Morte na Jetimana: suspeito alegou rixa

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Rafael Clécio está preso; Alan segue foragido
Rafael Clécio está preso; Alan segue foragido

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Publicada em 03/09/2019 às 23:54:00

 

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) detalhou ontem a identificação dos dois responsáveis pelo tiroteio que resultou nas mortes do menino Albert Ricardo Vasconcelos de Oliveira, de nove anos; e de Alef Gomes dos Santos, 20. O crime aconteceu na última quinta-feira, em plena praça principal do bairro Jetimana (zona norte da capital). O primeiro suspeito, Rafael Clécio Santos Santana, 21 anos, foi preso pela Polícia Militar na noite deste domingo, em um apartamento no bairro Cidade Nova, e confessou participação no crime. O segundo, Alan da Conceição Reis, ainda está foragido, mas já teve a prisão decretada. 
A polícia informou que a identificação deles foi confirmada na sexta-feira passada pelos agentes da 2º Divisão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o que levou o delegado Marcelo Cardoso a conseguir a prisão preventiva dos envolvidos. Soldados do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp) colaboraram com as investigações e chegaram ao suspeito a partir de uma denúncia anônima. "Trabalhamos essa denúncia de que ele estava escondido nesse apartamento e que ele tinha o costume de exibir sua arma para os moradores da vizinhança. Já tínhamos a informação de que ele estaria envolvido na morte da criança", disse o tenente-coronel George Melo, comandante do BPRp.
O oficial relatou que Rafael não reagiu e não estava com nenhuma arma de fogo no apartamento, mas ali foram encontrados alguns pinos com cocaína. Em depoimento, Clécio confessou ter participado do ataque na praça, que a princípio era contra Alef, mas também atingiu Albert. "O preso afirmou que os disparos atingiram a criança, pois ela estava brincando na praça e correu na direção de Rafael", acrescentou George.
Segundo a delegada Thereza Simony Silva, do DHPP, a participação de Alan no crime foi confirmada por Rafael Clécio, que alegou ter matado Alef por causa de uma rixa. "Ele disse que realmente praticou o crime junto com Alan. Os dois moram ali nas imediações, eles chegaram no local a pé e, quando localizaram o Alef, foram até ele para efetuar os disparos. Segundo o Rafael, eles tinham uma rixa anterior e, segundo ele, estavam sendo ameaçados pela vítima", disse a delegada, sem confirmar ainda a informação inicial do DHPP de que o crime estaria relacionado ao tráfico de drogas e a uma rixa de torcidas organizadas. "Só vamos ter certeza de que esse foi o motivo quando nós prendermos o Alan e fizermos a confrontação [das versões]", explicou. 
Os policiais querem também encontrar os dois revólveres usados pelos suspeitos na noite do crime, que devem passar por uma perícia para identificar quem foi o responsável pelo disparo que matou Albert. Rafael Clécio foi autuado por dois crimes de homicídio e um de tráfico de drogas. A Polícia Civil pede que a população continue colaborando com as investigações, repassando informações sobre a localização de Alan, através do Disque Denúncia (181). O sigilo é garantido. (Gabriel Damásio)

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) detalhou ontem a identificação dos dois responsáveis pelo tiroteio que resultou nas mortes do menino Albert Ricardo Vasconcelos de Oliveira, de nove anos; e de Alef Gomes dos Santos, 20. O crime aconteceu na última quinta-feira, em plena praça principal do bairro Jetimana (zona norte da capital). O primeiro suspeito, Rafael Clécio Santos Santana, 21 anos, foi preso pela Polícia Militar na noite deste domingo, em um apartamento no bairro Cidade Nova, e confessou participação no crime. O segundo, Alan da Conceição Reis, ainda está foragido, mas já teve a prisão decretada. 
A polícia informou que a identificação deles foi confirmada na sexta-feira passada pelos agentes da 2º Divisão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o que levou o delegado Marcelo Cardoso a conseguir a prisão preventiva dos envolvidos. Soldados do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp) colaboraram com as investigações e chegaram ao suspeito a partir de uma denúncia anônima. "Trabalhamos essa denúncia de que ele estava escondido nesse apartamento e que ele tinha o costume de exibir sua arma para os moradores da vizinhança. Já tínhamos a informação de que ele estaria envolvido na morte da criança", disse o tenente-coronel George Melo, comandante do BPRp.
O oficial relatou que Rafael não reagiu e não estava com nenhuma arma de fogo no apartamento, mas ali foram encontrados alguns pinos com cocaína. Em depoimento, Clécio confessou ter participado do ataque na praça, que a princípio era contra Alef, mas também atingiu Albert. "O preso afirmou que os disparos atingiram a criança, pois ela estava brincando na praça e correu na direção de Rafael", acrescentou George.
Segundo a delegada Thereza Simony Silva, do DHPP, a participação de Alan no crime foi confirmada por Rafael Clécio, que alegou ter matado Alef por causa de uma rixa. "Ele disse que realmente praticou o crime junto com Alan. Os dois moram ali nas imediações, eles chegaram no local a pé e, quando localizaram o Alef, foram até ele para efetuar os disparos. Segundo o Rafael, eles tinham uma rixa anterior e, segundo ele, estavam sendo ameaçados pela vítima", disse a delegada, sem confirmar ainda a informação inicial do DHPP de que o crime estaria relacionado ao tráfico de drogas e a uma rixa de torcidas organizadas. "Só vamos ter certeza de que esse foi o motivo quando nós prendermos o Alan e fizermos a confrontação [das versões]", explicou. 
Os policiais querem também encontrar os dois revólveres usados pelos suspeitos na noite do crime, que devem passar por uma perícia para identificar quem foi o responsável pelo disparo que matou Albert. Rafael Clécio foi autuado por dois crimes de homicídio e um de tráfico de drogas. A Polícia Civil pede que a população continue colaborando com as investigações, repassando informações sobre a localização de Alan, através do Disque Denúncia (181). O sigilo é garantido. (Gabriel Damásio)