Grito dos Excluídos dará ênfase ao tema 'Vida em Primeiro Lugar"

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Publicada em 05/09/2019 às 23:48:00

 

Milton Alves Júnior
Na luta por justiça, di
reitos trabalhistas e 
liberdade de expressão, centrais sindicais, comunidades religiosas, movimentos estudantis e sociais voltam a se reunir em Aracaju neste sábado, 07 de setembro, para realizar o 25º Grito dos Excluídos. Com o tema: "Vida em primeiro lugar! Este sistema não vale", o ato unificado será realizado em 130 cidades espalhadas por todos os 27 estados brasileiros, mais o Distrito Federal. Com ampla crítica ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), os manifestantes alegam que o Brasil contemporâneo possui um sistema que entrega o patrimônio público, as estatais, os bancos, a Embraer, o Pré-sal, a Amazônia e o sonho do povo de ter um país com soberania não serve para a classe trabalhadora.
Paralelo às críticas administrativas e políticas para com o Governo Federal, os grupos farão referência ainda à tragédia ocorrida no início deste ano na cidade de Brumadinho, Estado de Minas Gerais, onde muitas pessoas morreram e algumas seguem desaparecidas. Em entrevista coletiva concedida na manhã de ontem em Aracaju, o arcebispo da capital sergipana, Dom Frei João José da Costa, enalteceu que o ato público democrático é apoiado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por entender que trata-se de um dia de luta e valorização pelo mundo criado por Deus, onde todos possuem o dever e a responsabilidade de preservá-lo.
"Esse grito foi criado pela CNBB e ao longo dos últimos anos tem justamente atingido cada vez mais a sua meta que é estender o campo de protestos pacíficos contra aquelas ações governamentais que acabam destruindo o que Deus criou. É um ato que reúne as mais diversas classes trabalhistas, estudantes, associações de moradores e inúmeros grupos religiosos". Na sede da Cúria Metropolitana de Aracaju, o arcebispo enalteceu que o respeito à vida e a tudo o que foi criado por Deus deve ser preservado. O representante da igreja Católica optou por não pronunciar o nome de Jair Bolsonaro, mas seguiu alertando, por exemplo, sobre os problemas enfrentados na Amazônia:
 "Este é mais um convite para que todos dêem sua colaboração e ninguém fique indiferente a um patrimônio que é de todos. Não podemos aceitar calados tamanha destruição causada em cidades como Brumadinho, e, agora lamentavelmente mais recente, a destruição da Amazônia." De volta ao contexto político, haverá protesto contra os deputados federais: Bosco Costa (PL), Fábio Mitidieri (PSD), Fábio Reis (MDB), Gustinho Ribeiro (Solidariedade), e Laércio Oliveira (PP). Todos favoráveis à reforma previdenciária. De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a classe trabalhadora de Sergipe compreende que os parlamentares eleitos em outubro do ano passado também agem no sentido inverso dos anseios populares.
"Uma gestão comandado por um presidente preconceituoso, censuradores, que defende ações de torturadores no Brasil e no mundo, corta investimentos nas áreas da cultura e educação, por exemplo, e segue fechando as portas do mercado internacional para a nossa nação. Sabíamos que ele nunca esteve nem um pouco preparado para assumir o Palácio do Planalto, mas mesmo assim foi eleito democraticamente e não mudou sua postura. Triste. Da mesma forma que não compreendemos como cinco parlamentares sergipanos ainda seguem o apoiando em projetos desleais como a Reforma da Previdência", criticou o presidente da CUT/Sergipe, Professor Dudu.
Desfile - Tradicionalmente o desfile do Grito dos Excluídos ocorre por volta das 11h30 logo após a passagem do Colégio Estadual Atheneu Sergipense. Antes, às 8h, haverá concentração e rodadas de conversas na Praça Fausto Cardoso, Centro de Aracaju.

Milton Alves Júnior

Na luta por justiça, di reitos trabalhistas e  liberdade de expressão, centrais sindicais, comunidades religiosas, movimentos estudantis e sociais voltam a se reunir em Aracaju neste sábado, 07 de setembro, para realizar o 25º Grito dos Excluídos. Com o tema: "Vida em primeiro lugar! Este sistema não vale", o ato unificado será realizado em 130 cidades espalhadas por todos os 27 estados brasileiros, mais o Distrito Federal. Com ampla crítica ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), os manifestantes alegam que o Brasil contemporâneo possui um sistema que entrega o patrimônio público, as estatais, os bancos, a Embraer, o Pré-sal, a Amazônia e o sonho do povo de ter um país com soberania não serve para a classe trabalhadora.
Paralelo às críticas administrativas e políticas para com o Governo Federal, os grupos farão referência ainda à tragédia ocorrida no início deste ano na cidade de Brumadinho, Estado de Minas Gerais, onde muitas pessoas morreram e algumas seguem desaparecidas. Em entrevista coletiva concedida na manhã de ontem em Aracaju, o arcebispo da capital sergipana, Dom Frei João José da Costa, enalteceu que o ato público democrático é apoiado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por entender que trata-se de um dia de luta e valorização pelo mundo criado por Deus, onde todos possuem o dever e a responsabilidade de preservá-lo.
"Esse grito foi criado pela CNBB e ao longo dos últimos anos tem justamente atingido cada vez mais a sua meta que é estender o campo de protestos pacíficos contra aquelas ações governamentais que acabam destruindo o que Deus criou. É um ato que reúne as mais diversas classes trabalhistas, estudantes, associações de moradores e inúmeros grupos religiosos". Na sede da Cúria Metropolitana de Aracaju, o arcebispo enalteceu que o respeito à vida e a tudo o que foi criado por Deus deve ser preservado. O representante da igreja Católica optou por não pronunciar o nome de Jair Bolsonaro, mas seguiu alertando, por exemplo, sobre os problemas enfrentados na Amazônia:
 "Este é mais um convite para que todos dêem sua colaboração e ninguém fique indiferente a um patrimônio que é de todos. Não podemos aceitar calados tamanha destruição causada em cidades como Brumadinho, e, agora lamentavelmente mais recente, a destruição da Amazônia." De volta ao contexto político, haverá protesto contra os deputados federais: Bosco Costa (PL), Fábio Mitidieri (PSD), Fábio Reis (MDB), Gustinho Ribeiro (Solidariedade), e Laércio Oliveira (PP). Todos favoráveis à reforma previdenciária. De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a classe trabalhadora de Sergipe compreende que os parlamentares eleitos em outubro do ano passado também agem no sentido inverso dos anseios populares.
"Uma gestão comandado por um presidente preconceituoso, censuradores, que defende ações de torturadores no Brasil e no mundo, corta investimentos nas áreas da cultura e educação, por exemplo, e segue fechando as portas do mercado internacional para a nossa nação. Sabíamos que ele nunca esteve nem um pouco preparado para assumir o Palácio do Planalto, mas mesmo assim foi eleito democraticamente e não mudou sua postura. Triste. Da mesma forma que não compreendemos como cinco parlamentares sergipanos ainda seguem o apoiando em projetos desleais como a Reforma da Previdência", criticou o presidente da CUT/Sergipe, Professor Dudu.

Desfile - Tradicionalmente o desfile do Grito dos Excluídos ocorre por volta das 11h30 logo após a passagem do Colégio Estadual Atheneu Sergipense. Antes, às 8h, haverá concentração e rodadas de conversas na Praça Fausto Cardoso, Centro de Aracaju.