunidos mediante a proposta de deliberar, ou não, a suspensão por tempo indeterminado das atividades funcionais.
Na concepção do Sindicato dos Petroleiros de Sergipe e de Alagoas (Sindipetro), é inadmissível que o poder executivo federal apoie medidas consideradas como 'drásticas' para milhares de famílias, as quais, caso o fechamento das unidade de fato ocorram, terão que se mudar para outros estados, ou pedir desligamento da Petrobras. Os grupos de defesa dos trabalhadores esclarecem que o fechamento de todo o sistema Petrobras - sobretudo nos estados do Nordeste, como parte do processo de privatização da empresa - diretamente vai gerar a demissão de 11.075 profissionais e mais de 20 mil terceirizados. Juntos, eles representam 18% do total da mão de obra da estatal no Brasil.
De acordo com Gilvani Santos, diretora do Sindipetro, a categoria se depara com a iminência de uma greve nacional dos petroleiros. "Nessa quinta-feira, 19, houve uma discussão, na quarta-feira, 25, haverá reunião das federações, e até o fim da próxima semana deve sair o indicativo de greve da categoria. Esse é o modelo de gestão defendida pelo governo neoliberal de Jair Bolsonaro. Buscamos nos comunicar e formar uma luta unificada dos trabalhadores do estado de Sergipe, porque o desmonte da Petrobras significa uma perda dos empregos", disse. O fechamento desses postos de trabalho pode contribuir ainda para o aumento nos preços dos derivados de petróleo, como diesel e gasolina.
 "Essa é uma possibilidade clara e evidente. Esperamos que a sociedade se atente para os riscos que envolvem essa tramitação coordenada pelo presidente Bolsonaro e se somem com a nossa luta enquanto há tempo. Essa mesma postura deve ser adotada pelos nossos deputados e senadores que foram eleitos pelo povo e devem reforçar a luta diretamente em Brasília", pediu Gilvani Santos que concluiu dizendo: "aos que achavam realmente que o Brasil com Bolsonaro seria outro, realmente está sendo, porém, como fechamento de estatais e ampliação do número de trabalhadores desempregados."
Contraponto - A direção da Petrobras informou por meio de nota que: "esse ano, por exemplo, já foi desocupado o Edisp, em São Paulo, contratadas novas instalações e realocadas algumas equipes, gerando uma economia anual de cerca de R$ 20 milhões para a companhia. A mobilidade de pessoas entre prédios ou mesmo entre diferentes unidades ou áreas de atuação é natural nas empresas." No que se refere à Fafen, a estatal disse: "a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE) está hibernando. A companhia reforça que, no dia 25/07/2019, foi proferida decisão judicial reconsiderando a liminar que impedia a hibernação da Fafen-SE."

Milton Alves Júnior

Reunidos em frente à sede administrativa da Petrobras, na Rua Acre, região Oeste de Aracaju, funcionários da estatal se mobilizaram em ação unificada contra o projeto do Governo Federal o qual visa fechar a sede da empresa em Aracaju, bem como para cobrar do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) o retorno imediato das atividades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen). Com ameaças de greve geral em todo o país, a classe trabalhadora enalteceu que já na próxima semana representantes de todas as unidades federativas do Brasil estarão reunidos mediante a proposta de deliberar, ou não, a suspensão por tempo indeterminado das atividades funcionais.
Na concepção do Sindicato dos Petroleiros de Sergipe e de Alagoas (Sindipetro), é inadmissível que o poder executivo federal apoie medidas consideradas como 'drásticas' para milhares de famílias, as quais, caso o fechamento das unidade de fato ocorram, terão que se mudar para outros estados, ou pedir desligamento da Petrobras. Os grupos de defesa dos trabalhadores esclarecem que o fechamento de todo o sistema Petrobras - sobretudo nos estados do Nordeste, como parte do processo de privatização da empresa - diretamente vai gerar a demissão de 11.075 profissionais e mais de 20 mil terceirizados. Juntos, eles representam 18% do total da mão de obra da estatal no Brasil.
De acordo com Gilvani Santos, diretora do Sindipetro, a categoria se depara com a iminência de uma greve nacional dos petroleiros. "Nessa quinta-feira, 19, houve uma discussão, na quarta-feira, 25, haverá reunião das federações, e até o fim da próxima semana deve sair o indicativo de greve da categoria. Esse é o modelo de gestão defendida pelo governo neoliberal de Jair Bolsonaro. Buscamos nos comunicar e formar uma luta unificada dos trabalhadores do estado de Sergipe, porque o desmonte da Petrobras significa uma perda dos empregos", disse. O fechamento desses postos de trabalho pode contribuir ainda para o aumento nos preços dos derivados de petróleo, como diesel e gasolina.
 "Essa é uma possibilidade clara e evidente. Esperamos que a sociedade se atente para os riscos que envolvem essa tramitação coordenada pelo presidente Bolsonaro e se somem com a nossa luta enquanto há tempo. Essa mesma postura deve ser adotada pelos nossos deputados e senadores que foram eleitos pelo povo e devem reforçar a luta diretamente em Brasília", pediu Gilvani Santos que concluiu dizendo: "aos que achavam realmente que o Brasil com Bolsonaro seria outro, realmente está sendo, porém, como fechamento de estatais e ampliação do número de trabalhadores desempregados."

Contraponto - A direção da Petrobras informou por meio de nota que: "esse ano, por exemplo, já foi desocupado o Edisp, em São Paulo, contratadas novas instalações e realocadas algumas equipes, gerando uma economia anual de cerca de R$ 20 milhões para a companhia. A mobilidade de pessoas entre prédios ou mesmo entre diferentes unidades ou áreas de atuação é natural nas empresas." No que se refere à Fafen, a estatal disse: "a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE) está hibernando. A companhia reforça que, no dia 25/07/2019, foi proferida decisão judicial reconsiderando a liminar que impedia a hibernação da Fafen-SE."