Justiça ouve mais testemunhas sobre desvio de combustíveis

Geral

 

Gabriel Damásio
O juízo da 3ª Vara Cri-
minal de Aracaju rea-
lizou ontem de manhã, no Fórum Gumercindo Bessa, mais uma audiência de instrução de um dos processos que apuram o caso do 'Golpe dos Combustíveis', um suposto desvio da verba usada no abastecimento de combustíveis para viaturas da Polícia Militar. Duas frentistas que trabalhavam em um posto de gasolina na zona norte da capital respondem como rés neste processo: Christiane Lima Santos e Vívia Bispo dos Santos, denunciadas pelo crime de "Peculato mediante erro de outrem". Na audiência, duas testemunhas de acusação foram ouvidas pelo juiz Pedro Rodrigues Neto, que marcou o interrogatório das rés para o dia 24 de setembro. 
A imprensa não teve acesso à audiência, mas ela foi acompanhada pela defesa do sargento Robertson Souza Silva, ex-componente do Centro de Suprimento e Manutenção (CSM), que também foi denunciado pelos desvios e responde a outro processo na 6ª Vara Criminal. As investigações sobre o suposto esquema de fraude no abastecimento das viaturas começaram em 2017 e foram alvos de dois inquéritos, sendo um da Polícia Civil e outro da Corregedoria da PM. Elas apontaram o sargento Robertson como mentor do esquema, que acontecia através do uso de cartões de abastecimento com a participação de frentistas. Na época, o sargento ficou preso por cerca de oito meses no Presídio Militar e foi solto em novembro de 2019. 
O advogado de defesa do sargento, Aloisio Vasconcelos, disse à saída da audiência que as provas colhidas até o momento descartam a existência do desvio de recursos e das acusações contra Robertson. "Toda prova produzida até agora isenta de toda e qualquer responsabilidade a participação do sargento Robertson ou de qualquer integrante da Polícia Militar nesse suposto desvio. Elas também descartam que houve desvio. O que houve na verdade foram inverdades e calúnias que foram ditas pelo oficial denunciante e não passaram de mentiras lançadas para difamar o sargento e a corporação", afirma Aloísio. 
Ele explica também que está buscando provas para sustentar a defesa de Robertson dentro do processo aberto contra ele na 6ª Vara. Uma delas é o depoimento de um representante da empresa Vale Card, que deverá explicar como é a sistemática de funcionamento dos cartões magnéticos usados para liberar e pagar os abastecimentos das viaturas policiais e outros veículos usados pelo governo do Estado. A defesa quer identificar falhas de procedimento e de segurança no sistema, o que também isentaria o sargento de responsabilidades. 
Pela acusação, o promotor Deijaniro Jonas Filho, do Ministério Público Estadual (MPSE), discorda da defesa, entendendo quem as alegações de inocência são "comuns". Ele sustenta que o desvio realmente aconteceu, podendo ser provado pelas investigações, mas espera a juntada de novas provas, incluindo o compartilhamento dos autos dos dois processos relacionados ao caso. "É necessário que haja o cotejamento das provas contidas nos dois processos. O Ministério Público já indicou, na última audiência, que vai requisitar a prova produzida pelo inquérito da Auditoria Militar, para que eles sejam trazidos a estes autos sobre a participação das frentistas", afirmou. 
Deijaniro acrescentou que "o desvio existiu, mas ainda não pode ser mensurado", e que ele foi confirmado na sessão de ontem com dois depoimentos considerados, "a nosso ver, muito fortes". Estima-se que suposto esquema de desvio de combustíveis teria causado um rombo de R$ 1 milhão ao caixa da Polícia Militar, embora a defesa cite o desfalque total de R$ 58 mil. O juízo da 6ª Vara deve convocar outras testemunhas para prestar depoimento nos próximos dias. 

Gabriel Damásio

O juízo da 3ª Vara Cri- minal de Aracaju rea- lizou ontem de manhã, no Fórum Gumercindo Bessa, mais uma audiência de instrução de um dos processos que apuram o caso do 'Golpe dos Combustíveis', um suposto desvio da verba usada no abastecimento de combustíveis para viaturas da Polícia Militar. Duas frentistas que trabalhavam em um posto de gasolina na zona norte da capital respondem como rés neste processo: Christiane Lima Santos e Vívia Bispo dos Santos, denunciadas pelo crime de "Peculato mediante erro de outrem". Na audiência, duas testemunhas de acusação foram ouvidas pelo juiz Pedro Rodrigues Neto, que marcou o interrogatório das rés para o dia 24 de setembro. 
A imprensa não teve acesso à audiência, mas ela foi acompanhada pela defesa do sargento Robertson Souza Silva, ex-componente do Centro de Suprimento e Manutenção (CSM), que também foi denunciado pelos desvios e responde a outro processo na 6ª Vara Criminal. As investigações sobre o suposto esquema de fraude no abastecimento das viaturas começaram em 2017 e foram alvos de dois inquéritos, sendo um da Polícia Civil e outro da Corregedoria da PM. Elas apontaram o sargento Robertson como mentor do esquema, que acontecia através do uso de cartões de abastecimento com a participação de frentistas. Na época, o sargento ficou preso por cerca de oito meses no Presídio Militar e foi solto em novembro de 2019. 
O advogado de defesa do sargento, Aloisio Vasconcelos, disse à saída da audiência que as provas colhidas até o momento descartam a existência do desvio de recursos e das acusações contra Robertson. "Toda prova produzida até agora isenta de toda e qualquer responsabilidade a participação do sargento Robertson ou de qualquer integrante da Polícia Militar nesse suposto desvio. Elas também descartam que houve desvio. O que houve na verdade foram inverdades e calúnias que foram ditas pelo oficial denunciante e não passaram de mentiras lançadas para difamar o sargento e a corporação", afirma Aloísio. 
Ele explica também que está buscando provas para sustentar a defesa de Robertson dentro do processo aberto contra ele na 6ª Vara. Uma delas é o depoimento de um representante da empresa Vale Card, que deverá explicar como é a sistemática de funcionamento dos cartões magnéticos usados para liberar e pagar os abastecimentos das viaturas policiais e outros veículos usados pelo governo do Estado. A defesa quer identificar falhas de procedimento e de segurança no sistema, o que também isentaria o sargento de responsabilidades. 
Pela acusação, o promotor Deijaniro Jonas Filho, do Ministério Público Estadual (MPSE), discorda da defesa, entendendo quem as alegações de inocência são "comuns". Ele sustenta que o desvio realmente aconteceu, podendo ser provado pelas investigações, mas espera a juntada de novas provas, incluindo o compartilhamento dos autos dos dois processos relacionados ao caso. "É necessário que haja o cotejamento das provas contidas nos dois processos. O Ministério Público já indicou, na última audiência, que vai requisitar a prova produzida pelo inquérito da Auditoria Militar, para que eles sejam trazidos a estes autos sobre a participação das frentistas", afirmou. 
Deijaniro acrescentou que "o desvio existiu, mas ainda não pode ser mensurado", e que ele foi confirmado na sessão de ontem com dois depoimentos considerados, "a nosso ver, muito fortes". Estima-se que suposto esquema de desvio de combustíveis teria causado um rombo de R$ 1 milhão ao caixa da Polícia Militar, embora a defesa cite o desfalque total de R$ 58 mil. O juízo da 6ª Vara deve convocar outras testemunhas para prestar depoimento nos próximos dias. 

 


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