Petroleiros protestam contra desativação de estatal em Sergipe

Geral


  • O ATO FOI REALIZADO NA PORTA DA SEDE DA ESTATAL

  • Manifestação dos petroleiros contra fechamento da sede da Petrobras no Estado

 

Milton Alves Júnior
Reunidos em frente à sede administrativa da Petrobras, na Rua Acre, região Oeste de Aracaju, funcionários da estatal se mobilizaram em ação unificada contra o projeto do Governo Federal o qual visa fechar a sede da empresa em Aracaju, bem como para cobrar do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) o retorno imediato das atividades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen). Com ameaças de greve geral em todo o país, a classe trabalhadora enalteceu que já na próxima semana representantes de todas as unidades federativas do Brasil estarão reunidos mediante a proposta de deliberar, ou não, a suspensão por tempo indeterminado das atividades funcionais.
Na concepção do Sindicato dos Petroleiros de Sergipe e de Alagoas (Sindipetro), é inadmissível que o poder executivo federal apoie medidas consideradas como 'drásticas' para milhares de famílias, as quais, caso o fechamento das unidade de fato ocorram, terão que se mudar para outros estados, ou pedir desligamento da Petrobras. Os grupos de defesa dos trabalhadores esclarecem que o fechamento de todo o sistema Petrobras - sobretudo nos estados do Nordeste, como parte do processo de privatização da empresa - diretamente vai gerar a demissão de 11.075 profissionais e mais de 20 mil terceirizados. Juntos, eles representam 18% do total da mão de obra da estatal no Brasil.
De acordo com Gilvani Santos, diretora do Sindipetro, a categoria se depara com a iminência de uma greve nacional dos petroleiros. "Nessa quinta-feira, 19, houve uma discussão, na quarta-feira, 25, haverá reunião das federações, e até o fim da próxima semana deve sair o indicativo de greve da categoria. Esse é o modelo de gestão defendida pelo governo neoliberal de Jair Bolsonaro. Buscamos nos comunicar e formar uma luta unificada dos trabalhadores do estado de Sergipe, porque o desmonte da Petrobras significa uma perda dos empregos", disse. O fechamento desses postos de trabalho pode contribuir ainda para o aumento nos preços dos derivados de petróleo, como diesel e gasolina.
 "Essa é uma possibilidade clara e evidente. Esperamos que a sociedade se atente para os riscos que envolvem essa tramitação coordenada pelo presidente Bolsonaro e se somem com a nossa luta enquanto há tempo. Essa mesma postura deve ser adotada pelos nossos deputados e senadores que foram eleitos pelo povo e devem reforçar a luta diretamente em Brasília", pediu Gilvani Santos que concluiu dizendo: "aos que achavam realmente que o Brasil com Bolsonaro seria outro, realmente está sendo, porém, como fechamento de estatais e ampliação do número de trabalhadores desempregados."
Contraponto - A direção da Petrobras informou por meio de nota que: "esse ano, por exemplo, já foi desocupado o Edisp, em São Paulo, contratadas novas instalações e realocadas algumas equipes, gerando uma economia anual de cerca de R$ 20 milhões para a companhia. A mobilidade de pessoas entre prédios ou mesmo entre diferentes unidades ou áreas de atuação é natural nas empresas." No que se refere à Fafen, a estatal disse: "a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE) está hibernando. A companhia reforça que, no dia 25/07/2019, foi proferida decisão judicial reconsiderando a liminar que impedia a hibernação da Fafen-SE."

Milton Alves Júnior

Reunidos em frente à sede administrativa da Petrobras, na Rua Acre, região Oeste de Aracaju, funcionários da estatal se mobilizaram em ação unificada contra o projeto do Governo Federal o qual visa fechar a sede da empresa em Aracaju, bem como para cobrar do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) o retorno imediato das atividades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen). Com ameaças de greve geral em todo o país, a classe trabalhadora enalteceu que já na próxima semana representantes de todas as unidades federativas do Brasil estarão reunidos mediante a proposta de deliberar, ou não, a suspensão por tempo indeterminado das atividades funcionais.
Na concepção do Sindicato dos Petroleiros de Sergipe e de Alagoas (Sindipetro), é inadmissível que o poder executivo federal apoie medidas consideradas como 'drásticas' para milhares de famílias, as quais, caso o fechamento das unidade de fato ocorram, terão que se mudar para outros estados, ou pedir desligamento da Petrobras. Os grupos de defesa dos trabalhadores esclarecem que o fechamento de todo o sistema Petrobras - sobretudo nos estados do Nordeste, como parte do processo de privatização da empresa - diretamente vai gerar a demissão de 11.075 profissionais e mais de 20 mil terceirizados. Juntos, eles representam 18% do total da mão de obra da estatal no Brasil.
De acordo com Gilvani Santos, diretora do Sindipetro, a categoria se depara com a iminência de uma greve nacional dos petroleiros. "Nessa quinta-feira, 19, houve uma discussão, na quarta-feira, 25, haverá reunião das federações, e até o fim da próxima semana deve sair o indicativo de greve da categoria. Esse é o modelo de gestão defendida pelo governo neoliberal de Jair Bolsonaro. Buscamos nos comunicar e formar uma luta unificada dos trabalhadores do estado de Sergipe, porque o desmonte da Petrobras significa uma perda dos empregos", disse. O fechamento desses postos de trabalho pode contribuir ainda para o aumento nos preços dos derivados de petróleo, como diesel e gasolina.
 "Essa é uma possibilidade clara e evidente. Esperamos que a sociedade se atente para os riscos que envolvem essa tramitação coordenada pelo presidente Bolsonaro e se somem com a nossa luta enquanto há tempo. Essa mesma postura deve ser adotada pelos nossos deputados e senadores que foram eleitos pelo povo e devem reforçar a luta diretamente em Brasília", pediu Gilvani Santos que concluiu dizendo: "aos que achavam realmente que o Brasil com Bolsonaro seria outro, realmente está sendo, porém, como fechamento de estatais e ampliação do número de trabalhadores desempregados."

Contraponto - A direção da Petrobras informou por meio de nota que: "esse ano, por exemplo, já foi desocupado o Edisp, em São Paulo, contratadas novas instalações e realocadas algumas equipes, gerando uma economia anual de cerca de R$ 20 milhões para a companhia. A mobilidade de pessoas entre prédios ou mesmo entre diferentes unidades ou áreas de atuação é natural nas empresas." No que se refere à Fafen, a estatal disse: "a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE) está hibernando. A companhia reforça que, no dia 25/07/2019, foi proferida decisão judicial reconsiderando a liminar que impedia a hibernação da Fafen-SE."

 


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