Museu Lasar Segall mantém viva a obra do artista em São Paulo

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Publicada em 30/08/2019 às 22:30:00

 

A vida e a obra do pintor, escultor e gravurista Lasar Segall estão concentradas em um espaço intimista que um dia foi a casa e o ateliê do próprio artista, na Vila Mariana, em São Paulo. Aberto à população em 1967, por iniciativa de familiares, o prédio com arquitetura moderna virou um museu que consegue dimensionar a qualidade e a criatividade do artista.
Só o acervo artístico é composto por três mil trabalhos de Lasar Segall, que demostram a variedade temática e técnica do artista. Entre eles, 40 pinturas sobre tela, mais de 50 esculturas, 500 gravuras e 2.500 desenhos. O acervo ainda é composto por cinco mil fotografias, oito mil documentos, como cartas, livros e mobiliário - desenhados pelo próprio Segall.
Lasar Segall nasceu em Vilna, capital da atual República da Lituânia, na Europa. Antes de chegar ao Brasil, em 1924, estudou artes em importantes escolas de Berlim, na Alemanha - de onde trouxe referências do impressionismo e do expressionismo. Para os modernistas brasileiros, ele foi uma importante representação das vanguardas europeias. O diretor do Museu de Lasar Segall, Giancarlo Hannud, enfatiza a figura fundamental de Segall para o Modernismo brasileiro.
"De todos os modernistas da geração, Segall era tecnicamente o mais fluente e isso foi muito importante para todos os modernistas brasileiros que entraram em contato com ele. Sem contar que ele conhecia os movimentos de vanguarda europeus em primeira mão", disse Hannud.
De origem judaica, Segall traz em muitos de seus trabalhos a temática das perseguições, discriminações e violências sofridas por conta da religião e das tradições. As migrações também são retratadas. Uma das suas grandes peças é a tela "Navio de Emigrantes", criado entre 1939 e 1941. Nele, o artista transmite a dor de famílias embarcadas em busca de melhores condições de vida.

A vida e a obra do pintor, escultor e gravurista Lasar Segall estão concentradas em um espaço intimista que um dia foi a casa e o ateliê do próprio artista, na Vila Mariana, em São Paulo. Aberto à população em 1967, por iniciativa de familiares, o prédio com arquitetura moderna virou um museu que consegue dimensionar a qualidade e a criatividade do artista.
Só o acervo artístico é composto por três mil trabalhos de Lasar Segall, que demostram a variedade temática e técnica do artista. Entre eles, 40 pinturas sobre tela, mais de 50 esculturas, 500 gravuras e 2.500 desenhos. O acervo ainda é composto por cinco mil fotografias, oito mil documentos, como cartas, livros e mobiliário - desenhados pelo próprio Segall.
Lasar Segall nasceu em Vilna, capital da atual República da Lituânia, na Europa. Antes de chegar ao Brasil, em 1924, estudou artes em importantes escolas de Berlim, na Alemanha - de onde trouxe referências do impressionismo e do expressionismo. Para os modernistas brasileiros, ele foi uma importante representação das vanguardas europeias. O diretor do Museu de Lasar Segall, Giancarlo Hannud, enfatiza a figura fundamental de Segall para o Modernismo brasileiro.
"De todos os modernistas da geração, Segall era tecnicamente o mais fluente e isso foi muito importante para todos os modernistas brasileiros que entraram em contato com ele. Sem contar que ele conhecia os movimentos de vanguarda europeus em primeira mão", disse Hannud.
De origem judaica, Segall traz em muitos de seus trabalhos a temática das perseguições, discriminações e violências sofridas por conta da religião e das tradições. As migrações também são retratadas. Uma das suas grandes peças é a tela "Navio de Emigrantes", criado entre 1939 e 1941. Nele, o artista transmite a dor de famílias embarcadas em busca de melhores condições de vida.