Hospital no Rio confirma 11 mortos após incêndio

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Dos 103 pacientes que estavam no local no momento do fogo, 77 seguem internados em 12 instituições de saúde na cidade
Dos 103 pacientes que estavam no local no momento do fogo, 77 seguem internados em 12 instituições de saúde na cidade

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Publicada em 13/09/2019 às 22:55:00

 

Vladimir Platonow 
Agência Brasil  
A direção do Hospital 
Badim confirmou 
que 11 pacientes morreram em decorrência do incêndio que atingiu a instituição, na noite de anteontem (12). Dos 103 pacientes que estavam no local no momento do fogo, 77 seguem internados em 12 instituições de saúde na cidade. Mais 14 foram levados para suas casas. E 20 funcionários e acompanhantes seguem internados.
O balanço foi divulgado na tarde desta sexta-feira (13) pelo diretor médico do hospital, Fábio Santoro. Segundo ele, todos os protocolos de emergência em casos semelhantes foram respeitados e executados. Ele falou à imprensa e leu um comunicado em nome da instituição.
"Em primeiro lugar, a diretoria do Hospital Badim expressa sua profunda tristeza e se solidariza com as pessoas atingidas. Nós agradecemos a grande rede de solidariedade que se formou desde ontem e vem se fortalecendo. Incluindo vizinhos, profissionais de saúde e familiares. Os nossos colaboradores atuaram ao longo de toda a noite e madrugada, arriscando suas vidas para salvar os nossos pacientes. Todos os recursos humanos e materiais ao nosso alcance foram dedicados a esse resgate, extremamente difícil, que exigiu a remoção dos pacientes em condição de saúde delicada", disse o diretor.
Os trabalhos da equipe de perícia da Polícia Civil devem ser retomados amanhã. O subsolo do hospital está totalmente alagado por conta do combate às chamas. A água terá que ser drenada para que as equipes prossigam na investigação das causas do fogo, que teria, segundo os primeiros relatos, se iniciado em um gerador de energia.
Aparelhos - A Polícia Civil recolheu os aparelhos de imagem do circuito interno do Hospital Badim, onde 11 pessoas morreram, no incêndio de anteontem (12), no Rio de Janeiro. O objetivo, segundo o delegado Roberto Ramos, da 18ª Delegacia de Polícia, é verificar se as imagens captadas registraram o início do fogo.
"Vamos verificar se há imagens da existência do fogo e da sua propagação", disse o delegado, que concentra as investigações sobre a tragédia.
Segundo Ramos, também está sendo investigado se houve um pico de luz, que possa ter afetado um dos geradores de energia, que teria explodido, segundo testemunhas que estavam no local. "Com a prova técnica dos peritos e as imagens, teremos ideia do que realmente aconteceu."
O coordenador de Operações da Defesa Civil do Município, Sérgio Gomes, disse que o prédio que pegou fogo foi interditado. Outra ala do hospital, recém-inaugurada, que não foi afetada, está liberada. Uma casa particular, nos fundos do Badim, foi interditada parcialmente, pois sofreu danos leves. O edifício residencial ao lado, que chegou a ser totalmente interditado ontem, já foi liberado aos moradores, com exceção de uma parte da garagem.
"Interditamos uma parte da garagem, porque há probabilidade de queda de uma parte do revestimento", disse Gomes.
Flores - No início da tarde, uma cena que chamou a atenção foi a chegada de um grupo de estudantes de escolas municipais, internos de um abrigo em Vila Isabel, que levaram um buquê de flores e um cartaz com frases de apoio às vítimas e às famílias.
"As crianças viram que aconteceu esta tragédia, e resolveram fazer esta homenagem", disse o responsável pelo grupo, o diácono Roberto, da Arquidiocese do Rio. No cartaz estava reescrito: "Nosso carinho e solidariedade aos doentes, aos familiares e aos profissionais do Hospital Badim".

A direção do Hospital  Badim confirmou  que 11 pacientes morreram em decorrência do incêndio que atingiu a instituição, na noite de anteontem (12). Dos 103 pacientes que estavam no local no momento do fogo, 77 seguem internados em 12 instituições de saúde na cidade. Mais 14 foram levados para suas casas. E 20 funcionários e acompanhantes seguem internados.
O balanço foi divulgado na tarde desta sexta-feira (13) pelo diretor médico do hospital, Fábio Santoro. Segundo ele, todos os protocolos de emergência em casos semelhantes foram respeitados e executados. Ele falou à imprensa e leu um comunicado em nome da instituição.
"Em primeiro lugar, a diretoria do Hospital Badim expressa sua profunda tristeza e se solidariza com as pessoas atingidas. Nós agradecemos a grande rede de solidariedade que se formou desde ontem e vem se fortalecendo. Incluindo vizinhos, profissionais de saúde e familiares. Os nossos colaboradores atuaram ao longo de toda a noite e madrugada, arriscando suas vidas para salvar os nossos pacientes. Todos os recursos humanos e materiais ao nosso alcance foram dedicados a esse resgate, extremamente difícil, que exigiu a remoção dos pacientes em condição de saúde delicada", disse o diretor.
Os trabalhos da equipe de perícia da Polícia Civil devem ser retomados amanhã. O subsolo do hospital está totalmente alagado por conta do combate às chamas. A água terá que ser drenada para que as equipes prossigam na investigação das causas do fogo, que teria, segundo os primeiros relatos, se iniciado em um gerador de energia.

Aparelhos - A Polícia Civil recolheu os aparelhos de imagem do circuito interno do Hospital Badim, onde 11 pessoas morreram, no incêndio de anteontem (12), no Rio de Janeiro. O objetivo, segundo o delegado Roberto Ramos, da 18ª Delegacia de Polícia, é verificar se as imagens captadas registraram o início do fogo.
"Vamos verificar se há imagens da existência do fogo e da sua propagação", disse o delegado, que concentra as investigações sobre a tragédia.
Segundo Ramos, também está sendo investigado se houve um pico de luz, que possa ter afetado um dos geradores de energia, que teria explodido, segundo testemunhas que estavam no local. "Com a prova técnica dos peritos e as imagens, teremos ideia do que realmente aconteceu."
O coordenador de Operações da Defesa Civil do Município, Sérgio Gomes, disse que o prédio que pegou fogo foi interditado. Outra ala do hospital, recém-inaugurada, que não foi afetada, está liberada. Uma casa particular, nos fundos do Badim, foi interditada parcialmente, pois sofreu danos leves. O edifício residencial ao lado, que chegou a ser totalmente interditado ontem, já foi liberado aos moradores, com exceção de uma parte da garagem.
"Interditamos uma parte da garagem, porque há probabilidade de queda de uma parte do revestimento", disse Gomes.

Flores -
No início da tarde, uma cena que chamou a atenção foi a chegada de um grupo de estudantes de escolas municipais, internos de um abrigo em Vila Isabel, que levaram um buquê de flores e um cartaz com frases de apoio às vítimas e às famílias.
"As crianças viram que aconteceu esta tragédia, e resolveram fazer esta homenagem", disse o responsável pelo grupo, o diácono Roberto, da Arquidiocese do Rio. No cartaz estava reescrito: "Nosso carinho e solidariedade aos doentes, aos familiares e aos profissionais do Hospital Badim".