Homem que matou esposa a machadadas é condenado a 23 anos

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Publicada em 06/08/2019 às 23:15:00

 

O Tribunal do Júri da Comarca de Malhador (Agreste) condenou ontem à tarde o réu José Edivaldo dos Santos Santana, o "Neguinho", que confessou ter assassinado a própria esposa Marja Etiane Carvalho Gonçalves, com cinco golpes de machado na cabeça. O crime aconteceu em 9 de dezembro de 2017, no Povoado Campo Grande, em Moita Bonita, onde o casal morava. Edivaldo foi considerado culpado pelo crime de feminicídio majorado em situação de violência doméstica. A juíza Patrícia Cunha Paz, que presidiu o julgamento, fixou a pena final em 23 anos, sete meses e 15 dias de prisão, a serem cumpridos em regime fechado. 
Etiane foi morta durante uma briga com 'Neguinho', que teriam discutido por questões financeiras. Segundo a denúncia do Ministério Público, o réu primeiro ofendeu a companheira e, em seguida, derrubou-a no chão e desferiu os golpes de machado contra a vítima, sem oferecer qualquer chance de defesa. A acusação ainda destacou o resultado do laudo cadavérico do Instituto Médico-Legal (IML), que apontou, como causas da morte, traumatismo craniano e laceração cerebral.
Outro fator que agravou a pena do acusado foi o fato de a vítima estar grávida, com aproximadamente 17 semanas de gestação, e que era de conhecimento do réu. Consta também que, após cometer o crime, Edivaldo teria obrigado o filho de oito anos a ver o corpo da mãe, estendido no chão. A defesa manteve a confissão do réu, mas pediu a redução da pena, alegando que ele é réu primário, admitiu o crime e colaborou com as investigações da polícia. 
"Analisando-se o grau de culpabilidade, verifico que o réu agiu com elevado grau de censura, tendo em vista que atingiu a vítima com cinco golpes de machado, além de tê-la ameaçado reiteradas vezes antes da ultimação do crime, do que se depreende sua premeditação", disse a juíza, em sua sentença. A defesa de Edivaldo tem direito a apresentar recurso. (Gabriel Damásio)

O Tribunal do Júri da Comarca de Malhador (Agreste) condenou ontem à tarde o réu José Edivaldo dos Santos Santana, o "Neguinho", que confessou ter assassinado a própria esposa Marja Etiane Carvalho Gonçalves, com cinco golpes de machado na cabeça. O crime aconteceu em 9 de dezembro de 2017, no Povoado Campo Grande, em Moita Bonita, onde o casal morava. Edivaldo foi considerado culpado pelo crime de feminicídio majorado em situação de violência doméstica. A juíza Patrícia Cunha Paz, que presidiu o julgamento, fixou a pena final em 23 anos, sete meses e 15 dias de prisão, a serem cumpridos em regime fechado. 
Etiane foi morta durante uma briga com 'Neguinho', que teriam discutido por questões financeiras. Segundo a denúncia do Ministério Público, o réu primeiro ofendeu a companheira e, em seguida, derrubou-a no chão e desferiu os golpes de machado contra a vítima, sem oferecer qualquer chance de defesa. A acusação ainda destacou o resultado do laudo cadavérico do Instituto Médico-Legal (IML), que apontou, como causas da morte, traumatismo craniano e laceração cerebral.
Outro fator que agravou a pena do acusado foi o fato de a vítima estar grávida, com aproximadamente 17 semanas de gestação, e que era de conhecimento do réu. Consta também que, após cometer o crime, Edivaldo teria obrigado o filho de oito anos a ver o corpo da mãe, estendido no chão. A defesa manteve a confissão do réu, mas pediu a redução da pena, alegando que ele é réu primário, admitiu o crime e colaborou com as investigações da polícia. 
"Analisando-se o grau de culpabilidade, verifico que o réu agiu com elevado grau de censura, tendo em vista que atingiu a vítima com cinco golpes de machado, além de tê-la ameaçado reiteradas vezes antes da ultimação do crime, do que se depreende sua premeditação", disse a juíza, em sua sentença. A defesa de Edivaldo tem direito a apresentar recurso. (Gabriel Damásio)