TRIBUTO A JOÃO QUIINTINO DE MOURA FILHO

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Publicada em 23/08/2019 às 23:26:00

 

Manoel Moacir Costa Macêdo
As organizações em sua essência, não são os ativos físicos, como os equipamentos, prédios, veículos, laboratórios e outros artefatos materiais, mas as pessoas, o trabalho de sua gente de carne, osso e sentimentos.  Assim foi construída a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa em Sergipe. Iniciou como uma Unidade Estadual de Pesquisa em Quissamã, no município de São Cristóvão, na década de setenta. 
Transformou-se em Centro Nacional de Pesquisa de Coco, com sede em Aracaju, e ampliou o seu mandato para o País, notadamente nas regiões produtoras do coco, onde continua coordenando e executando pesquisas com a cultura do coqueiro. Alberga uma das principais coleções de 'coqueiro gigante' do mundo. A partir dos anos noventa, como resultado do competente planejamento estratégico, uma intervenção ímpar no planejamento da Embrapa, mais uma vez foi transformada em 'Embrapa Tabuleiros Costeiros', uma unidade temática de pesquisa, responsável pela geração de tecnologia em lavouras, criações, meio ambiente, entre outros temas na área identificada como 'tabuleiros costeiros e baixada litorânea nordestinos'. 
Conquistas do trabalho de muita gente, a maioria anônima, foram obtidas nesse tempo de mais de 40 anos da Embrapa em Sergipe, a exemplo da geração de tecnologia em laranja, mandioca, coco, batata-doce, hortaliças, caprinos, bovinos, caprinos, milho, feijão, girassol, entre outros cultivos e criações, até o recente território do 'SEALBA' com abrangência nos Estados de Sergipe, Alagoas e Bahia. Um trabalho dedicado e silencioso, em sua maioria desconhecido do grande público. Destaque para muitos colaboradores, alguns ainda em atividade laboral, entre as dezenas que lá estão e por lá passaram, a exemplo do decano João Quintino de Moura Filho, o conhecido Quintino, para os íntimos Nininho. 
Quintino nasceu em 7 de agosto de 1956, filho de João Quintino de Moura e Maria Barreto Moura, na cidade de Aracaju, na então 'Estação Experimental da Sementeira', antes Embrapa, hoje Parque da Sementeira. O seu genitor e referência moral, foi motorista do Ministério de Agricultura, hoje Embrapa. "Tenho muito orgulho de meu pai. Uma pessoa humilde, simples que me deu muitos ensinamentos morais e éticos". Além de nascer dentro da Embrapa, filho de um motorista da Embrapa, também casou com a simpática Ester Moura uma colega da Embrapa. Na atualidade, por concurso público, uma das suas filhas a competente arquiteta Aline Moura, também trabalha na Embrapa. Exemplo de uma família onde as suas vidas em várias gerações se confundem com a história da Embrapa em Sergipe. Quintino, após 44 anos de zeloso e apaixonado trabalho na Embrapa, nas várias missões que lhe foram confiadas, recentemente se aposentou. Um 'embrapiano' que "sai da Embrapa, mas a Embrapa não sai dele". Além de dedicado servidor, também foi um incentivador do esporte, do associativismo e da memória da Embrapa. 
Escreveu o seu colega Saulo Coelho na sua despedida: "Com o coração impregnado de sentimentos e emoções - tristeza, saudade, carinho, gratidão e respeito - que assino a derradeira folha de frequência do decano da Embrapa Tabuleiros Costeiros, que segue para uma nova fase de sua longa vida. Muito obrigado pela parceria, ensinamentos, confidências, respeito, consideração e, acima de tudo, pelo espírito sempre leve e elevado para lidar com as coisas relativas à nossa Empresa, onde nasceu, cresceu e à qual dedicou toda sua vida profissional e grande parcela de sua vida pessoal".
Quintino, tenha o merecido descanso e a justa e aguardada aposentadoria. Aproveite a dádiva da vida junto aos familiares, em especial aos netos que tanto ama, amigos e conterrâneos. João Quintino de Moura Filho, um 'embrapiano' com história, dedicação e amor a Embrapa, ao Colégio Ateneu e ao Confiança Esporte Clube. 
Manoel Moacir Costa Macêdo
Engenheiro Agrônomo, PhD pela University of Sussex, Brighton, Inglaterra 

Conquistas do trabalho de muita gente, a maioria anônima, foram obtidas nesse tempo de mais de 40 anos da Embrapa em Sergipe, a exemplo da geração de tecnologia em laranja, mandioca, coco, batata-doce, hortaliças, caprinos, bovinos, caprinos, milho, feijão, girassol, entre outros cultivos e criações

Manoel Moacir Costa Macêdo

As organizações em sua essência, não são os ativos físicos, como os equipamentos, prédios, veículos, laboratórios e outros artefatos materiais, mas as pessoas, o trabalho de sua gente de carne, osso e sentimentos.  Assim foi construída a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa em Sergipe. Iniciou como uma Unidade Estadual de Pesquisa em Quissamã, no município de São Cristóvão, na década de setenta. 
Transformou-se em Centro Nacional de Pesquisa de Coco, com sede em Aracaju, e ampliou o seu mandato para o País, notadamente nas regiões produtoras do coco, onde continua coordenando e executando pesquisas com a cultura do coqueiro. Alberga uma das principais coleções de 'coqueiro gigante' do mundo. A partir dos anos noventa, como resultado do competente planejamento estratégico, uma intervenção ímpar no planejamento da Embrapa, mais uma vez foi transformada em 'Embrapa Tabuleiros Costeiros', uma unidade temática de pesquisa, responsável pela geração de tecnologia em lavouras, criações, meio ambiente, entre outros temas na área identificada como 'tabuleiros costeiros e baixada litorânea nordestinos'. 
Conquistas do trabalho de muita gente, a maioria anônima, foram obtidas nesse tempo de mais de 40 anos da Embrapa em Sergipe, a exemplo da geração de tecnologia em laranja, mandioca, coco, batata-doce, hortaliças, caprinos, bovinos, caprinos, milho, feijão, girassol, entre outros cultivos e criações, até o recente território do 'SEALBA' com abrangência nos Estados de Sergipe, Alagoas e Bahia. Um trabalho dedicado e silencioso, em sua maioria desconhecido do grande público. Destaque para muitos colaboradores, alguns ainda em atividade laboral, entre as dezenas que lá estão e por lá passaram, a exemplo do decano João Quintino de Moura Filho, o conhecido Quintino, para os íntimos Nininho. 
Quintino nasceu em 7 de agosto de 1956, filho de João Quintino de Moura e Maria Barreto Moura, na cidade de Aracaju, na então 'Estação Experimental da Sementeira', antes Embrapa, hoje Parque da Sementeira. O seu genitor e referência moral, foi motorista do Ministério de Agricultura, hoje Embrapa. "Tenho muito orgulho de meu pai. Uma pessoa humilde, simples que me deu muitos ensinamentos morais e éticos". Além de nascer dentro da Embrapa, filho de um motorista da Embrapa, também casou com a simpática Ester Moura uma colega da Embrapa. Na atualidade, por concurso público, uma das suas filhas a competente arquiteta Aline Moura, também trabalha na Embrapa. Exemplo de uma família onde as suas vidas em várias gerações se confundem com a história da Embrapa em Sergipe. Quintino, após 44 anos de zeloso e apaixonado trabalho na Embrapa, nas várias missões que lhe foram confiadas, recentemente se aposentou. Um 'embrapiano' que "sai da Embrapa, mas a Embrapa não sai dele". Além de dedicado servidor, também foi um incentivador do esporte, do associativismo e da memória da Embrapa. 
Escreveu o seu colega Saulo Coelho na sua despedida: "Com o coração impregnado de sentimentos e emoções - tristeza, saudade, carinho, gratidão e respeito - que assino a derradeira folha de frequência do decano da Embrapa Tabuleiros Costeiros, que segue para uma nova fase de sua longa vida. Muito obrigado pela parceria, ensinamentos, confidências, respeito, consideração e, acima de tudo, pelo espírito sempre leve e elevado para lidar com as coisas relativas à nossa Empresa, onde nasceu, cresceu e à qual dedicou toda sua vida profissional e grande parcela de sua vida pessoal".
Quintino, tenha o merecido descanso e a justa e aguardada aposentadoria. Aproveite a dádiva da vida junto aos familiares, em especial aos netos que tanto ama, amigos e conterrâneos. João Quintino de Moura Filho, um 'embrapiano' com história, dedicação e amor a Embrapa, ao Colégio Ateneu e ao Confiança Esporte Clube. 

Manoel Moacir Costa MacêdoEngenheiro Agrônomo, PhD pela University of Sussex, Brighton, Inglaterra