Gualberto convoca sociedade e classe política para defesa da Petrobras em Sergipe

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Publicada em 18/09/2019 às 23:03:00

 

Deputados estaduais travaram um debate na sessão desta quarta-feira, 18, sobre a possível saída da Petrobras de Sergipe, medida anunciada pelo governo de Jair Bolsonaro. Para Francisco Gualberto (PT), vice-presidente da Assembleia Legislativa, o momento significa uma sequência de algo que já vem sendo traçado há muito tempo. "Estavam colocando em prática o projeto de esvaziar o estado de Sergipe. Mas aí o Lula foi eleito presidente do Brasil, e a partir de 2003 houve uma mudança na postura da Petrobras com o estado de Sergipe", disse.
O deputado, que é funcionário aposentado da Petrobras, lembrou que no final do governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2002, houve uma tentativa de retirada da sede da Petrobras de Sergipe. Antes, outras ações tinham sido implementadas com o objetivo de enfraquecer a empresa no estado. Uma delas foi a transferência do almoxarifado de Saquinho para a Bahia, além disso o FGTS dos trabalhadores de Sergipe já estava sendo administrado na Bahia, além de outras ações.
"Mas quando Lula assumiu a presidência e José Eduardo Dutra presidiu a estatal, Sergipe saiu da lista de desenvestimento e passou pata a lista de investimento; duplicou a Fafen e a Petrobras recebeu uma série de investimentos. Então morreu aquela história de tirar a sede administrativa de Sergipe. Mas agora o cenário é outro e todos nós devemos ter consciência de nossa responsabilidade com Sergipe", afirma Gualberto. Segundo ele, a política do atual governo federal é esvaziar o estado de Sergipe vendendo o Tecarmo e as plataformas marítimas. "Além disso, não há sinal de que haverá exploração do gás descoberto recentemente", lembrou.
Francisco Gualberto alerta que esta não é uma questão partidária. "Não é uma questão de ser bolsonarista ou não, o que está em jogo é a defesa dos interesses do estado de Sergipe", garante. "A Fafen está sem produzir. E isso não significa pouca coisa para um estado pequeno como o nosso. Imagine esse cenário… vai gerar muitos desempregos diretos e indiretos, a queda de arrecadação do estado, e a comprovação de que não há nenhuma intenção de prosperidade da Petrobras em relação ao Estado de Sergipe", disse o parlamentar.
Por essas razões, Francisco Gualberto acredita que sozinha a Assembleia Legislativa pode não ter força para enfrentar o problema. "Por isso é preciso juntar Alese, governo do Estado, deputados federais, senadores, personalidade influentes em Sergipe e toda a sociedade para fazer uma grande mobilização e chegar em Bolsonaro para perguntar se ele quer retirar Sergipe do mapa", ressalta o deputado, garantindo apoio à iniciativa da deputada Maria Mendonça que fará uma audiência pública na próxima semana para debater o tema.

Deputados estaduais travaram um debate na sessão desta quarta-feira, 18, sobre a possível saída da Petrobras de Sergipe, medida anunciada pelo governo de Jair Bolsonaro. Para Francisco Gualberto (PT), vice-presidente da Assembleia Legislativa, o momento significa uma sequência de algo que já vem sendo traçado há muito tempo. "Estavam colocando em prática o projeto de esvaziar o estado de Sergipe. Mas aí o Lula foi eleito presidente do Brasil, e a partir de 2003 houve uma mudança na postura da Petrobras com o estado de Sergipe", disse.
O deputado, que é funcionário aposentado da Petrobras, lembrou que no final do governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2002, houve uma tentativa de retirada da sede da Petrobras de Sergipe. Antes, outras ações tinham sido implementadas com o objetivo de enfraquecer a empresa no estado. Uma delas foi a transferência do almoxarifado de Saquinho para a Bahia, além disso o FGTS dos trabalhadores de Sergipe já estava sendo administrado na Bahia, além de outras ações.
"Mas quando Lula assumiu a presidência e José Eduardo Dutra presidiu a estatal, Sergipe saiu da lista de desenvestimento e passou pata a lista de investimento; duplicou a Fafen e a Petrobras recebeu uma série de investimentos. Então morreu aquela história de tirar a sede administrativa de Sergipe. Mas agora o cenário é outro e todos nós devemos ter consciência de nossa responsabilidade com Sergipe", afirma Gualberto. Segundo ele, a política do atual governo federal é esvaziar o estado de Sergipe vendendo o Tecarmo e as plataformas marítimas. "Além disso, não há sinal de que haverá exploração do gás descoberto recentemente", lembrou.
Francisco Gualberto alerta que esta não é uma questão partidária. "Não é uma questão de ser bolsonarista ou não, o que está em jogo é a defesa dos interesses do estado de Sergipe", garante. "A Fafen está sem produzir. E isso não significa pouca coisa para um estado pequeno como o nosso. Imagine esse cenário… vai gerar muitos desempregos diretos e indiretos, a queda de arrecadação do estado, e a comprovação de que não há nenhuma intenção de prosperidade da Petrobras em relação ao Estado de Sergipe", disse o parlamentar.
Por essas razões, Francisco Gualberto acredita que sozinha a Assembleia Legislativa pode não ter força para enfrentar o problema. "Por isso é preciso juntar Alese, governo do Estado, deputados federais, senadores, personalidade influentes em Sergipe e toda a sociedade para fazer uma grande mobilização e chegar em Bolsonaro para perguntar se ele quer retirar Sergipe do mapa", ressalta o deputado, garantindo apoio à iniciativa da deputada Maria Mendonça que fará uma audiência pública na próxima semana para debater o tema.