Maria da Penha na sala de aula

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Publicada em 20/08/2019 às 23:15:00

 

Respeito também se aprende na 
escola, razão pela qual a Prefei-
tura de Aracaju está capacitando os professores da rede municipal de ensino nos pormenores da Lei Maria da Penha. A iniciativa atende a uma determinação legal. O objetivo é de reduzir os índices ainda muito altos de violência contra a mulher.
A Prefeitura acerta em cheio, ao tratar do tema em sala de aula. Contra as consequências da ignorância, a educação será sempre o melhor remédio. O arcabouço legal tem sim a função legal de desestimular e punir os criminosos. Mas o combate ao machismo, principal motivação por trás dos crimes contra a mulher, não compete exclusivamente à polícia. Este é, sobretudo, um problema de cultura.
Os números não mentem. Entre janeiro e maio, foram registrados oito casos de mulheres assassinadas por condição do gênero em Sergipe. Segundo os dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram registradas 4.493 queixas nas Delegacias da Mulher em Aracaju, Itabaiana, Lagarto e Estância, ano passado.
Pior é saber que as estatísticas tratam de casos concretos, avessos à abstração. Logo nos primeiros dias de 2019, por exemplo, um caso de feminicídio chocou a sociedade sergipana. Após tomar a decisão de por fim aos maus tratos infligidos pelo companheiro, uma senhora de 52 anos foi esganada até sufocar. O agressor foi preso e enquadrado, com todo o rigor da Lei. Mas aí já era tarde, a vítima era morta.
Não é à toa que a legislação avança, mas a cultura machista que ampara a violência contra a mulher não arrefece. Trata-se aqui de duas manifestações diversas, embora conjugadas. Apesar de a letra fria da Lei prever todo tipo de sanção contra os agressores, essa é também uma questão de educação, sem solução de curto prazo.

Respeito também se aprende na  escola, razão pela qual a Prefei- tura de Aracaju está capacitando os professores da rede municipal de ensino nos pormenores da Lei Maria da Penha. A iniciativa atende a uma determinação legal. O objetivo é de reduzir os índices ainda muito altos de violência contra a mulher.
A Prefeitura acerta em cheio, ao tratar do tema em sala de aula. Contra as consequências da ignorância, a educação será sempre o melhor remédio. O arcabouço legal tem sim a função legal de desestimular e punir os criminosos. Mas o combate ao machismo, principal motivação por trás dos crimes contra a mulher, não compete exclusivamente à polícia. Este é, sobretudo, um problema de cultura.
Os números não mentem. Entre janeiro e maio, foram registrados oito casos de mulheres assassinadas por condição do gênero em Sergipe. Segundo os dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram registradas 4.493 queixas nas Delegacias da Mulher em Aracaju, Itabaiana, Lagarto e Estância, ano passado.
Pior é saber que as estatísticas tratam de casos concretos, avessos à abstração. Logo nos primeiros dias de 2019, por exemplo, um caso de feminicídio chocou a sociedade sergipana. Após tomar a decisão de por fim aos maus tratos infligidos pelo companheiro, uma senhora de 52 anos foi esganada até sufocar. O agressor foi preso e enquadrado, com todo o rigor da Lei. Mas aí já era tarde, a vítima era morta.
Não é à toa que a legislação avança, mas a cultura machista que ampara a violência contra a mulher não arrefece. Trata-se aqui de duas manifestações diversas, embora conjugadas. Apesar de a letra fria da Lei prever todo tipo de sanção contra os agressores, essa é também uma questão de educação, sem solução de curto prazo.