Parada LGBT movimenta a orla da Atalaia

Geral


  • PARADA LGBT SERÁ REALIZADA ESTA TARDE NA PRAIA DE ATALAIA. O tema deste ano é \'50 anos de resistência nunca foram tão necessários para nossa existência\'

 

 Milton Alves Júnior
A cada 16 horas, um homossexual é morto no Brasil. Dados alarmantes recebidos este ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do pelo Transgender Europe e pelo Grupo Gay da Bahia, identificam que pelo menos 8.027 pessoas foram oficialmente assassinadas entre os anos de 1963 e 2018 em razão da respectiva orientação sexual ou identidade de gênero. No combate às intolerâncias, multiplicação dos discursos de ódio e da ausência de políticas públlicas em defesa da comunidade formada por lésbicas, bissexuais, gays, travestis e transgêneros, hoje a Orla de Atalaia, na zona Sul de Aracaju, recebe a 18ª Parada LGBT do Estado de Sergipe. O tema deste ano é: '50 anos de resistência nunca foram tão necessários para nossa existência'.
Para o presidente da Associação de Defesa Homossexual de Sergipe (Adhons), Marcelo de Menezes, a postura intransigente apresentada por Bolsonaro em escala maior durante o período eleitoral do ano passado, contribui para que o preconceito se multiplique e provoque certa intolerância contra cidadãos que encontraram, por exemplo, em pessoas do mesmo sexo, a oportunidade legal de ser feliz. Em entrevista concedida ao JORNAL DO DIA, o militante, que também responde pela Assessoria de Assuntos LGBT da Diretoria de Direitos Humanos da Assistência Social, da Prefeitura de Aracaju, reconhece o desafio a ser traçado e acredita que os dados apresentados so STF possam estar equivocados, para menos.
 "É triste, muitos casos de homicídios não são registrados oficialmente como ação de extrema homofobia, LGBTcídio. Esse presidente que aí está [Bolsonaro], apresenta publicamente uma série de argumentos retrogrados, carregados de preconceito os quais contribuem para aflorar o mesmo prejulgamento nada construtivo contra as pessoas que simplesmente vivem em um mundo de críticas. Não quero, e não entro do debate eleitoreiro, mas no contexto social é um retrocesso impiedoso. Até censura estamos nos deparando já desde o final do ano passado", criticou. O termo: 'censura', apresentado por Marcelo refere-se à medida de inviabilizar o processo de apoio governamental a peças de teatro, documentários, livros e/ou filmes que tenham em seu contexto pautas LGBT.
Os dados públicos do STF mostram ainda que o Disque 100 também tem registrado outras denúncias além de assassinatos. Entre 2011 e 2018, foram 16.326 casos relatando 26.938 violações. No ano passado, por exemplo, 667 pessoas ligaram para o governo alegando ter sofrido violência física. É menos do que as 864 denúncias de 2017, mas superior às 561 de 2016.O canal também registrou 1.871 acusações de violência psicológica sofridas por LGBTs no ano passado, número maior apenas do que em 2011, quando 1.647 pessoas fizeram denúncias. Ainda em 2018, 170 pessoas teriam sofrido alguma violência em razão de sua identidade de gênero. Em 2017, foram 258; em 2016, 184; e, em 2015, foram 220 denúncias.
 "Enquanto a nossa legislação ainda nos permite lutar, nós iremos nos manter unidos e unidas em defesa da nossa cidadania, dos nossos direitos constitucionais e do respeito. A partir do respeito, quando conquistarmos unificar isso, conseguiremos estancar esses números absurdos de agressões das mais variadas formas, as quais indicam ter ampliado nos últimos meses", declarou a militante Tatiane Araújo, membro da Astra - Direitos Humanos e Cidadania. Ainda de acordo com ela: "no sentido contrário do mundo, dos países desenvolvidos e de primeiro mundo, aqui se corta investimentos em educação e cultura. Os avanços de base que gira em torno do respeito para com outros, sobretudo, para com a diversidade, infelizmente estão sendo destruídos por preconceituosos que avaliam o LGBTcídio como algo normal."
Trânsito - Por intermédio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), a Prefeitura de Aracaju, montou um esquema de trabalho para organizar o tráfego de veículos e pessoas. Após a saída do cortejo, 12 agentes de trânsito farão os desvios necessários e o bloqueio da avenida Santos Dumont, no sentido norte. O cortejo seguirá até as imediações do Oceanário de Aracaju, onde fará o retorno para a Passarela do Caranguejo, pelo sentido sul da avenida Santos Dumont. Durante o evento, o condutor que segue pela Rodovia dos Náufragos (SE-100), em direção à Orla, deverá convergir à esquerda na rua Deputado Clóvis Rollemberg e seguir até a avenida Melício Machado, por onde deverá continuar.
Já quem deseja ter acesso à Rodovia dos Náufragos (SE-100), poderá seguir pela avenida Melício Machado e convergir à direita na rua Deputado Clóvis Rollemberg e na rodovia. A 18ª Parada do Orgulho LGBT do Estado de Sergipe ocorre hoje a partir das 14h. Assim como ocorre nos últimos anos, a concentração será na Passarela do Caranguejo, próximo aos estacionamentos Sul da Orla de Atalaia.

Milton Alves Júnior

A cada 16 horas, um homossexual é morto no Brasil. Dados alarmantes recebidos este ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do pelo Transgender Europe e pelo Grupo Gay da Bahia, identificam que pelo menos 8.027 pessoas foram oficialmente assassinadas entre os anos de 1963 e 2018 em razão da respectiva orientação sexual ou identidade de gênero. No combate às intolerâncias, multiplicação dos discursos de ódio e da ausência de políticas públlicas em defesa da comunidade formada por lésbicas, bissexuais, gays, travestis e transgêneros, hoje a Orla de Atalaia, na zona Sul de Aracaju, recebe a 18ª Parada LGBT do Estado de Sergipe. O tema deste ano é: '50 anos de resistência nunca foram tão necessários para nossa existência'.
Para o presidente da Associação de Defesa Homossexual de Sergipe (Adhons), Marcelo de Menezes, a postura intransigente apresentada por Bolsonaro em escala maior durante o período eleitoral do ano passado, contribui para que o preconceito se multiplique e provoque certa intolerância contra cidadãos que encontraram, por exemplo, em pessoas do mesmo sexo, a oportunidade legal de ser feliz. Em entrevista concedida ao JORNAL DO DIA, o militante, que também responde pela Assessoria de Assuntos LGBT da Diretoria de Direitos Humanos da Assistência Social, da Prefeitura de Aracaju, reconhece o desafio a ser traçado e acredita que os dados apresentados so STF possam estar equivocados, para menos.
 "É triste, muitos casos de homicídios não são registrados oficialmente como ação de extrema homofobia, LGBTcídio. Esse presidente que aí está [Bolsonaro], apresenta publicamente uma série de argumentos retrogrados, carregados de preconceito os quais contribuem para aflorar o mesmo prejulgamento nada construtivo contra as pessoas que simplesmente vivem em um mundo de críticas. Não quero, e não entro do debate eleitoreiro, mas no contexto social é um retrocesso impiedoso. Até censura estamos nos deparando já desde o final do ano passado", criticou. O termo: 'censura', apresentado por Marcelo refere-se à medida de inviabilizar o processo de apoio governamental a peças de teatro, documentários, livros e/ou filmes que tenham em seu contexto pautas LGBT.
Os dados públicos do STF mostram ainda que o Disque 100 também tem registrado outras denúncias além de assassinatos. Entre 2011 e 2018, foram 16.326 casos relatando 26.938 violações. No ano passado, por exemplo, 667 pessoas ligaram para o governo alegando ter sofrido violência física. É menos do que as 864 denúncias de 2017, mas superior às 561 de 2016.O canal também registrou 1.871 acusações de violência psicológica sofridas por LGBTs no ano passado, número maior apenas do que em 2011, quando 1.647 pessoas fizeram denúncias. Ainda em 2018, 170 pessoas teriam sofrido alguma violência em razão de sua identidade de gênero. Em 2017, foram 258; em 2016, 184; e, em 2015, foram 220 denúncias.
 "Enquanto a nossa legislação ainda nos permite lutar, nós iremos nos manter unidos e unidas em defesa da nossa cidadania, dos nossos direitos constitucionais e do respeito. A partir do respeito, quando conquistarmos unificar isso, conseguiremos estancar esses números absurdos de agressões das mais variadas formas, as quais indicam ter ampliado nos últimos meses", declarou a militante Tatiane Araújo, membro da Astra - Direitos Humanos e Cidadania. Ainda de acordo com ela: "no sentido contrário do mundo, dos países desenvolvidos e de primeiro mundo, aqui se corta investimentos em educação e cultura. Os avanços de base que gira em torno do respeito para com outros, sobretudo, para com a diversidade, infelizmente estão sendo destruídos por preconceituosos que avaliam o LGBTcídio como algo normal."

Trânsito - Por intermédio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), a Prefeitura de Aracaju, montou um esquema de trabalho para organizar o tráfego de veículos e pessoas. Após a saída do cortejo, 12 agentes de trânsito farão os desvios necessários e o bloqueio da avenida Santos Dumont, no sentido norte. O cortejo seguirá até as imediações do Oceanário de Aracaju, onde fará o retorno para a Passarela do Caranguejo, pelo sentido sul da avenida Santos Dumont. Durante o evento, o condutor que segue pela Rodovia dos Náufragos (SE-100), em direção à Orla, deverá convergir à esquerda na rua Deputado Clóvis Rollemberg e seguir até a avenida Melício Machado, por onde deverá continuar.
Já quem deseja ter acesso à Rodovia dos Náufragos (SE-100), poderá seguir pela avenida Melício Machado e convergir à direita na rua Deputado Clóvis Rollemberg e na rodovia. A 18ª Parada do Orgulho LGBT do Estado de Sergipe ocorre hoje a partir das 14h. Assim como ocorre nos últimos anos, a concentração será na Passarela do Caranguejo, próximo aos estacionamentos Sul da Orla de Atalaia.

 


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