Menino morre por bala perdida em praça no Jetimana

Geral

 

Gabriel Damásio
Uma inocente brinca-
deira de bola de 
gude terminou de maneira trágica para o menino Albert Ricardo Silva Vasconcelos de Oliveira, de nove anos, que morreu baleado por volta das 20h30 de anteontem na praça principal do bairro Jetimana (zona norte de Aracaju). Ele levou um tiro na cabeça enquanto brincava com outros garotos da vizinhança. A Polícia Civil já sabe que a bala perdida partiu de dois homens armados e montados em uma moto, que foram ao local para matar outro rapaz, identificado como Alef Gomes dos Santos, 20. Ele também morreu no local. Um segundo homem que estava na praça, o autônomo Renato Alcino, foi ferido de raspão nas pernas. 
Tudo aconteceu em poucos segundos. Segundo testemunhas, os criminosos já chegaram atirando contra Alef, que chegou a correr, mas caiu morto de imediato. O desespero tomou conta das testemunhas quando perceberam que o menino Albert também foi baleado. Um dos que viram o momento do ataque foi o irmão mais velho, um garoto de 12 anos, que estava brincando com o irmão e foi correndo avisar aos pais. "Era meu filho mesmo. Teve um homicídio lá. Um cara foi matar esse cara que está esticado na foto que você viu. Só que a minha criança estava lá na frente e o tiro pegou nele", diz um áudio atribuído ao pai do menino. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para socorrer as três vítimas baleadas, mas Alef e Albert morreram no local. Uma testemunha contou nas redes sociais que o menino chegou a chamar pela mãe enquanto agonizava.
A mãe do garoto, Gilvânia da Silva Santos, contou que ele tinha o costume de brincar na praça onde o tiroteio aconteceu. "Todo mundo naquele bairro conhece meus filhos, porque eles vão brincar lá todo santo dia. E gostavam de brincar ali. Ele chegou ontem, tomou banho e disse que ia buscar umas bolas de gude que deixou com um coleguinha", disse ela, confirmando que chegou a dar-lhe um último conselho: "Volte logo e não fique lá na praça, porquê ali tem muito vagabundo". A demora no retorno fez com que ela fosse buscar o filho na praça e encontrasse o mais velho em desespero, no meio do caminho, dizendo: "Meu irmão está morto!"
A família dele é de Penedo (AL) e morava em Aracaju há cerca de dois anos, tendo deixado a capital alagoana, Maceió, por medo da violência na cidade. Gilvânia desabafa e diz que convive agora com a dor de perder o filho e a sensação de impunidade. "Como é que uma pessoa vai matar outra numa praça cheia de criança, que não tem nada a ver com brigas dos outros? Meu filho não tinha nada a ver com isso. Quer resolver seus problemas? Que procure outro canto. Olhe pra praça cheia de crianças. Meu filho era um anjo, um inocente, um ser de luz, apenas uma criança, que só queria brincar. E agora ele vai voltar num caixão. Essa dor que eu estou sentindo, não desejo a nenhuma mãe. E a mãe de quem matou meu filho não sente o que eu estou sentindo", lamentou. O corpo de Albert Ricardo será enterrado hoje, em Penedo.  
Motivos? - A Polícia Civil informou que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já iniciou as investigações sobre o duplo assassinato. Uma equipe Local de Crime da unidade fez os primeiros levantamentos e buscou verificar a presença de câmeras de segurança que possam ter registrado a ação criminosa. De acordo com a Civil, as primeiras informações apuradas pela polícia indicam que o crime pode estar relacionado ao tráfico de drogas e a uma rixa entre torcidas organizadas, mas a criança foi vítima do ataque por acaso. As investigações seguem para localizar o autor do crime e esclarecer a real motivação da morte.

Gabriel Damásio

Uma inocente brinca- deira de bola de  gude terminou de maneira trágica para o menino Albert Ricardo Silva Vasconcelos de Oliveira, de nove anos, que morreu baleado por volta das 20h30 de anteontem na praça principal do bairro Jetimana (zona norte de Aracaju). Ele levou um tiro na cabeça enquanto brincava com outros garotos da vizinhança. A Polícia Civil já sabe que a bala perdida partiu de dois homens armados e montados em uma moto, que foram ao local para matar outro rapaz, identificado como Alef Gomes dos Santos, 20. Ele também morreu no local. Um segundo homem que estava na praça, o autônomo Renato Alcino, foi ferido de raspão nas pernas. 
Tudo aconteceu em poucos segundos. Segundo testemunhas, os criminosos já chegaram atirando contra Alef, que chegou a correr, mas caiu morto de imediato. O desespero tomou conta das testemunhas quando perceberam que o menino Albert também foi baleado. Um dos que viram o momento do ataque foi o irmão mais velho, um garoto de 12 anos, que estava brincando com o irmão e foi correndo avisar aos pais. "Era meu filho mesmo. Teve um homicídio lá. Um cara foi matar esse cara que está esticado na foto que você viu. Só que a minha criança estava lá na frente e o tiro pegou nele", diz um áudio atribuído ao pai do menino. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para socorrer as três vítimas baleadas, mas Alef e Albert morreram no local. Uma testemunha contou nas redes sociais que o menino chegou a chamar pela mãe enquanto agonizava.
A mãe do garoto, Gilvânia da Silva Santos, contou que ele tinha o costume de brincar na praça onde o tiroteio aconteceu. "Todo mundo naquele bairro conhece meus filhos, porque eles vão brincar lá todo santo dia. E gostavam de brincar ali. Ele chegou ontem, tomou banho e disse que ia buscar umas bolas de gude que deixou com um coleguinha", disse ela, confirmando que chegou a dar-lhe um último conselho: "Volte logo e não fique lá na praça, porquê ali tem muito vagabundo". A demora no retorno fez com que ela fosse buscar o filho na praça e encontrasse o mais velho em desespero, no meio do caminho, dizendo: "Meu irmão está morto!"
A família dele é de Penedo (AL) e morava em Aracaju há cerca de dois anos, tendo deixado a capital alagoana, Maceió, por medo da violência na cidade. Gilvânia desabafa e diz que convive agora com a dor de perder o filho e a sensação de impunidade. "Como é que uma pessoa vai matar outra numa praça cheia de criança, que não tem nada a ver com brigas dos outros? Meu filho não tinha nada a ver com isso. Quer resolver seus problemas? Que procure outro canto. Olhe pra praça cheia de crianças. Meu filho era um anjo, um inocente, um ser de luz, apenas uma criança, que só queria brincar. E agora ele vai voltar num caixão. Essa dor que eu estou sentindo, não desejo a nenhuma mãe. E a mãe de quem matou meu filho não sente o que eu estou sentindo", lamentou. O corpo de Albert Ricardo será enterrado hoje, em Penedo.  

Motivos? - A Polícia Civil informou que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já iniciou as investigações sobre o duplo assassinato. Uma equipe Local de Crime da unidade fez os primeiros levantamentos e buscou verificar a presença de câmeras de segurança que possam ter registrado a ação criminosa. De acordo com a Civil, as primeiras informações apuradas pela polícia indicam que o crime pode estar relacionado ao tráfico de drogas e a uma rixa entre torcidas organizadas, mas a criança foi vítima do ataque por acaso. As investigações seguem para localizar o autor do crime e esclarecer a real motivação da morte.

 


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