Bolsonaro exige apoio dos governadores do NE

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
O presidente da Câmara Municipal, Nitinho Vitale (PSD), assume no final da manhã de hoje, pela segunda vez, o comando do município de Aracaju em razão da viagem de cinco dias do prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) para interesse particular. Na Câmara, assum
O presidente da Câmara Municipal, Nitinho Vitale (PSD), assume no final da manhã de hoje, pela segunda vez, o comando do município de Aracaju em razão da viagem de cinco dias do prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) para interesse particular. Na Câmara, assum

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 06/08/2019 às 23:36:00

 

Depois de se referir aos governadores do 
Nordeste como "paraíba" e que o do Ma
ranhão era o pior deles, devendo não ter recursos liberados do governo federal, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) declarou,  nessa última segunda-feira, que só fará o repasse institucional de verbas ao Nordeste se os gestores do Executivo se alinharem e divulgarem que apoiam seu governo. 
Segundo o Uol, Bolsonaro chegou a afirmar "o que eu quero desses respectivos governadores: não vou negar nada para esses estados, mas se eles quiserem realmente que isso tudo seja atendido, eles vão ter que falar que estão trabalhando com o presidente Jair Bolsonaro. Caso contrário, eu não vou ter conversas com eles, vamos divulgar obras junto a prefeituras".
A matéria ainda mostra que "a Caixa Econômica Federal reduziu a concessão de novos empréstimos para o Nordeste neste ano. Em 2019, até julho, o banco autorizou novos empréstimos no valor de R$ 4 bilhões para governadores e prefeitos de todo o país. Para o Nordeste, foram fechadas menos de dez operações, que juntas totalizavam, naquela data, R$ 89 milhões, ou cerca de 2,2% do total --volume muito menor do que em anos anteriores."
Bolsonaro vê os governadores da região Nordeste como o principal núcleo de oposição ao seu governo de extrema-direita. Isso porque perdeu as eleições em todos os nove estados da região, inclusive, Sergipe, cujo governador eleito Belivaldo Chagas (PSD) apoiou Fernando Haddad (PT).
Trocando em miúdos, truculento como é, o presidente não vai facilitar em nada a vida dos governadores do Nordeste, que estão sofrendo com a crise econômica do país e o déficit da previdência. Deve dificultar o atendimento dos seus pleitos. 
Em 9 de maio passado, os governadores nordestinos, após reunião em Brasília, entregaram ao presidente uma carta com os pleitos contendo dois eixos principais: educação e infraestrutura.  
Solicitaram cronograma para a renovação e ampliação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb); criação de um grupo de trabalho para negociação em razão de condenações judiciais sobre diferenças do Fundef devidas pela União aos Estados; revisão dos cortes anunciado nas universidades e institutos federais e a retomada de obras para aceleração do crescimento econômico e a geração de emprego e renda.
Pelo andar da carruagem, esses pleitos não vão ser acatados. A menos que os governadores do Nordeste se tornem submissos ao todo poderoso ocupante número um do Palácio do Planalto.
Agora é só aguardar essa queda de braço do presidente com os chefes do Executivo do Nordeste, onde só quem perde é o povo, como sempre.

Depois de se referir aos governadores do  Nordeste como "paraíba" e que o do Ma ranhão era o pior deles, devendo não ter recursos liberados do governo federal, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) declarou,  nessa última segunda-feira, que só fará o repasse institucional de verbas ao Nordeste se os gestores do Executivo se alinharem e divulgarem que apoiam seu governo. 
Segundo o Uol, Bolsonaro chegou a afirmar "o que eu quero desses respectivos governadores: não vou negar nada para esses estados, mas se eles quiserem realmente que isso tudo seja atendido, eles vão ter que falar que estão trabalhando com o presidente Jair Bolsonaro. Caso contrário, eu não vou ter conversas com eles, vamos divulgar obras junto a prefeituras".
A matéria ainda mostra que "a Caixa Econômica Federal reduziu a concessão de novos empréstimos para o Nordeste neste ano. Em 2019, até julho, o banco autorizou novos empréstimos no valor de R$ 4 bilhões para governadores e prefeitos de todo o país. Para o Nordeste, foram fechadas menos de dez operações, que juntas totalizavam, naquela data, R$ 89 milhões, ou cerca de 2,2% do total --volume muito menor do que em anos anteriores."
Bolsonaro vê os governadores da região Nordeste como o principal núcleo de oposição ao seu governo de extrema-direita. Isso porque perdeu as eleições em todos os nove estados da região, inclusive, Sergipe, cujo governador eleito Belivaldo Chagas (PSD) apoiou Fernando Haddad (PT).
Trocando em miúdos, truculento como é, o presidente não vai facilitar em nada a vida dos governadores do Nordeste, que estão sofrendo com a crise econômica do país e o déficit da previdência. Deve dificultar o atendimento dos seus pleitos. 
Em 9 de maio passado, os governadores nordestinos, após reunião em Brasília, entregaram ao presidente uma carta com os pleitos contendo dois eixos principais: educação e infraestrutura.  
Solicitaram cronograma para a renovação e ampliação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb); criação de um grupo de trabalho para negociação em razão de condenações judiciais sobre diferenças do Fundef devidas pela União aos Estados; revisão dos cortes anunciado nas universidades e institutos federais e a retomada de obras para aceleração do crescimento econômico e a geração de emprego e renda.
Pelo andar da carruagem, esses pleitos não vão ser acatados. A menos que os governadores do Nordeste se tornem submissos ao todo poderoso ocupante número um do Palácio do Planalto.
Agora é só aguardar essa queda de braço do presidente com os chefes do Executivo do Nordeste, onde só quem perde é o povo, como sempre.

A luta continua 1

Reunidos ontem em Brasília, um dia depois dessas novas declarações do presidente Jair Bolsonaro, os governadores do Nordeste e demais unidades da federação decidiram apoiar a Proposta de Emenda à Constituição "paralela" à Reforma da Previdência que cria novas regras previdenciárias para estados e municípios cujo texto deve ser relatado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). 

A luta continua 2

Uma carta formalizando a decisão tomada pelo Fórum Nacional de Governadores foi entregue ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O documento traz a ressalva de que governadores de partidos de esquerda não concordam com alterações em pontos como o Benefício de Prestação Continuada (BCP) e a aposentadoria rural.

Luz no fim do túnel

Davi Alcolumbre prometeu a governadores que vai acelerar a PEC que deve incluir os estados na reforma da Previdência. Disse que há possibilidade de aprovar essa PEC paralela no prazo de 15 dias no Senado Federal.

Registro

O desejo de alguns governadores, inclusive de Belivaldo Chagas (PSD), era de que a inclusão de estados e municípios na reforma da Previdência ocorresse de forma imediata.  Mas a Câmara dos Deputados deixou de fora estados e municípios do texto da reforma, já aprovado em 1º turno na Casa e devendo ser aprovado hoje em 2º turno para que siga para o Senado.

Não foi

Belivaldo não compareceu ontem a reunião dos governadores, como a coluna tinha antecipado, mediante reuniões em São Paulo com representantes das companhias aéreas Gol e Azul para reivindicar novos voos para Aracaju, após ter baixado o ICMS de querosene para aviação. O representou na reunião o chefe do escritório de representação do Governo de Sergipe em Brasília, Dernival Neto.  

PRB x Edvaldo 1

O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) conversou ontem com o presidente estadual do PRB, ex-deputado federal Jony Marcos, e com o presidente municipal do PRB, pastor Eduardo Lima. Foi o primeiro encontro após saída do partido da gestão municipal.

PRB x Edvaldo 2

Segundo Jony, a conversa foi informal. "Fizemos um balanço das dificuldades do processo eleitoral 2018, quando o partido deixou a base do governo para apoiar Eduardo Amorim (PSDB) e também perdeu espaço na administração municipal, quando tinha a SMTT", disse à coluna.

PRB x Edvaldo 3

Revelou que o prefeito mostrou a dificuldade política pelo fato do PRB não ter ficado no agrupamento e apoiado Belivaldo Chagas em 2018, que acabou tendo impacto na sua relação com o partido. Mas destacou que gostaria que a legenda permanecesse no agrupamento.

PRB x Edvaldo 4

Jony disse ser compreensível as ponderações do prefeito, mas lembrou que seu partido o apoiou em 2016, assim como o Padre Inaldo em Nossa Senhora do Socorro. E que não acha justo eles terem carregado a bandeira dele durante a campanha e estarem de fora hoje da sua administração, quando o deputado federal Laércio Oliveira (PP), que não esteve em seu palanque, integra a gestão municipal. 

PRB x Edvaldo 5

"Quem tem mais direito de participar da gestão de Edvaldo é o PRB. Acho justo voltarmos com um espaço significativo", afirmou, enfatizando que para o PRB está aliado a Edvaldo tem de está inserido no governo. 

PRB x Edvaldo 6

Garante o ex-deputado federal que no encontro ontem com o prefeito o PRB não pediu nada e o prefeito não ofereceu nada, havendo uma disposição para continuarem conversando. "Agora vou levar as informações sobre a nossa conversa para o partido e vermos qual posição adotarmos", disse Jony, enfatizando que na sexta-feira passada teve uma conversa com o governador Belivaldo, que o mandou tentar se entender politicamente com o prefeito.

Governo desafinado 1

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) deram declarações divergentes sobre a privatização dos Correios, na manhã de ontem. As falas contrárias aconteceram em um intervalo de meia hora, em eventos diferentes. 

Governo desafinado 2

O ministro disse, em audiência na Câmara, que não há "nenhum procedimento de desestatização ou privatização da empresa pública". A declaração aconteceu por volta de 10h20. Já Bolsonaro, pouco antes das 11h, em evento em São Paulo, disse "vamos privatizar os Correios". 

Na Câmara

O deputado federal Valdevan Noventa (PSC) foi normalmente ontem à Câmara dos Deputados, mesmo sabendo da possibilidade da juíza titular da 2ª Zona Eleitoral de Aracaju, Soraia Gonçalves de Melo, expedir mandado de prisão preventiva contra ele, como ocorreu no início da tarde.  O parlamentar esteve em plenário e no gabinete da Presidência da Casa.

Em Brasília

Segundo o advogado Evaldo Campos, o deputado vai se apresentar à Polícia Federal em Brasília, o que não tinha ocorrido ainda até o fechamento ontem da coluna, às 20h30. Revelou que já entrou com medidas em Brasília e entrará em Sergipe para a liberdade do deputado.

Já presos

Como também foram expedidos mandados de prisão preventiva contra os assessores de Valdevan: Evilázio Ribeiro da Cruz e João Henrique Alves dos Santos, e prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica para  Karina dos Santos Liberal, por ter filhos menores, os três se apresentaram ontem à tarde na Polícia Federal. Evilázio e João Henrique foram encaminhados para 2ª Delegacia Metropolitana e hoje devem ir para o presídio.

A condenação

O novo pedido de prisão expedido pela juíza eleitoral ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter notificado o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SE) sobre decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Melo, determinando que o parlamentar voltasse a usar tornozeleira eletrônica, se apresentasse à Polícia Federal e retornasse a Sergipe. Valdevan Noventa é acusado de prática de crime eleitoral por doações ilegais para a campanha eleitoral de 2018. 

Veja essa ..

Do senador Humberto Costa (PT-PE), ontem, no Twitter, rebatendo o presidente Bolsonaro, que disparou novos ataques contra os chefes do Executivo da região nordestina: "Não são os governadores do Nordeste que agem com preconceito. Não são os governadores do Nordeste que têm cortado investimento por razões políticas. Os governadores do Nordeste não são cretinos. O presidente da República, sim".

Curtas

Levantamento feito pelo Congresso em Foco, em parceria com o Instituto OPS, mostra que apenas 54 dos 513 deputados federais registraram presença em todas as sessões deliberativas realizadas no plenário no primeiro semestre deste ano. Entre eles estão dois de Sergipe: Fabio Henrique (PDT) e João Daniel (PT).

A coligação da candidata a prefeita de Riachão do Dantas, Simone Andrade (PCdoB), saiu ontem com nota de repúdio contra dois jornalistas por atribuírem à candidata práticas ilícitas na campanha. Diz que todos os atos estão dentro da legalidade, não existindo showmícios e nem transportes irregulares para os atos.

A nota finaliza dizendo que os jornalistas devem observar a legislação eleitoral e dar tratamento igualitário às candidaturas sem causar prejuízos. E que pelas acusações "desesperadas, caluniadoras e infundadas" serão tomadas as providencias jurídicas para responsabilizá-los.  

Além de discutir ontem, em Brasília, no Fórum de Governadores, a reforma da Previdência, os chefes do Executivo e representantes discutiram a reforma Tributária e a Lei Kandir.