VAMOS FALAR DE ITABAIANA?

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Publicada em 05/09/2019 às 00:30:00

 

* Rômulo Rodrigues
Pode até parecer estranho mas, o descambar dos acontecimentos no cerne da política geral do Brasil, dá margens a que veja Itabaiana como um laboratório de experimento muito efervescente para o ano de 2020.
Para começo de conversa já dá para sentir que o acirramento da disputa na capital do agreste sergipano tende a ser um plebiscito entre os que apoiaram, os que apoiam e ou, os que fingiram neutralidade ao golpe e à ascensão do bolsonarismo; contra os que fincaram os pés, enraizaram e vão colher os frutos do Lula Livre.
E quais os motivos? 1) Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião e é a economia quem vai posicionar as pedras no tabuleiro; 2) porque o afloramento do domínio do  ódio como centro da política no Brasil tende a mexer nas raízes da política do município; 3) o conflito entre os que querem o avanço e os que apontam só para o atraso.
Do ponto de vista da economia, Itabaiana, por várias situações e características, aparenta ter certa imunidade aos ataques de uma crise profunda como a que assola o País, devido sua imensa diversidade nas possibilidades de circulação do dinheiro.
Embora não seja tão badalada, seu destino como polo turístico é muito viável e capaz de atrair gente de todo o Estado e de outras regiões do País, com suas trilhas, cachoeiras, parques e outras atrações da fauna e da flora, podendo ser dito que a natureza foi generosa com o município.
Como centro de negócios econômicos, sua pujança vai da feira livre - o mais antigo modelo de circulação de dinheiro e mercadorias - ao mais sofisticado que é o Shopping.
Sem ter uma única jazida onde se possa "batear" uma pepita de Ouro, ou uma significativa plantação de cajueiros para colheita de frutos, é quem abastece o Estado e outras regiões dos produtos oriundos da colheita do caju e do extrativismo e lapidação do precioso minério que geram muito trabalho e renda.
No quesito do ódio como balizador da desavença política, qualquer itabaianense tem muito o que contar. O município já foi palco de episódios capazes de deixar bolsomínios de orelha em pé. Não vamos mexer no vespeiro, é passado.
O Brasil é que é o ponto fora da curva depois do golpe e com a Guerra Híbrida. Porém, com o réquiem para o bolsonarismo decretado pela Vaza Jato e a morte do jornalismo do ódio, no programa Roda Viva, bons ventos hão de soprar Democracia pelas trilhas, cacheiras e serras com oxigênio para uma revolução política.
Como um fenômeno de tal envergadura não nasce do acaso, os caminhos que foram abertos pelas mãos abençoadas dos governos democratas e populares, estão bem ao gosto de um eleitorado cujo percentual chega até 40% nascidos no período entre a redemocratização de 1985 e a Constituição Cidadã outorgada em 1988, mas que foi assassinada em 2016; para ser apagado da história.
No momento em que ficam mais visíveis os sinais de que o próximo embate será plebiscitário, a cidade serrana também será contaminada pelo comparativo entre o Brasil 01 de janeiro de 2003 até 31 de Dezembro de 2014 para que o povo, na sua soberania, enterre de vez um modelo político que já não acompanha a pujança da cidade,
Como Itabaiana é terra de um povo essencialmente negociante, não é muito pedir que cada um, ou uma, faça comparações das movimentações contábeis e financeiras de seus negócios no período citado e no do pré e pós-golpe e veja como andou a economia quando passou a ser movida por golpistas.
É possível que muitos passem a enxergar que nos últimos anos, com os governos do PT e dos seus aliados, o município foi beneficiado por investimentos que superaram a casa dos R$ 100 milhões; e tem mais, muitos dos quais por ação de um jovem Advogado e líder político petista que o Banco Mundial aprovou o projeto Águas de Sergipe e injetou o dinheiro que vai livrar o centro comercial da cidade das calamidades das inundações e alagamentos nos períodos chuvosos, sem falar da Estação de Tratamento de Esgotos.
Tem também a reforma do Colégio Murilo Braga e a Rodovia ligando a cidade a Itaporanga D'Ajuda e muitas obras de infraestrutura.
No Patrimônio cultural merecem destaques a Filarmônica que teve nos quadros Tobias Barreto - imortalizado na frase - "com as pedras que me atirarem, construirei uma Catedral"; além da Casa onde morou Antônio Conselheiro.
Na contramão de tudo isto está forte resíduo do encabrestamento eleitoral do voto, fruto de uma polarização atrasada que barra, com certeza, mais e mais avanços sociais, culturais e econômicos para o município e região.
Porém, sente-se um cheiro de renovação no ar e, com o desmoronamento do ódio nacional. Itabaiana tende a fazer sua revolução cívica em 2020. Já não é sem tempo: acabou de completar 131 anos de emancipada.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Pode até parecer estranho mas, o descambar dos acontecimentos no cerne da política geral do Brasil, dá margens a que veja Itabaiana como um laboratório de experimento muito efervescente para o ano de 2020.
Para começo de conversa já dá para sentir que o acirramento da disputa na capital do agreste sergipano tende a ser um plebiscito entre os que apoiaram, os que apoiam e ou, os que fingiram neutralidade ao golpe e à ascensão do bolsonarismo; contra os que fincaram os pés, enraizaram e vão colher os frutos do Lula Livre.
E quais os motivos? 1) Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião e é a economia quem vai posicionar as pedras no tabuleiro; 2) porque o afloramento do domínio do  ódio como centro da política no Brasil tende a mexer nas raízes da política do município; 3) o conflito entre os que querem o avanço e os que apontam só para o atraso.
Do ponto de vista da economia, Itabaiana, por várias situações e características, aparenta ter certa imunidade aos ataques de uma crise profunda como a que assola o País, devido sua imensa diversidade nas possibilidades de circulação do dinheiro.
Embora não seja tão badalada, seu destino como polo turístico é muito viável e capaz de atrair gente de todo o Estado e de outras regiões do País, com suas trilhas, cachoeiras, parques e outras atrações da fauna e da flora, podendo ser dito que a natureza foi generosa com o município.
Como centro de negócios econômicos, sua pujança vai da feira livre - o mais antigo modelo de circulação de dinheiro e mercadorias - ao mais sofisticado que é o Shopping.
Sem ter uma única jazida onde se possa "batear" uma pepita de Ouro, ou uma significativa plantação de cajueiros para colheita de frutos, é quem abastece o Estado e outras regiões dos produtos oriundos da colheita do caju e do extrativismo e lapidação do precioso minério que geram muito trabalho e renda.
No quesito do ódio como balizador da desavença política, qualquer itabaianense tem muito o que contar. O município já foi palco de episódios capazes de deixar bolsomínios de orelha em pé. Não vamos mexer no vespeiro, é passado.
O Brasil é que é o ponto fora da curva depois do golpe e com a Guerra Híbrida. Porém, com o réquiem para o bolsonarismo decretado pela Vaza Jato e a morte do jornalismo do ódio, no programa Roda Viva, bons ventos hão de soprar Democracia pelas trilhas, cacheiras e serras com oxigênio para uma revolução política.
Como um fenômeno de tal envergadura não nasce do acaso, os caminhos que foram abertos pelas mãos abençoadas dos governos democratas e populares, estão bem ao gosto de um eleitorado cujo percentual chega até 40% nascidos no período entre a redemocratização de 1985 e a Constituição Cidadã outorgada em 1988, mas que foi assassinada em 2016; para ser apagado da história.
No momento em que ficam mais visíveis os sinais de que o próximo embate será plebiscitário, a cidade serrana também será contaminada pelo comparativo entre o Brasil 01 de janeiro de 2003 até 31 de Dezembro de 2014 para que o povo, na sua soberania, enterre de vez um modelo político que já não acompanha a pujança da cidade,
Como Itabaiana é terra de um povo essencialmente negociante, não é muito pedir que cada um, ou uma, faça comparações das movimentações contábeis e financeiras de seus negócios no período citado e no do pré e pós-golpe e veja como andou a economia quando passou a ser movida por golpistas.
É possível que muitos passem a enxergar que nos últimos anos, com os governos do PT e dos seus aliados, o município foi beneficiado por investimentos que superaram a casa dos R$ 100 milhões; e tem mais, muitos dos quais por ação de um jovem Advogado e líder político petista que o Banco Mundial aprovou o projeto Águas de Sergipe e injetou o dinheiro que vai livrar o centro comercial da cidade das calamidades das inundações e alagamentos nos períodos chuvosos, sem falar da Estação de Tratamento de Esgotos.
Tem também a reforma do Colégio Murilo Braga e a Rodovia ligando a cidade a Itaporanga D'Ajuda e muitas obras de infraestrutura.
No Patrimônio cultural merecem destaques a Filarmônica que teve nos quadros Tobias Barreto - imortalizado na frase - "com as pedras que me atirarem, construirei uma Catedral"; além da Casa onde morou Antônio Conselheiro.
Na contramão de tudo isto está forte resíduo do encabrestamento eleitoral do voto, fruto de uma polarização atrasada que barra, com certeza, mais e mais avanços sociais, culturais e econômicos para o município e região.
Porém, sente-se um cheiro de renovação no ar e, com o desmoronamento do ódio nacional. Itabaiana tende a fazer sua revolução cívica em 2020. Já não é sem tempo: acabou de completar 131 anos de emancipada.

* Rômulo Rodrigues é militante político