Informalidade recorde

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Publicada em 30/08/2019 às 23:03:00

 

A crise econômica brasileira é tão 
aguda, a ponto de aparentes 
boas notícias comunicarem também um dado perverso. Assim se dá com os números do mercado de trabalho. O índice de desemprego arrefeceu um pouco, englobando 12, 6 milhões de trabalhadores na rua da amargura. Mas a informalidade cresceu na mesma medida. Sem oportunidade, desesperados, muitos dispensam as garantias da carteira assinada.
O Brasil acaba de bater um recorde preocupante. Hoje, 38,683 milhões de pessoas atuam na informalidade, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 41,3% de todos os trabalhadores ocupados.
Os trabalhadores já não esperam providências do governo federal, governadores e prefeitos. E estão cobertos de razão. Não fosse a disposição para se virar e pegar no batente de qualquer jeito, sem nenhuma garantia legal, sobreviver de bico, ainda mais gente estaria de mãos estendidas e cara pra cima, ou batendo em portas fechadas.
Pelo visto, 2019 será um ano de notícias velhas. O presidente Jair Bolsonaro não se ocupa da obrigação de gerar empregos, preferindo combater o fantasma do comunismo, com discurso atrelado à moral religiosa e os bons costumes, enquanto coleciona desafetos entre parceiros comerciais estabelecidos e potenciais. Segundo o Congresso Nacional, nem mesmo a reforma da previdência mereceu a devida atenção do Palácio do Planalto. Tudo leva a crer, milhões de desempregados não tiram o sono do presidente.

A crise econômica brasileira é tão  aguda, a ponto de aparentes  boas notícias comunicarem também um dado perverso. Assim se dá com os números do mercado de trabalho. O índice de desemprego arrefeceu um pouco, englobando 12, 6 milhões de trabalhadores na rua da amargura. Mas a informalidade cresceu na mesma medida. Sem oportunidade, desesperados, muitos dispensam as garantias da carteira assinada.
O Brasil acaba de bater um recorde preocupante. Hoje, 38,683 milhões de pessoas atuam na informalidade, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 41,3% de todos os trabalhadores ocupados.
Os trabalhadores já não esperam providências do governo federal, governadores e prefeitos. E estão cobertos de razão. Não fosse a disposição para se virar e pegar no batente de qualquer jeito, sem nenhuma garantia legal, sobreviver de bico, ainda mais gente estaria de mãos estendidas e cara pra cima, ou batendo em portas fechadas.
Pelo visto, 2019 será um ano de notícias velhas. O presidente Jair Bolsonaro não se ocupa da obrigação de gerar empregos, preferindo combater o fantasma do comunismo, com discurso atrelado à moral religiosa e os bons costumes, enquanto coleciona desafetos entre parceiros comerciais estabelecidos e potenciais. Segundo o Congresso Nacional, nem mesmo a reforma da previdência mereceu a devida atenção do Palácio do Planalto. Tudo leva a crer, milhões de desempregados não tiram o sono do presidente.