Cobertura falha

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Publicada em 05/09/2019 às 00:33:00

 

Até agora, apenas dois casos de 
sarampo foram confirmados 
em Sergipe. Mesmo assim, a multiplicação das notificações é suficiente para acender o sinal de alerta. A negligência de anos seguidos, em diversas esferas do poder público, pode ter propiciado a ocorrência de uma nova epidemia no estado, tão preocupante quanto a dengue.
As providências chegaram tarde. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, já foram notificados 29 casos de sarampo, desde o início do ano. Destes, 15 foram descartados e 12 permanecem sob investigação. Em termos absolutos, o número pode até parecer razoável. Mas trata-se de enfermidade tida por erradicada em território nacional.
A ausência de cobertura vacinal traduz perfeitamente o desamparo das políticas públicas de saúde no Brasil dos últimos anos. Neste particular, a maior parte do trabalho já tinha sido realizada em governos passados, responsáveis pela erradicação do vírus do sarampo e da poliomielite. Mas o ministério da saúde dormiu no ponto. Pior para as mais de 800 vítimas derrubadas pelo sarampo do Oiapoque ao Chuí, ano passado. 
Vacina só faz bem. Trata-se aqui de uma conquista civilizatória. Infelizmente, a insuficiência de campanhas públicas capazes de informar a população sobre a importância da imunização trouxe velhos fantasmas de volta à ativa. Sarampo, pólio, difteria, tétano e até febre amarela. O descuido imperdoável dos gestores públicos vem resultando em perdas humanas. É nisso que dá a irresponsabilidade com as questões de saúde pública.

Até agora, apenas dois casos de  sarampo foram confirmados  em Sergipe. Mesmo assim, a multiplicação das notificações é suficiente para acender o sinal de alerta. A negligência de anos seguidos, em diversas esferas do poder público, pode ter propiciado a ocorrência de uma nova epidemia no estado, tão preocupante quanto a dengue.
As providências chegaram tarde. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, já foram notificados 29 casos de sarampo, desde o início do ano. Destes, 15 foram descartados e 12 permanecem sob investigação. Em termos absolutos, o número pode até parecer razoável. Mas trata-se de enfermidade tida por erradicada em território nacional.
A ausência de cobertura vacinal traduz perfeitamente o desamparo das políticas públicas de saúde no Brasil dos últimos anos. Neste particular, a maior parte do trabalho já tinha sido realizada em governos passados, responsáveis pela erradicação do vírus do sarampo e da poliomielite. Mas o ministério da saúde dormiu no ponto. Pior para as mais de 800 vítimas derrubadas pelo sarampo do Oiapoque ao Chuí, ano passado. 
Vacina só faz bem. Trata-se aqui de uma conquista civilizatória. Infelizmente, a insuficiência de campanhas públicas capazes de informar a população sobre a importância da imunização trouxe velhos fantasmas de volta à ativa. Sarampo, pólio, difteria, tétano e até febre amarela. O descuido imperdoável dos gestores públicos vem resultando em perdas humanas. É nisso que dá a irresponsabilidade com as questões de saúde pública.