Abatedouro clandestino é fechado em Itabaiana

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AÇÃO DA ADEMA FECHOU O ABATEDOURO
AÇÃO DA ADEMA FECHOU O ABATEDOURO

O abatedouro funcionava na área rural do município
O abatedouro funcionava na área rural do município

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Publicada em 20/08/2019 às 06:07:00

 

Milton Alves Júnior
Na manhã de ontem 
técnicos da Admi-
nistração Estadual do Meio Ambiente de Aracaju (Adema), identificaram um abate clandestino no povoado Congo, município de Itabaiana. Com base em denúncias os peritos chegaram ao local ainda no início da manhã quando flagraram ampla quantidade de carne sendo divididas em ambientes sem o mínimo de condições higiênicas. Ainda de acordo com a Adema, no local foram encontrados uma balança digital, facas, machados e ganchos para pendurar as carnes. O órgão Estadual atuou em conjunto com o Ministério Público Estadual (MPE/SE), que recebeu inicialmente as denúncias.
Informações apresentadas aos fiscais durante a vistoria indicam que as carnes eram divididas e repassadas para açougues e feirantes que costumam realizar o comércio desses alimentos em Itabaiana. Os órgãos fiscalizadores seguem investigando este tipo de conduta na região a fim de identificar outros pontos clandestinos de abate, bem como desde quando o serviço é realizado sem o devido alvará de funcionamento. Os proprietários do sítio foram notificados e responderão administrativamente e criminalmente. As carnes apreendidas foram doadas ao Parque dos Falcões para alimentação das aves de rapina.
Por telefone ao JORNAL DO DIA, um dos moradores da comunidade - que optou por não ter a respectiva identidade revelada - confessou que esse tipo de atividade trabalhista ocorre em vários pontos da cidade e de municípios vizinhos. O fluxo funcional, segundo o denunciante, foi ampliado, em especial, depois que o matadouro municipal de Itabaiana foi fechado pelo próprio poder público após identificar irregularidades administrativas e operacionais. O abate de animais em casas afastadas do centro comercial serviu como uma espécie de atividade temporária enquanto o matadouro permanece com as atividades suspensas.
 "[Os marchantes] não tinham para onde ir, a reabertura do matadouro estava incerta, o desespero pela falta de dinheiro começou a causar problemas e muitos estão trabalhando de casa. Eles sabem que se a fiscalizar pegar vai dar nisso aí [notificações], mas vão fazer o quê se não tem emprego à vontade para todo mundo. Morrer de fome e ver os filhos chorando por comida é que não irão", disse. No último dia 30 de julho a Administração Estadual do Meio Ambiente realizou uma nova vistoria nas dependências do matadouro de Itabaiana. A visita foi realizada para apontar as adequações necessárias para que a Licença de Operação seja expedida. O Ministério Público Estadual também participou do monitoramento.

Milton Alves Júnior

Na manhã de ontem  técnicos da Admi- nistração Estadual do Meio Ambiente de Aracaju (Adema), identificaram um abate clandestino no povoado Congo, município de Itabaiana. Com base em denúncias os peritos chegaram ao local ainda no início da manhã quando flagraram ampla quantidade de carne sendo divididas em ambientes sem o mínimo de condições higiênicas. Ainda de acordo com a Adema, no local foram encontrados uma balança digital, facas, machados e ganchos para pendurar as carnes. O órgão Estadual atuou em conjunto com o Ministério Público Estadual (MPE/SE), que recebeu inicialmente as denúncias.
Informações apresentadas aos fiscais durante a vistoria indicam que as carnes eram divididas e repassadas para açougues e feirantes que costumam realizar o comércio desses alimentos em Itabaiana. Os órgãos fiscalizadores seguem investigando este tipo de conduta na região a fim de identificar outros pontos clandestinos de abate, bem como desde quando o serviço é realizado sem o devido alvará de funcionamento. Os proprietários do sítio foram notificados e responderão administrativamente e criminalmente. As carnes apreendidas foram doadas ao Parque dos Falcões para alimentação das aves de rapina.
Por telefone ao JORNAL DO DIA, um dos moradores da comunidade - que optou por não ter a respectiva identidade revelada - confessou que esse tipo de atividade trabalhista ocorre em vários pontos da cidade e de municípios vizinhos. O fluxo funcional, segundo o denunciante, foi ampliado, em especial, depois que o matadouro municipal de Itabaiana foi fechado pelo próprio poder público após identificar irregularidades administrativas e operacionais. O abate de animais em casas afastadas do centro comercial serviu como uma espécie de atividade temporária enquanto o matadouro permanece com as atividades suspensas.
 "[Os marchantes] não tinham para onde ir, a reabertura do matadouro estava incerta, o desespero pela falta de dinheiro começou a causar problemas e muitos estão trabalhando de casa. Eles sabem que se a fiscalizar pegar vai dar nisso aí [notificações], mas vão fazer o quê se não tem emprego à vontade para todo mundo. Morrer de fome e ver os filhos chorando por comida é que não irão", disse. No último dia 30 de julho a Administração Estadual do Meio Ambiente realizou uma nova vistoria nas dependências do matadouro de Itabaiana. A visita foi realizada para apontar as adequações necessárias para que a Licença de Operação seja expedida. O Ministério Público Estadual também participou do monitoramento.