O sonho impossível da casa própria

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Publicada em 13/09/2019 às 23:25:00

 

O déficit habitacional, o enorme 
peso econômico da construção 
civil, a necessidade de gerar empregos, tudo ficou em segundo plano. Estrangulado pela incompetência saliente do governo federal, o orçamento previsto para o ano que vem deve restringir ainda mais o acesso à casa própria.
 A informação é do Ministério do Desenvolvimento Regional. O governo planeja reduzir o acesso a famílias que podem ter até 90% do imóvel subsidiado pelo programa Minha Casa Minha Vida.
A ideia é reduzir o teto de renda familiar contemplado pela faixa 1 do programa, sem cobrança de juros e financiamento de até 90% do imóvel. Hoje, o subsídio beneficia famílias com até R$ 1.800 de renda. O governo estuda baixar esse valor para no máximo R$ 1.400.
Mais uma vez, o presidente Bolsonaro despreza as reais necessidades da população mais pobre. No início do ano, o presidente da Caixa Econômica Federal, um banco estatal, avisou que os trabalhadores com algum poder aquisitivo terão de coçar o bolso e arcar com juros de mercado para realizar o sonho da casa própria. Esqueceu de mencionar que se referia a qualquer com renda suficiente para fazer três refeições por dia.
Levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias demonstra que a maior parte do déficit atinge famílias que ganham até três salários mínimos por mês, mas a demanda por moradias também alcança consumidores de rendas intermediárias, que viram o mercado de trabalho ficar instável nos últimos anos e o crédito imobiliário mais escasso. Estes podem manter as barbas de molho. Não vai ter colher de chá para o trabalhador no governo Bolsonaro.

O déficit habitacional, o enorme  peso econômico da construção  civil, a necessidade de gerar empregos, tudo ficou em segundo plano. Estrangulado pela incompetência saliente do governo federal, o orçamento previsto para o ano que vem deve restringir ainda mais o acesso à casa própria.
 A informação é do Ministério do Desenvolvimento Regional. O governo planeja reduzir o acesso a famílias que podem ter até 90% do imóvel subsidiado pelo programa Minha Casa Minha Vida.
A ideia é reduzir o teto de renda familiar contemplado pela faixa 1 do programa, sem cobrança de juros e financiamento de até 90% do imóvel. Hoje, o subsídio beneficia famílias com até R$ 1.800 de renda. O governo estuda baixar esse valor para no máximo R$ 1.400.
Mais uma vez, o presidente Bolsonaro despreza as reais necessidades da população mais pobre. No início do ano, o presidente da Caixa Econômica Federal, um banco estatal, avisou que os trabalhadores com algum poder aquisitivo terão de coçar o bolso e arcar com juros de mercado para realizar o sonho da casa própria. Esqueceu de mencionar que se referia a qualquer com renda suficiente para fazer três refeições por dia.
Levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias demonstra que a maior parte do déficit atinge famílias que ganham até três salários mínimos por mês, mas a demanda por moradias também alcança consumidores de rendas intermediárias, que viram o mercado de trabalho ficar instável nos últimos anos e o crédito imobiliário mais escasso. Estes podem manter as barbas de molho. Não vai ter colher de chá para o trabalhador no governo Bolsonaro.