Armas até os dentes

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Publicada em 12/09/2019 às 23:07:00

 

O número de armas de fogo apre
endidas em Sergipe desde 2013, 
um dado apurado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado ontem, ajuda a entender a razão dos crimes violentos terem crescido tanto, ao longo dos últimos anos. Apreensão tão expressiva só é possível em lugar onde a bandidagem está armada até os dentes.
Em termos numéricos, o arsenal retirado de circulação é digno de qualquer milícia. Em seis anos, 7.563 armas de fogo foram apreendidas no estado. Não à toa, Justamente no mesmo período, os assassinatos se multiplicaram, em escala exponencial.
A bem da verdade, o problema observado em Sergipe não difere o estado do resto do Brasil. Não é excesso de regulação sobre o porte e a posse de arma de fogo que deixa o cidadão desprotegido, como argumenta o presidente Jair Bolsonaro. É justo o contrário. Devidamente cumprido, o Estatuto do Desarmamento, aprovado há mais de uma década, seria suficiente para coibir a circulação do arsenal em mãos dos bandidos e incapazes, produzindo reflexos positivos nos índices de mortes violentas. O problema é que a corrupção e a ineficiência da polícia, o abandono das fronteiras nacionais, largadas ao Deus dará, criaram a oportunidade necessária para a criminalidade. 
Enquanto o presidente faz pose de durão, um rigor de caras e bocas e palavras inflamadas, os crimes violentos se multiplicam de norte a sul do País, indiferente ao privilégio histórico das grandes capitais. Hoje, mesmo em cidades de pequeno e médio porte, tradicionalmente pacatas, a exemplo dos municípios do interior sergipano, a violência faz vítimas fatais todos os dias.

O número de armas de fogo apre endidas em Sergipe desde 2013,  um dado apurado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado ontem, ajuda a entender a razão dos crimes violentos terem crescido tanto, ao longo dos últimos anos. Apreensão tão expressiva só é possível em lugar onde a bandidagem está armada até os dentes.
Em termos numéricos, o arsenal retirado de circulação é digno de qualquer milícia. Em seis anos, 7.563 armas de fogo foram apreendidas no estado. Não à toa, Justamente no mesmo período, os assassinatos se multiplicaram, em escala exponencial.
A bem da verdade, o problema observado em Sergipe não difere o estado do resto do Brasil. Não é excesso de regulação sobre o porte e a posse de arma de fogo que deixa o cidadão desprotegido, como argumenta o presidente Jair Bolsonaro. É justo o contrário. Devidamente cumprido, o Estatuto do Desarmamento, aprovado há mais de uma década, seria suficiente para coibir a circulação do arsenal em mãos dos bandidos e incapazes, produzindo reflexos positivos nos índices de mortes violentas. O problema é que a corrupção e a ineficiência da polícia, o abandono das fronteiras nacionais, largadas ao Deus dará, criaram a oportunidade necessária para a criminalidade. 
Enquanto o presidente faz pose de durão, um rigor de caras e bocas e palavras inflamadas, os crimes violentos se multiplicam de norte a sul do País, indiferente ao privilégio histórico das grandes capitais. Hoje, mesmo em cidades de pequeno e médio porte, tradicionalmente pacatas, a exemplo dos municípios do interior sergipano, a violência faz vítimas fatais todos os dias.