Promessas quebradas

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Publicada em 12/09/2019 às 08:48:00

 

A ideia fixa do ministro Paulo Gue-
des, obsedado pela intenção de 
tributar toda e qualquer movimentação financeira, nos mesmos moldes da mal falada CPMF, provocou mais uma baixa no governo. Ontem, depois de dar com a língua nos dentes, Marcos Cintra, secretário da Receita Federal, foi posto da porta pra fora.
A demissão de Cintra é música para os ouvidos dos Bolsonaro. Sob o secretário, a Receita resistiu a todo sorte de pressões, incluindo as reiteradas tentativas de interferência do Palácio do Planalto. O presidente julga a fiscalização dos órgãos de controle inoportuna e defendeu substituições na diretoria do órgão, com todas as letras. Há pouco tempo, Bolsonaro chegou a ameaçar literalmente supostos "donos do pedaço".
Especulações à parte, o certo é que os estudos realizados com o fim de reeditar a CPMF redundam em mais uma promessa quebrada pelo presidente. Eleito sob a égide do combate à corrupção, Bolsonaro interfere abertamente nas investigações com o potencial de apontar malfeitos de sua prole.  E, neste particular, a Receita Federal, com acesso a todos os relacionados a movimentações financeiras, é uma peça chave.
A demissão do secretário Marcos Cintra em contexto tão tumultuado não pega bem para o governo. Não bastasse o eterno bater de cabeças, constante desde a posse de Bolsonaro, o movimento das peças no tabuleiro político ainda sugere intenções ocultas. O contraste entre as promessas realizadas durante a campanha eleitoral e as ações patrocinadas pelo presidente saltam aos olhos, mesmo entre os bolsonaristas mais fanáticos.

A ideia fixa do ministro Paulo Gue- des, obsedado pela intenção de  tributar toda e qualquer movimentação financeira, nos mesmos moldes da mal falada CPMF, provocou mais uma baixa no governo. Ontem, depois de dar com a língua nos dentes, Marcos Cintra, secretário da Receita Federal, foi posto da porta pra fora.
A demissão de Cintra é música para os ouvidos dos Bolsonaro. Sob o secretário, a Receita resistiu a todo sorte de pressões, incluindo as reiteradas tentativas de interferência do Palácio do Planalto. O presidente julga a fiscalização dos órgãos de controle inoportuna e defendeu substituições na diretoria do órgão, com todas as letras. Há pouco tempo, Bolsonaro chegou a ameaçar literalmente supostos "donos do pedaço".
Especulações à parte, o certo é que os estudos realizados com o fim de reeditar a CPMF redundam em mais uma promessa quebrada pelo presidente. Eleito sob a égide do combate à corrupção, Bolsonaro interfere abertamente nas investigações com o potencial de apontar malfeitos de sua prole.  E, neste particular, a Receita Federal, com acesso a todos os relacionados a movimentações financeiras, é uma peça chave.
A demissão do secretário Marcos Cintra em contexto tão tumultuado não pega bem para o governo. Não bastasse o eterno bater de cabeças, constante desde a posse de Bolsonaro, o movimento das peças no tabuleiro político ainda sugere intenções ocultas. O contraste entre as promessas realizadas durante a campanha eleitoral e as ações patrocinadas pelo presidente saltam aos olhos, mesmo entre os bolsonaristas mais fanáticos.