Anestesiologistas aderem também à greve no Amparo de Maria

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Assembleia aprovou a manutenção da greve no hospital de Estância
Assembleia aprovou a manutenção da greve no hospital de Estância

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Publicada em 17/09/2019 às 22:27:00

 

Por quebra em acordos coletivos e retirada de direitos trabalhistas, médicos anestesiologistas os quais atuam no Hospital Regional Amparo de Maria (Hram), no município sergipano de Estância, decidiram cruzar os braços e aderir à greve dos demais funcionários que ocorre desde o início deste mês. De acordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), paralelo à quebra de acordos, cerca de 280 funcionários, entre médicos, enfermeiros, técnicos e administrativo estão com os salários atrasados há cerca de 100 dias e sem receber o 13º salário referente a 2018. Atualmente a unidade funciona com apenas 30% da capacidade.
No que se refere à falta de pagamento salarial, a direção do Hospital Amparo de Maria informou que no final do mês passado foi feito um repasse pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), mas que por um equívoco, o valor foi creditado em uma conta que só pode ser movimentada por alvará judicial resultado de uma ação movida por uma empresa local que cobrou na justiça o valor de R$ 400 mil, referente a um débito da unidade de saúde. Em contraponto a SES voltou a destacar que está rigorosamente em dia com o Hram. O repasse é realizado mensalmente após a conferência do relatório de produtividade que é encaminhado para a SES. Em agosto o repasse foi de R$ 665.297,03.
Com o apoio da Cooperativa dos Anestesiologistas de Sergipe (Coopanest-SE), os profissionais da medicina pretendem manter a greve por tempo indeterminado, ou até o momento em que as pendências sejam solucionadas. Por meio de nota oficial apresentada também na manhã de ontem o Coopanest-SE lamentou que: "As dívidas de produtividade estão acumuladas desde o ano passado. Quanto aos honorários, o último pagamento foi efetuado em abril, fato que vem criando inúmeras dificuldades financeiras aos profissionais." Augusto Couto, presidente do Sintasa, reforçou a perspectiva da classe trabalhadora em dar continuidade à mobilização grevista. O sindicalista garante que sem cumprimento dos direitos trabalhistas não há possibilidade de suspender o ato democrático.
 "A chance é 'zero', pelo que tenho conversado com os colegas que trabalham na saúde do Hospital Regional Amparo de Maria. Lamentavelmente desde o final do ano passado estamos recebendo denúncias referentes a esse conjunto de medidas inconstitucionais. A paciência chegou ao seu ponto mais ápice e a greve foi deliberada", declarou Augusto Couto que concluiu afirmando: "se não há perspectiva de pagamento salarial, do 13º, e cumprimento dos acordos coletivos, infelizmente não podemos imaginar o dia em que a greve chegará ao fim. Situação triste em virtude dos pacientes que precisam do atendimento, mas a direção não faz por onde evitar suspensões funcionais. Assim que a classe trabalhadora voltar a ser respeitada, o serviço será restabelecido." (Milton Alves Júnior)

Por quebra em acordos coletivos e retirada de direitos trabalhistas, médicos anestesiologistas os quais atuam no Hospital Regional Amparo de Maria (Hram), no município sergipano de Estância, decidiram cruzar os braços e aderir à greve dos demais funcionários que ocorre desde o início deste mês. De acordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), paralelo à quebra de acordos, cerca de 280 funcionários, entre médicos, enfermeiros, técnicos e administrativo estão com os salários atrasados há cerca de 100 dias e sem receber o 13º salário referente a 2018. Atualmente a unidade funciona com apenas 30% da capacidade.
No que se refere à falta de pagamento salarial, a direção do Hospital Amparo de Maria informou que no final do mês passado foi feito um repasse pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), mas que por um equívoco, o valor foi creditado em uma conta que só pode ser movimentada por alvará judicial resultado de uma ação movida por uma empresa local que cobrou na justiça o valor de R$ 400 mil, referente a um débito da unidade de saúde. Em contraponto a SES voltou a destacar que está rigorosamente em dia com o Hram. O repasse é realizado mensalmente após a conferência do relatório de produtividade que é encaminhado para a SES. Em agosto o repasse foi de R$ 665.297,03.
Com o apoio da Cooperativa dos Anestesiologistas de Sergipe (Coopanest-SE), os profissionais da medicina pretendem manter a greve por tempo indeterminado, ou até o momento em que as pendências sejam solucionadas. Por meio de nota oficial apresentada também na manhã de ontem o Coopanest-SE lamentou que: "As dívidas de produtividade estão acumuladas desde o ano passado. Quanto aos honorários, o último pagamento foi efetuado em abril, fato que vem criando inúmeras dificuldades financeiras aos profissionais." Augusto Couto, presidente do Sintasa, reforçou a perspectiva da classe trabalhadora em dar continuidade à mobilização grevista. O sindicalista garante que sem cumprimento dos direitos trabalhistas não há possibilidade de suspender o ato democrático.
 "A chance é 'zero', pelo que tenho conversado com os colegas que trabalham na saúde do Hospital Regional Amparo de Maria. Lamentavelmente desde o final do ano passado estamos recebendo denúncias referentes a esse conjunto de medidas inconstitucionais. A paciência chegou ao seu ponto mais ápice e a greve foi deliberada", declarou Augusto Couto que concluiu afirmando: "se não há perspectiva de pagamento salarial, do 13º, e cumprimento dos acordos coletivos, infelizmente não podemos imaginar o dia em que a greve chegará ao fim. Situação triste em virtude dos pacientes que precisam do atendimento, mas a direção não faz por onde evitar suspensões funcionais. Assim que a classe trabalhadora voltar a ser respeitada, o serviço será restabelecido." (Milton Alves Júnior)