Independência ou morte

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 06/09/2019 às 21:38:00

 

A celebração da Independência do Brasil, 
no dia 07 de setembro, vem servindo de 
pretexto para a expressão das narrativas em conflito no tablado político nacional, na forma de grandes manifestações populares. De um lado, os desfiles cívicos e as cerimônias oficiais, com palanque e fogos de artifício. Do outro, o grito dos excluídos.
É assim há bastante tempo, desde 1995. Este ano, entretanto, o clima de confronto foi insuflado pelo presidente da República, em pessoa. Segundo Jair Bolsonaro, os vestidos de verde e amarelo no feriado da Independência estarão declarando apoio ao seu governo. Os opositores prometeram se cobrir de preto.
O apelo feito pelo presidente à população do Brasil se dá em momento delicado para o governo. Além dos efeitos derivados de uma crise econômica persistente, o País também sofre as consequências do estilo Bolsonaro de fazer política. Sem freios, compostura, nem papas na língua, o presidente parece acreditar que todo mundo lhe deve obediência. Eventuais críticas são respondidas sempre em linguagem chula, venham de onde vierem. Se realizadas por um subordinado, a resposta é a guilhotina.
Motivo para protestos não falta. Todos os dados relacionados ao mercado de trabalho, por exemplo, apontam a inércia do governo federal. O desemprego ainda atinge 11,8% da população economicamente ativa e castiga 12,6 milhões de trabalhadores. A força de trabalho subutilizada subiu 2,6 % em comparação com o mesmo período de 2018, é já soma 28, 1 milhões de pessoas. O número de empregados na informalidade bateu recorde e atinge 11,7 milhões de pessoas se virando como podem. Mas o presidente não perde sequer uma noite de sono, não gasta saliva, nem se ocupa do drama vivido pelos desempregados.
Segundo as pesquisas de opinião, a popularidade do presidente está em queda livre. Se for assim mesmo, este 07 de setembro pode entrar para a história como um novo grito do Ipiranga, uma declaração de independência proclamada pelo povo. As ruas dirão.

A celebração da Independência do Brasil,  no dia 07 de setembro, vem servindo de  pretexto para a expressão das narrativas em conflito no tablado político nacional, na forma de grandes manifestações populares. De um lado, os desfiles cívicos e as cerimônias oficiais, com palanque e fogos de artifício. Do outro, o grito dos excluídos.
É assim há bastante tempo, desde 1995. Este ano, entretanto, o clima de confronto foi insuflado pelo presidente da República, em pessoa. Segundo Jair Bolsonaro, os vestidos de verde e amarelo no feriado da Independência estarão declarando apoio ao seu governo. Os opositores prometeram se cobrir de preto.
O apelo feito pelo presidente à população do Brasil se dá em momento delicado para o governo. Além dos efeitos derivados de uma crise econômica persistente, o País também sofre as consequências do estilo Bolsonaro de fazer política. Sem freios, compostura, nem papas na língua, o presidente parece acreditar que todo mundo lhe deve obediência. Eventuais críticas são respondidas sempre em linguagem chula, venham de onde vierem. Se realizadas por um subordinado, a resposta é a guilhotina.
Motivo para protestos não falta. Todos os dados relacionados ao mercado de trabalho, por exemplo, apontam a inércia do governo federal. O desemprego ainda atinge 11,8% da população economicamente ativa e castiga 12,6 milhões de trabalhadores. A força de trabalho subutilizada subiu 2,6 % em comparação com o mesmo período de 2018, é já soma 28, 1 milhões de pessoas. O número de empregados na informalidade bateu recorde e atinge 11,7 milhões de pessoas se virando como podem. Mas o presidente não perde sequer uma noite de sono, não gasta saliva, nem se ocupa do drama vivido pelos desempregados.
Segundo as pesquisas de opinião, a popularidade do presidente está em queda livre. Se for assim mesmo, este 07 de setembro pode entrar para a história como um novo grito do Ipiranga, uma declaração de independência proclamada pelo povo. As ruas dirão.