Pediatra do HU conduz pesquisa sobre vacina contra a dengue

Geral


  • O médico Ricardo Gurgel é quem coordena a pesquisa em Sergipe

 

Sergipe é um dos lo-
cais que participam 
como centro de pesquisa da primeira vacina brasileira contra a dengue. No estado, os estudos se concentram no município de Laranjeiras, e são conduzidos pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), sob a responsabilidade do pesquisador Ricardo Gurgel.
Ele, que é coordenador do curso de pós-graduação em Ciências da Saúde da UFS, e atua como pediatra no Hospital Universitário de Sergipe (HU-UFS), diz que desde 2016 vem avaliando cerca de 1.200 pessoas enquadradas nas faixas etárias de 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos.
"Os participantes do estudo, em Laranjeiras, são acompanhados por uma equipe médica. Eles recebem a vacina para verificarmos a eficácia da proteção. Nós fizemos a captação das pessoas, elas concordaram em participar desse ensaio clínico e, a partir daí, fizeram uso da vacina, firmando o compromisso de ter um acompanhamento regular durante quatro anos para avaliar como se comportam em relação à possibilidade de ter dengue ou não", detalha.
De acordo com Gurgel, o principal acompanhamento, além de ver a resposta imune, como está a produção de anticorpos, é investigar os episódios febris. "Toda vez que eles têm febre, eles reportam essa informação e a gente colhe o sangue para verificar se é um caso de dengue", explica.
Desenvolvimento - A vacina foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e considerado um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo. Passadas as fases 1 e 2, a pesquisa chegou à fase 3, que atualmente está em vigor no município de Laranjeiras, onde a equipe responsável pelo estudo fica instalada na Maternidade São João de Deus.  
No local, existem recepção, salas de atendimento, salas de coleta de sangue e processamento das amostras, posteriormente enviadas a São Paulo.
"Ela [a vacina] protege contra os quatro tipos de dengue: 1, 2, 3 e 4. Nas duas primeiras fases do estudo, os pesquisadores concluíram que a eficácia é superior a 85%. O trabalho deve ser concluído em 2023, mas existe a expectativa que a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] aprove a vacina antes desse prazo. Existe outra vacina, já comercializada, com grau de eficácia menor, em torno de 60%, que é feita em mais de uma dose. A do Butantan é feita em dose única, uma vantagem muito grande", esclarece o médico.
Testes - Esta é a última etapa de testes antes de a vacina ser submetida à aprovação da Anvisa. A ideia é produzi-la em larga escala e disponibilizá-la para campanhas de imunização na rede pública de saúde em todo o Brasil.
Nas cinco regiões do país, os testes envolvem voluntários saudáveis, que já tiveram ou não dengue em algum momento da vida, e que se enquadrem na faixa etária de 2 a 59 anos. Do total de voluntários, 2/3 recebem a vacina e 1/3 recebe o chamado placebo, substância com as mesmas características da vacina, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito.
"Nem a equipe médica e nem o participante da pesquisa podem saber quem recebeu a vacina e quem recebeu o placebo. O objetivo é verificar se quem tomou a vacina ficou protegido e se quem tomou o placebo contraiu a doença. Esta é uma pesquisa bem abrangente. São 15 centros pelo Brasil realizando o estudo clínico. Aqui, Laranjeiras tem uma série de vantagens para esse estudo clínico, inclusive a localização. Tem uma população com número suficiente e pessoas agradáveis, que nos recebem bem, além do apoio da prefeitura e da direção do hospital que abriga o centro", esclarece Ricardo Gurgel.

Sergipe é um dos lo- cais que participam  como centro de pesquisa da primeira vacina brasileira contra a dengue. No estado, os estudos se concentram no município de Laranjeiras, e são conduzidos pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), sob a responsabilidade do pesquisador Ricardo Gurgel.
Ele, que é coordenador do curso de pós-graduação em Ciências da Saúde da UFS, e atua como pediatra no Hospital Universitário de Sergipe (HU-UFS), diz que desde 2016 vem avaliando cerca de 1.200 pessoas enquadradas nas faixas etárias de 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos.
"Os participantes do estudo, em Laranjeiras, são acompanhados por uma equipe médica. Eles recebem a vacina para verificarmos a eficácia da proteção. Nós fizemos a captação das pessoas, elas concordaram em participar desse ensaio clínico e, a partir daí, fizeram uso da vacina, firmando o compromisso de ter um acompanhamento regular durante quatro anos para avaliar como se comportam em relação à possibilidade de ter dengue ou não", detalha.
De acordo com Gurgel, o principal acompanhamento, além de ver a resposta imune, como está a produção de anticorpos, é investigar os episódios febris. "Toda vez que eles têm febre, eles reportam essa informação e a gente colhe o sangue para verificar se é um caso de dengue", explica.

Desenvolvimento - A vacina foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e considerado um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo. Passadas as fases 1 e 2, a pesquisa chegou à fase 3, que atualmente está em vigor no município de Laranjeiras, onde a equipe responsável pelo estudo fica instalada na Maternidade São João de Deus.  
No local, existem recepção, salas de atendimento, salas de coleta de sangue e processamento das amostras, posteriormente enviadas a São Paulo.
"Ela [a vacina] protege contra os quatro tipos de dengue: 1, 2, 3 e 4. Nas duas primeiras fases do estudo, os pesquisadores concluíram que a eficácia é superior a 85%. O trabalho deve ser concluído em 2023, mas existe a expectativa que a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] aprove a vacina antes desse prazo. Existe outra vacina, já comercializada, com grau de eficácia menor, em torno de 60%, que é feita em mais de uma dose. A do Butantan é feita em dose única, uma vantagem muito grande", esclarece o médico.

Testes - Esta é a última etapa de testes antes de a vacina ser submetida à aprovação da Anvisa. A ideia é produzi-la em larga escala e disponibilizá-la para campanhas de imunização na rede pública de saúde em todo o Brasil.
Nas cinco regiões do país, os testes envolvem voluntários saudáveis, que já tiveram ou não dengue em algum momento da vida, e que se enquadrem na faixa etária de 2 a 59 anos. Do total de voluntários, 2/3 recebem a vacina e 1/3 recebe o chamado placebo, substância com as mesmas características da vacina, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito.
"Nem a equipe médica e nem o participante da pesquisa podem saber quem recebeu a vacina e quem recebeu o placebo. O objetivo é verificar se quem tomou a vacina ficou protegido e se quem tomou o placebo contraiu a doença. Esta é uma pesquisa bem abrangente. São 15 centros pelo Brasil realizando o estudo clínico. Aqui, Laranjeiras tem uma série de vantagens para esse estudo clínico, inclusive a localização. Tem uma população com número suficiente e pessoas agradáveis, que nos recebem bem, além do apoio da prefeitura e da direção do hospital que abriga o centro", esclarece Ricardo Gurgel.

 


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