Não há independência sem soberania nacional

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Publicada em 06/09/2019 às 21:36:00

 

* João Daniel
Desde 1995, participo e tenho ajudado a construir o Grito dos Excluídos, criado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs com a participação movimentos populares e sindicais comprometidos com luta em defesa da justiça social. Realizado no Dia da Pátria - 07 de setembro -, o Grito é uma grande manifestação com o objetivo de chamar a atenção para os excluídos da sociedade, denunciar a exclusão social e propor caminhos alternativos para a superação das desigualdades e a construção da solidariedade entre os povos.
Gritar é um ato de resistência e hoje, mais do que nunca, precisamos levar este grito a todos os cantos do Brasil, onde cresce a cada dia o número de excluídos.
De acordo com a Organizações das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO), o Brasil está voltando ao Mapa da Fome, do qual já tinha saído durante os governos do Partido dos Trabalhadores, a partir do trabalho iniciado no governo Lula, de possibilitar condições para que o maior número de famílias saíssem da situação de extrema pobreza. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a pobreza no Brasil chegou ao nível de 26,5% da população. Após o golpe que tirou a presidenta Dilma Rousseff da Presidência, aumentou a pobreza, que, segundo dados, em 2017 já chegou a 7,4% o número de extremamente pobres. Considerando os mais de 210 milhões de brasileiros e brasileiros, isso representa um total aproximado de 15 milhões de pessoas.
As pessoas estão sendo excluídas das suas necessidades básicas como ser humano e entram em situação de miséria. Os excluídos estão perdendo os direitos elementares: à alimentação, moradia, educação e saúde e o próprio lazer, submetendo-se a situações de degradação humana.
Ao grito desses excluídos humanos precisamos expressar o grito da terra agredida, seja pelo estouro das barragens de Brumadinho, seja pelos incêndios irresponsáveis da Amazônia que levam vidas humanas e de animais e que destroi as florestas por mera ambição dos donos do poder que exploram os bens da natureza.
Precisamos gritar pela nossa soberania nacional e popular e buscar dar um basta à privatização do nosso patrimônio, na exploração de nossas terras e dos nossos bens minerais e vegetais. 
Não podemos ficar calados enquanto o governo fascista de Bolsonaro diz defender a nossa soberania quando se volta contra o Fundo Amazônia e contra as ONGs e os movimentos populares, mas que vai cedendo ao capital internacional a Petrobras, a Eletrobras, os Correios e faz um acordo com os Estados Unidos para entregar o território de Alcântara, no Maranhão, para que façam dele um pedaço do seu território para o lançamento de seus foguetes.
No dia 4 de setembro, na Câmara dos Deputados, fizemos o relançamento da Frente Parlamentar pela Soberania Nacional e Popular e destacamos o seu papel de defender os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras: melhorias das condições de vida, emprego, salário, aposentadoria, moradia, saúde, educação, terra e transporte público! 
É fundamental defender a soberania nacional, como proposta de gritar pelos excluídos, considerando que o povo é o dono das riquezas naturais, que não podem ser entregues às transnacionais e seus sócios! Lutamos em defesa da soberania energética, na defesa da Eletrobras e da Chesf públicas, não permitir a continuidade da entrega do pré-sal e da Petrobras ao capital estrangeiro e pelo desenvolvimento de nossas tecnologias e pesquisas.
É preciso, porém, juntarmos o nosso grito em defesa de todos os excluídos a garantia de o mínimo de três refeições diárias a cada brasileira e brasileiro, e com alimentos saudáveis, como propunha e realizou o presidente Lula. 
Enfim, é preciso lutar por nossos sonhos e defender a democracia e a inclusão social e vencer todos os preconceitos que este governo vem acirrando contra todos os setores sociais que não concordam com a sua cartilha antinacional.
Que o Grito dos Excluídos nos dê força para que o povo brasileiro não perca a esperança de lutar por igualdade, solidariedade e justiça. A verdadeira independência do Brasil só chegará quando todos os homens e mulheres de todos os cantos deste país tiverem seus direitos garantidos e respeitados.
*João Daniel, deputado federal e presidente do Diretório Estadual do PT/SE

* João Daniel

Desde 1995, participo e tenho ajudado a construir o Grito dos Excluídos, criado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs com a participação movimentos populares e sindicais comprometidos com luta em defesa da justiça social. Realizado no Dia da Pátria - 07 de setembro -, o Grito é uma grande manifestação com o objetivo de chamar a atenção para os excluídos da sociedade, denunciar a exclusão social e propor caminhos alternativos para a superação das desigualdades e a construção da solidariedade entre os povos.
Gritar é um ato de resistência e hoje, mais do que nunca, precisamos levar este grito a todos os cantos do Brasil, onde cresce a cada dia o número de excluídos.
De acordo com a Organizações das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO), o Brasil está voltando ao Mapa da Fome, do qual já tinha saído durante os governos do Partido dos Trabalhadores, a partir do trabalho iniciado no governo Lula, de possibilitar condições para que o maior número de famílias saíssem da situação de extrema pobreza. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a pobreza no Brasil chegou ao nível de 26,5% da população. Após o golpe que tirou a presidenta Dilma Rousseff da Presidência, aumentou a pobreza, que, segundo dados, em 2017 já chegou a 7,4% o número de extremamente pobres. Considerando os mais de 210 milhões de brasileiros e brasileiros, isso representa um total aproximado de 15 milhões de pessoas.
As pessoas estão sendo excluídas das suas necessidades básicas como ser humano e entram em situação de miséria. Os excluídos estão perdendo os direitos elementares: à alimentação, moradia, educação e saúde e o próprio lazer, submetendo-se a situações de degradação humana.
Ao grito desses excluídos humanos precisamos expressar o grito da terra agredida, seja pelo estouro das barragens de Brumadinho, seja pelos incêndios irresponsáveis da Amazônia que levam vidas humanas e de animais e que destroi as florestas por mera ambição dos donos do poder que exploram os bens da natureza.
Precisamos gritar pela nossa soberania nacional e popular e buscar dar um basta à privatização do nosso patrimônio, na exploração de nossas terras e dos nossos bens minerais e vegetais. 
Não podemos ficar calados enquanto o governo fascista de Bolsonaro diz defender a nossa soberania quando se volta contra o Fundo Amazônia e contra as ONGs e os movimentos populares, mas que vai cedendo ao capital internacional a Petrobras, a Eletrobras, os Correios e faz um acordo com os Estados Unidos para entregar o território de Alcântara, no Maranhão, para que façam dele um pedaço do seu território para o lançamento de seus foguetes.
No dia 4 de setembro, na Câmara dos Deputados, fizemos o relançamento da Frente Parlamentar pela Soberania Nacional e Popular e destacamos o seu papel de defender os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras: melhorias das condições de vida, emprego, salário, aposentadoria, moradia, saúde, educação, terra e transporte público! 
É fundamental defender a soberania nacional, como proposta de gritar pelos excluídos, considerando que o povo é o dono das riquezas naturais, que não podem ser entregues às transnacionais e seus sócios! Lutamos em defesa da soberania energética, na defesa da Eletrobras e da Chesf públicas, não permitir a continuidade da entrega do pré-sal e da Petrobras ao capital estrangeiro e pelo desenvolvimento de nossas tecnologias e pesquisas.
É preciso, porém, juntarmos o nosso grito em defesa de todos os excluídos a garantia de o mínimo de três refeições diárias a cada brasileira e brasileiro, e com alimentos saudáveis, como propunha e realizou o presidente Lula. 
Enfim, é preciso lutar por nossos sonhos e defender a democracia e a inclusão social e vencer todos os preconceitos que este governo vem acirrando contra todos os setores sociais que não concordam com a sua cartilha antinacional.
Que o Grito dos Excluídos nos dê força para que o povo brasileiro não perca a esperança de lutar por igualdade, solidariedade e justiça. A verdadeira independência do Brasil só chegará quando todos os homens e mulheres de todos os cantos deste país tiverem seus direitos garantidos e respeitados.

*João Daniel, deputado federal e presidente do Diretório Estadual do PT/SE