Funcionários dos Correios entram em greve em Sergipe

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EM SERGIPE, A GREVE AFETA TODOS OS SETORES
EM SERGIPE, A GREVE AFETA TODOS OS SETORES

A manifestação atinge 700 trabalhadores em Sergipe
A manifestação atinge 700 trabalhadores em Sergipe

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Publicada em 12/09/2019 às 09:12:00

 

Por tempo indeterminado todos os serviços realizados pelos Correios no Estado de Sergipe estão suspensos. A paralisação foi deflagrada no final da noite da última terça-feira, 10, quando a classe trabalhadora decidiu aderir ao movimento unificado nacional o qual luta contra o processo de privatização da empresa estatal - anunciado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, além do corte de benefícios destinado há décadas aos trabalhadores. Os 700 funcionários de braços cruzados reivindicam ainda reajustes salariais, mas alegam que desde a posse de Bolsonaro não conseguem negociação com a direção nacional da instituição. Em contra ponto a assessoria de comunicação dos Correios alega que representantes da categoria foram recebidos em dez oportunidades a fim de dialogar a pauta de reivindicações.
Por meio de nota oficial o órgão esclareceu que nesses encontros foi possível apresentar: "a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado da ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa." No que se refere ao possível desenvolvimento da empresa, a direção nacional destacou que: "o principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população."
Com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Estado de Sergipe (Sintect/SE), a categoria alega que a base administrativa nacional da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e o poder executivo federal desejam reduzir radicalmente salários e benefícios com o objetivo de diminuir custos e realizar a privatização. Reunidos na manhã de ontem em frente à sede dos Correios na rua Acre, em Aracaju, os profissionais - já em greve - enalteceram a mobilização que é coordenada pela Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect). Segundo os manifestantes, suspender as atividades foi o último recurso pacífico a ser adotado.
 "A decisão foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família." Gestores do Sintect/SE e da Findect destacam a greve como um ato democrático de direito, e, dessa forma, esperam pressionar o presidente Bolsonaro e os respectivos comandados a aceitarem as propostas apresentadas pelos servidores públicos. No que se refere às possíveis contrapropostas, a federação se diz aberta para o diálogo entre as partes, apresentar aos trabalhadores, e, posteriormente em assembleia extraordinária, votar pelo deferimento das novas propostas ou continuidade da greve mais uma vez por tempo indeterminado.
Operacionalidade - Em virtude da paralisação representativa dos servidores, a empresa estatal informou que desde o início da manhã de ontem tem buscado alternativas legais a fim de minimizar ao máximo a suspensão operacional da classe trabalhadora. No momento, a perspectiva da ECT é que as agências continuem funcionando dentro da regularidade, bem como o fluxo externo na entrega de cartas e encomendas não seja interrompido. No início da noite de ontem a direção dos Correios oficializou que a empresa deu entrada com dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). O protocolo foi dado baixa no período da tarde. A perspectiva da estatal é que membros do colegiado acompanhem os debates entre empregado e empregador, diante da proposta de ajudar a solucionar o impasse.
O TST não informou quando deve ocorrer a primeira sessão para tratar deste assunto. (Milton Alves Júnior)

Por tempo indeterminado todos os serviços realizados pelos Correios no Estado de Sergipe estão suspensos. A paralisação foi deflagrada no final da noite da última terça-feira, 10, quando a classe trabalhadora decidiu aderir ao movimento unificado nacional o qual luta contra o processo de privatização da empresa estatal - anunciado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, além do corte de benefícios destinado há décadas aos trabalhadores. Os 700 funcionários de braços cruzados reivindicam ainda reajustes salariais, mas alegam que desde a posse de Bolsonaro não conseguem negociação com a direção nacional da instituição. Em contra ponto a assessoria de comunicação dos Correios alega que representantes da categoria foram recebidos em dez oportunidades a fim de dialogar a pauta de reivindicações.
Por meio de nota oficial o órgão esclareceu que nesses encontros foi possível apresentar: "a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado da ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa." No que se refere ao possível desenvolvimento da empresa, a direção nacional destacou que: "o principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população."
Com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Estado de Sergipe (Sintect/SE), a categoria alega que a base administrativa nacional da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e o poder executivo federal desejam reduzir radicalmente salários e benefícios com o objetivo de diminuir custos e realizar a privatização. Reunidos na manhã de ontem em frente à sede dos Correios na rua Acre, em Aracaju, os profissionais - já em greve - enalteceram a mobilização que é coordenada pela Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect). Segundo os manifestantes, suspender as atividades foi o último recurso pacífico a ser adotado.
 "A decisão foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família." Gestores do Sintect/SE e da Findect destacam a greve como um ato democrático de direito, e, dessa forma, esperam pressionar o presidente Bolsonaro e os respectivos comandados a aceitarem as propostas apresentadas pelos servidores públicos. No que se refere às possíveis contrapropostas, a federação se diz aberta para o diálogo entre as partes, apresentar aos trabalhadores, e, posteriormente em assembleia extraordinária, votar pelo deferimento das novas propostas ou continuidade da greve mais uma vez por tempo indeterminado.

Operacionalidade - Em virtude da paralisação representativa dos servidores, a empresa estatal informou que desde o início da manhã de ontem tem buscado alternativas legais a fim de minimizar ao máximo a suspensão operacional da classe trabalhadora. No momento, a perspectiva da ECT é que as agências continuem funcionando dentro da regularidade, bem como o fluxo externo na entrega de cartas e encomendas não seja interrompido. No início da noite de ontem a direção dos Correios oficializou que a empresa deu entrada com dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). O protocolo foi dado baixa no período da tarde. A perspectiva da estatal é que membros do colegiado acompanhem os debates entre empregado e empregador, diante da proposta de ajudar a solucionar o impasse.
O TST não informou quando deve ocorrer a primeira sessão para tratar deste assunto. (Milton Alves Júnior)