Coruja muda

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Homem e bicho
Homem e bicho

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Publicada em 06/09/2019 às 21:50:00

 

Coco. Coco de Roda, de Embolada, Rural, Zambê e Toré. São essas as palavras que entregam, uma a uma, muito do que o público vai ouvir no quentíssimo "Coruja Muda", terceiro álbum solo de Siba.
 Já disponível em todas as plataformas digitais, com lançamento realizado pela EAEO Records e YB Music, projeto é composto por 11 faixas de versos curtos e refrões insistentes, às vezes com longos desenvolvimentos do tema. A partir disso, tudo se embaralha às referências mais fundamentais do artista. Entre elas, a cultura popular da Mata Norte pernambucana, a música popular brasileira de ascendência nordestina e inspirada nas tradições de poesia oral da região, a música da diáspora africana e seu refluxo na música moderna do continente, especialmente no Congo.
Nas letras, uma reflexão nítida do espaço indefinido que existe entre gente e bicho.
 "A verdade é que todo disco começa quando o anterior é lançado. Ou antes. Não é difícil que eu me pegue já enfadado do presente e projetando um futuro inventado, ainda nos processos de gravação. Mas é na estrada que as questões em aberto de um projeto começam a se mostrar e exigir respostas no próximo. Do Avante (2012) para o De Baile Solto (2015) tinha a reincorporação da rítmica perdida e a dimensão política, impossível de desviar. Quando rítmica, poética e política entenderam-se, eu já tinha um corpo de esboços de textos aleatórios que continham imagens de animais, de gente-bicho ou de bicho-gente. Carreguei por um tempo a dúvida sobre o que diabo fazer com aquilo, até perceber que justamente a indefinição dos limites que separam e conectam o homem e o animal podia ser o ponto de ligação. A gente não sabe muito bem onde termina o bicho e começa o homem em nós. Usamos alegorias animais para exaltar e para depreciar. Às vezes tratamos bicho melhor que gente e ao mesmo tempo escravizamos os animais do mesmo modo como ainda escravizamos pessoas. Brinquei com essa ideia em várias direções e deu na Coruja Muda, que me observa e nada diz", explica.

Coco. Coco de Roda, de Embolada, Rural, Zambê e Toré. São essas as palavras que entregam, uma a uma, muito do que o público vai ouvir no quentíssimo "Coruja Muda", terceiro álbum solo de Siba.
 Já disponível em todas as plataformas digitais, com lançamento realizado pela EAEO Records e YB Music, projeto é composto por 11 faixas de versos curtos e refrões insistentes, às vezes com longos desenvolvimentos do tema. A partir disso, tudo se embaralha às referências mais fundamentais do artista. Entre elas, a cultura popular da Mata Norte pernambucana, a música popular brasileira de ascendência nordestina e inspirada nas tradições de poesia oral da região, a música da diáspora africana e seu refluxo na música moderna do continente, especialmente no Congo.
Nas letras, uma reflexão nítida do espaço indefinido que existe entre gente e bicho.
 "A verdade é que todo disco começa quando o anterior é lançado. Ou antes. Não é difícil que eu me pegue já enfadado do presente e projetando um futuro inventado, ainda nos processos de gravação. Mas é na estrada que as questões em aberto de um projeto começam a se mostrar e exigir respostas no próximo. Do Avante (2012) para o De Baile Solto (2015) tinha a reincorporação da rítmica perdida e a dimensão política, impossível de desviar. Quando rítmica, poética e política entenderam-se, eu já tinha um corpo de esboços de textos aleatórios que continham imagens de animais, de gente-bicho ou de bicho-gente. Carreguei por um tempo a dúvida sobre o que diabo fazer com aquilo, até perceber que justamente a indefinição dos limites que separam e conectam o homem e o animal podia ser o ponto de ligação. A gente não sabe muito bem onde termina o bicho e começa o homem em nós. Usamos alegorias animais para exaltar e para depreciar. Às vezes tratamos bicho melhor que gente e ao mesmo tempo escravizamos os animais do mesmo modo como ainda escravizamos pessoas. Brinquei com essa ideia em várias direções e deu na Coruja Muda, que me observa e nada diz", explica.