Castello Branco diz que Petrobras não vai arriscar em investimentos

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Publicada em 03/08/2019 às 15:18:00

 

Cristina Indio do Brasil
Agência Brasil  
O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a empresa não vai se arriscar ao analisar as áreas de atuação para futuros investimentos. De acordo com o plano da companhia, a estratégia inclui a busca de diversificação do portfólio com energias renováveis, entre outros segmentos. "Cada companhia escolhe o que é melhor para ela. Vou fazer o que acho que é melhor para os nossos acionistas. Todos os diretores estão remando no mesmo barco e na mesma direção do mesmo rio", disse sexta-feira (2) em entrevista acompanhado de diretores da empresa para comentar os resultados do segundo trimestre de 2019, divulgados  quinta-feira (1º). 
Castello Branco destacou que as companhias concorrentes da Petrobras, há dez anos reduziram investimentos em refinarias e venderam cerca de 89 delas neste período. Na visão dele, o investimento em renováveis ficará no campo de desenvolvimento de pesquisas e não em operações, porque envolve competências diferentes no negócio de petróleo e gás. "Para entrar nesse jogo temos que entrar para ganhar, não entrar açodadamente. Só porque os outros estão fazendo, a gente vai fazer e perder dinheiro. Nós não queremos. É proibido perder dinheiro", disse.
De acordo com o presidente, no balanço, a empresa procurou aplicar o maior nível de transparência possível sobre o seu desempenho financeiro e as metas do que pretende realizar. Segundo Catello Branco, no fim deste ano será possível observar as mudanças que foram realizadas e as que levarão mais tempo. 
"Pretendemos chegar a 2022 com uma empresa mais forte, mais saudável, focada em ativos de classe mundial e alto retorno", disse. "Precisamos do serviço de logística, mas não precisamos se donos dos serviços de logística. Esse é o perfil da Petrobras. Estamos vendendo os ativos em que não somos donos naturais. Estamos resolvendo pendências do passado, um exemplo disso são as operações de distribuição de gás no Uruguai, o que nos levou a perder dinheiro por anos e anos".
Segundo o balanço divulgado ontem, no segundo trimestre de 2019, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 18,866 bilhões , resultado que representa 4,6 vezes o lucro líquido do trimestre anterior e é um recorde histórico para a companhia. A empresa apontou como um dos principais fatores do desempenho a conclusão da venda de 90% da sua participação na Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), no valor de R$ 33,5 bilhões. 
Desse total, R$ 2 bilhões foram destinados à liquidação da dívida da transportadora com o BNDES. Além disso, a petroleira apontou como influências no resultado o aumento das cotações internacionais do petróleo e a valorização do dólar frente ao real.
Desinvestimentos - Segundo o presidente, a questão da venda de ativos, além de contribuir para a redução da dívida, se relaciona com a gestão de portfólio. Até o fim de julho deste ano, os desinvestimentos alcançaram US$ 15,1 bilhões, tendo a venda da participação na TAG, como a transação de maior valor. 
Para Castello Branco, não é possível prever o quanto a companhia vai conseguir no fechamento do ano com a venda de ativos, porque depende do mercado. "Temos um longo programa de desinvestimentos. É muito importante não só para a desalavancagem financeira. A companhia ainda é excessivamente endividada e também para melhorar a alocação de capital. Esses são dois pilares estratégicos", disse.
Embora considere o endividamento da companhia ainda muito elevado, Castello Branco, ponderou que houve mudança no perfil da dívida que passou a ser mais longo, com prazo médio de 10 anos. "Isso é muito bom, mas estamos ainda muito expostos e isso não é recomendável para uma companhia com as nossas características", apontou.
Para a diretora Financeira e de Relacionamento com Investidores, Andrea Almeida, com os desinvestimentos, geração de caixa e redução de custos previstos, a companhia tem condição de cumprir a previsão para a redução da dívida. Na visão dela, se confirmando este cenário e com a melhora da economia brasileira, a Petrobras poderá conquistar grau de investimento.
"Alguns investidores do mercado internacional poderem investir em empresas é preciso ter este selo, que é o selo de qualidade de crédito melhor. A gente tem esse objetivo e acredita que esse nível de alavancagem também vai levar a Petrobras para esse patamar, que é o que a empresa deve estar", disse, completando, que a conquista do grau de investimento não depende apenas do trabalho da companhia. A avaliação é feita por agências internacionais de risco.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a empresa não vai se arriscar ao analisar as áreas de atuação para futuros investimentos. De acordo com o plano da companhia, a estratégia inclui a busca de diversificação do portfólio com energias renováveis, entre outros segmentos. "Cada companhia escolhe o que é melhor para ela. Vou fazer o que acho que é melhor para os nossos acionistas. Todos os diretores estão remando no mesmo barco e na mesma direção do mesmo rio", disse sexta-feira (2) em entrevista acompanhado de diretores da empresa para comentar os resultados do segundo trimestre de 2019, divulgados  quinta-feira (1º). 
Castello Branco destacou que as companhias concorrentes da Petrobras, há dez anos reduziram investimentos em refinarias e venderam cerca de 89 delas neste período. Na visão dele, o investimento em renováveis ficará no campo de desenvolvimento de pesquisas e não em operações, porque envolve competências diferentes no negócio de petróleo e gás. "Para entrar nesse jogo temos que entrar para ganhar, não entrar açodadamente. Só porque os outros estão fazendo, a gente vai fazer e perder dinheiro. Nós não queremos. É proibido perder dinheiro", disse.
De acordo com o presidente, no balanço, a empresa procurou aplicar o maior nível de transparência possível sobre o seu desempenho financeiro e as metas do que pretende realizar. Segundo Catello Branco, no fim deste ano será possível observar as mudanças que foram realizadas e as que levarão mais tempo. 
"Pretendemos chegar a 2022 com uma empresa mais forte, mais saudável, focada em ativos de classe mundial e alto retorno", disse. "Precisamos do serviço de logística, mas não precisamos se donos dos serviços de logística. Esse é o perfil da Petrobras. Estamos vendendo os ativos em que não somos donos naturais. Estamos resolvendo pendências do passado, um exemplo disso são as operações de distribuição de gás no Uruguai, o que nos levou a perder dinheiro por anos e anos".
Segundo o balanço divulgado ontem, no segundo trimestre de 2019, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 18,866 bilhões , resultado que representa 4,6 vezes o lucro líquido do trimestre anterior e é um recorde histórico para a companhia. A empresa apontou como um dos principais fatores do desempenho a conclusão da venda de 90% da sua participação na Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), no valor de R$ 33,5 bilhões. 
Desse total, R$ 2 bilhões foram destinados à liquidação da dívida da transportadora com o BNDES. Além disso, a petroleira apontou como influências no resultado o aumento das cotações internacionais do petróleo e a valorização do dólar frente ao real.

Desinvestimentos - Segundo o presidente, a questão da venda de ativos, além de contribuir para a redução da dívida, se relaciona com a gestão de portfólio. Até o fim de julho deste ano, os desinvestimentos alcançaram US$ 15,1 bilhões, tendo a venda da participação na TAG, como a transação de maior valor. 
Para Castello Branco, não é possível prever o quanto a companhia vai conseguir no fechamento do ano com a venda de ativos, porque depende do mercado. "Temos um longo programa de desinvestimentos. É muito importante não só para a desalavancagem financeira. A companhia ainda é excessivamente endividada e também para melhorar a alocação de capital. Esses são dois pilares estratégicos", disse.
Embora considere o endividamento da companhia ainda muito elevado, Castello Branco, ponderou que houve mudança no perfil da dívida que passou a ser mais longo, com prazo médio de 10 anos. "Isso é muito bom, mas estamos ainda muito expostos e isso não é recomendável para uma companhia com as nossas características", apontou.
Para a diretora Financeira e de Relacionamento com Investidores, Andrea Almeida, com os desinvestimentos, geração de caixa e redução de custos previstos, a companhia tem condição de cumprir a previsão para a redução da dívida. Na visão dela, se confirmando este cenário e com a melhora da economia brasileira, a Petrobras poderá conquistar grau de investimento.
"Alguns investidores do mercado internacional poderem investir em empresas é preciso ter este selo, que é o selo de qualidade de crédito melhor. A gente tem esse objetivo e acredita que esse nível de alavancagem também vai levar a Petrobras para esse patamar, que é o que a empresa deve estar", disse, completando, que a conquista do grau de investimento não depende apenas do trabalho da companhia. A avaliação é feita por agências internacionais de risco.