João Daniel participa de reunião com Raquel Dodge para cobrar investigação dos crimes praticados por procuradores federais

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Os parlamentares petistas que participaram da reunião com Dodge
Os parlamentares petistas que participaram da reunião com Dodge

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Publicada em 12/09/2019 às 22:55:00

 

O deputado federal João Daniel (PT/SE), juntamente com deputados federais e senadores da bancada do Partido dos Trabalhadores e de partidos do campo progressista, participou, nesta quinta-feira,  de reunião com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. O objetivo do encontro foi cobrar da Procuradoria Geral da República (PGR) uma apuração rigorosa dos crimes revelados pela Vaza-Jato envolvendo os procuradores que fazem parte da Força Tarefa da Operação Lava-Jato, coordenada por Deltan Dallagnol.
Para os parlamentares, os fatos até agora revelados pelo site Intercept Brasil, em publicações jornalísticas também com outros parceiros, deixam claro a atuação política e seletiva da operação, num claro objetivo de atingir a democracia, criminalizando a política, atacando o Partido dos Trabalhadores, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que este estivesse fora do processo eleitoral de 2018, e também visando a obtenção de vantagens pessoais, como mostrou algumas mensagens já divulgadas pela equipe do jornalista Glenn Greenwald.
João Daniel avaliou como bastante positiva a reunião com a procuradora-geral da República e destacou que os parlamentares esperam que nesses últimos dias de mandato de Raquel Dodge à frente da PGR ela possa contribuir com ações no sentido do que foi solicitado pelos deputados e senadores no que se refere à investigação dos atos dos procuradores da Lava-Jato. "Porque são fatos graves, gravíssimos para a democracia brasileira", afirmou o deputado.
Ele também lembrou que o Partido dos Trabalhadores, desde a Constituição de 1988 e quando passou a ter representação no Parlamento federal, sempre lutou para que o país tivesse instituições fortes que respeitassem a nossa Constituição e que valorizassem a Carta Magna e a democracia. "E nessa conversa percebemos que a procuradora está muito bem inteirada de toda situação que estamos vivendo neste momento no país e vamos aguardar que ela tome as medidas solicitadas", acrescentou João Daniel.
O líder da bancada do PT na Câmara, Paulo Pimenta (PT/RS) destacou que uma série de representações foi apresentada ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), PGR e Supremo Tribunal Federal (STF) relativo à conduta dos procuradores da Operação Lava-Jato. Ele observou que elas permitem uma investigação independente do conteúdo das mensagens divulgadas pelo Intercept. Ele anunciou que os parlamentares ingressaram hoje com uma queixa-crime no STF contra a conduta não só dos procuradores, mas também do ex-juiz Sérgio Moro, do episódio que envolveu a interceptação telefônica do ex-presidente Lula, na manipulação seletiva que foi feita da escolha das degravações que foram encaminhadas à época ao ministro Gilmar Mendes, que foi quem tratou da liminar que impediu o presidente Lula de ser empossado como ministro da Casa Civil.
Pimenta ressaltou que esse episódio tem profundas marcas na democracia brasileira e existe um conjunto de indícios que mostra uma ação criminosa e procurador de do juiz para manipular o Supremo. "E esse é um fato muito relevante, pois sem esse episódio talvez o impeachment da presidenta Dilma talvez não tivesse acontecido", observou, acrescentando que este é o último gesto que a bancada faz, ainda na gestão de Dodge, pedindo uma investigação do Supremo sobre possíveis crimes cometidos pelos procuradores e pelo juiz naquela época, Sérgio Moro.

O deputado federal João Daniel (PT/SE), juntamente com deputados federais e senadores da bancada do Partido dos Trabalhadores e de partidos do campo progressista, participou, nesta quinta-feira,  de reunião com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. O objetivo do encontro foi cobrar da Procuradoria Geral da República (PGR) uma apuração rigorosa dos crimes revelados pela Vaza-Jato envolvendo os procuradores que fazem parte da Força Tarefa da Operação Lava-Jato, coordenada por Deltan Dallagnol.
Para os parlamentares, os fatos até agora revelados pelo site Intercept Brasil, em publicações jornalísticas também com outros parceiros, deixam claro a atuação política e seletiva da operação, num claro objetivo de atingir a democracia, criminalizando a política, atacando o Partido dos Trabalhadores, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que este estivesse fora do processo eleitoral de 2018, e também visando a obtenção de vantagens pessoais, como mostrou algumas mensagens já divulgadas pela equipe do jornalista Glenn Greenwald.
João Daniel avaliou como bastante positiva a reunião com a procuradora-geral da República e destacou que os parlamentares esperam que nesses últimos dias de mandato de Raquel Dodge à frente da PGR ela possa contribuir com ações no sentido do que foi solicitado pelos deputados e senadores no que se refere à investigação dos atos dos procuradores da Lava-Jato. "Porque são fatos graves, gravíssimos para a democracia brasileira", afirmou o deputado.
Ele também lembrou que o Partido dos Trabalhadores, desde a Constituição de 1988 e quando passou a ter representação no Parlamento federal, sempre lutou para que o país tivesse instituições fortes que respeitassem a nossa Constituição e que valorizassem a Carta Magna e a democracia. "E nessa conversa percebemos que a procuradora está muito bem inteirada de toda situação que estamos vivendo neste momento no país e vamos aguardar que ela tome as medidas solicitadas", acrescentou João Daniel.
O líder da bancada do PT na Câmara, Paulo Pimenta (PT/RS) destacou que uma série de representações foi apresentada ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), PGR e Supremo Tribunal Federal (STF) relativo à conduta dos procuradores da Operação Lava-Jato. Ele observou que elas permitem uma investigação independente do conteúdo das mensagens divulgadas pelo Intercept. Ele anunciou que os parlamentares ingressaram hoje com uma queixa-crime no STF contra a conduta não só dos procuradores, mas também do ex-juiz Sérgio Moro, do episódio que envolveu a interceptação telefônica do ex-presidente Lula, na manipulação seletiva que foi feita da escolha das degravações que foram encaminhadas à época ao ministro Gilmar Mendes, que foi quem tratou da liminar que impediu o presidente Lula de ser empossado como ministro da Casa Civil.
Pimenta ressaltou que esse episódio tem profundas marcas na democracia brasileira e existe um conjunto de indícios que mostra uma ação criminosa e procurador de do juiz para manipular o Supremo. "E esse é um fato muito relevante, pois sem esse episódio talvez o impeachment da presidenta Dilma talvez não tivesse acontecido", observou, acrescentando que este é o último gesto que a bancada faz, ainda na gestão de Dodge, pedindo uma investigação do Supremo sobre possíveis crimes cometidos pelos procuradores e pelo juiz naquela época, Sérgio Moro.