O mundo é um moinho

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Todos choram
Todos choram

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Publicada em 04/09/2019 às 23:55:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Em Mangueira, quan
do morre um poeta, 
todos choram. E quem garante é o próprio Nelson Cavaquinho. Se for assim mesmo, desde ontem, o morro se derrama em lágrimas, desabando em batuques. Embora não fosse filho da comunidade, não escrevesse versos, o compositor Elton Medeiros abraçou o samba como ao próprio destino.
Parceiro de bambas da mais alta estirpe, a exemplo de Cartola e Paulinho da Viola, Medeiros gravou pouco, em comparação com os colegas. E, no entanto, na alegria e na tristeza, foi compositor de sambas imortais. Em 'O sol nascerá', desdenha-se de todo o drama. Já em 'Peito vazio', o sujeito da canção afoga saudades no copo, desesperado. Constante, em um e outro momento, a beleza das melodias.
Coisas da vida. As cerimônias do adeus raramente ocorrem em hora marcada, mas quem é do samba jamais é pego de surpresa. A tristeza que balança nunca se dá ao luxo de negar a finitude de tudo. Num verso cru, de enorme grandeza, uma verdade madrasta, admissão das armadilhas inescapáveis: o mundo é um moinho.
Menos um - O sambista Elton Medeiros, morreu aos 89 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado na Casa de Saúde Pinheiro Machado, na zona sul da cidade. A pedido da família, o hospital não deu nenhuma informação sobre a morte do artista.
O corpo de Medeiros foi velado em uma capela do Cemitério do Catumbi, no centro da cidade, antes do sepultamento, realizado à tarde. Além de Cartola, o sambista fez parcerias com artistas como Zé Ketti e Paulinho da Viola.
A cantora Teresa Cristina divulgou uma mensagem nas redes sociais para sublinhar a grandeza do artista. Segundo ela, Medeiros foi um dos "maiores melodistas" com quem pôde conviver. "Elton ranzinza que me dava broncas. A última foi no programa do Bial, corrigindo uma nota em O sol nascerá", escreveu a cantora. (Com Agência Brasil)

Em Mangueira, quan do morre um poeta,  todos choram. E quem garante é o próprio Nelson Cavaquinho. Se for assim mesmo, desde ontem, o morro se derrama em lágrimas, desabando em batuques. Embora não fosse filho da comunidade, não escrevesse versos, o compositor Elton Medeiros abraçou o samba como ao próprio destino.
Parceiro de bambas da mais alta estirpe, a exemplo de Cartola e Paulinho da Viola, Medeiros gravou pouco, em comparação com os colegas. E, no entanto, na alegria e na tristeza, foi compositor de sambas imortais. Em 'O sol nascerá', desdenha-se de todo o drama. Já em 'Peito vazio', o sujeito da canção afoga saudades no copo, desesperado. Constante, em um e outro momento, a beleza das melodias.
Coisas da vida. As cerimônias do adeus raramente ocorrem em hora marcada, mas quem é do samba jamais é pego de surpresa. A tristeza que balança nunca se dá ao luxo de negar a finitude de tudo. Num verso cru, de enorme grandeza, uma verdade madrasta, admissão das armadilhas inescapáveis: o mundo é um moinho.

Menos um - O sambista Elton Medeiros, morreu aos 89 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado na Casa de Saúde Pinheiro Machado, na zona sul da cidade. A pedido da família, o hospital não deu nenhuma informação sobre a morte do artista.
O corpo de Medeiros foi velado em uma capela do Cemitério do Catumbi, no centro da cidade, antes do sepultamento, realizado à tarde. Além de Cartola, o sambista fez parcerias com artistas como Zé Ketti e Paulinho da Viola.
A cantora Teresa Cristina divulgou uma mensagem nas redes sociais para sublinhar a grandeza do artista. Segundo ela, Medeiros foi um dos "maiores melodistas" com quem pôde conviver. "Elton ranzinza que me dava broncas. A última foi no programa do Bial, corrigindo uma nota em O sol nascerá", escreveu a cantora. (Com Agência Brasil)