Ranking revela disparidade de salários do TJSE

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Publicada em 03/08/2019 às 15:11:00

 

Está marcada para o próximo dia 12 de agosto uma nova reunião de negociação entre os servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e o presidente do órgão, desembargador Osório de Araújo Ramos Filho. Em pauta, a possibilidade de reajuste salarial para a categoria, que reclama da disparidade salarial existente hoje entre os servidores e os juízes e desembargadores. Um ranking elaborado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Sergipe (Sindijus) mostra que ainda há, em todo o país, uma grande distância entre os salários e vantagens recebidas mensalmente pelas categorias. 
O levantamento do Sindijus, obtido pelo JORNAL DO DIA, foi feito a partir de dados dos portais de transparência de todos os Tribunais de Justiça dos estados. Nas 27 cortes, os desembargadores recebem um subsídio mensal de R$ 35.462. Já para os juízes de primeira instância, o subsídio pago pelo TJSE é de R$ 30.404, ficando atrás apenas dos estados do Espirito Santo, Amazonas, Rio de Janeiro e Distrito Federal. E os nomeados para cargos comissionados na instituição ganham atualmente R$ 15.756,81, tendo o 17º salário da categoria entre todos os TJs. 
Por outro lado, os servidores efetivos permanecem com salários considerados muito baixos, em relação até aos outros estados. No TJSE, um servidor de nível básico recebe um vencimento-base de R$ 1.912,32, ficando em 18º lugar no ranking. O primeiro lugar da faixa é o Paraná, com R$ 3.619,95. Entre os efetivos de nível médio, o salário pago em Sergipe é o 21º do país, com R$ 3.091,93. Os paranaenses também lideram, com R$ 6.757,80. E os efetivos de nível superior recebem R$ 5.073,73 por mês em Sergipe, ficando em 19º lugar na lista, que é liderada pelo TJ do Tocantins, onde os servidores da faixa ganham R$ 9.324,73. 
Os salários dos servidores são complementados com auxílios de saúde e alimentação. O auxílio-saúde pago em Sergipe varia entre R$ 714,49 e R$ 1.600,00, o que posiciona o estado em primeiro na lista dos outros TJs. Já o auxílio-alimentação do TJSE é o 11º do país, com R$ 1.020,90. O maior é o do Amazonas, com R$ 1.761,20. Há ainda o auxílio-creche, para servidores que têm filhos em idade escolar, que não é pago em Sergipe e outros 14 estados - três TJs prestam diretamente o serviço: Maranhão, Paraná e Tocantins. Entre os que pagam, o maior benefício é o do Rio de Janeiro, com R$ 1.193,36. 
"A disparidade entre os salários ainda é muito grande. Se por um lado, os juízes e desembargadores ficam em primeiro lugar, ganhando o teto do serviço público, nós servidores continuamos entre os piores salários entre os tribunais estaduais. Há um sentimento geral de desvalorização entre a categoria. Falta a percepção de que não é só os juízes e magistrados que fazem o melhor no Judiciário. São os servidores que materializam as decisões tomadas, garantindo o cumprimento delas, que produzem as ações e atendem à população. Quando os servidores trabalham com dedicação, eles garantem a agilidade e a eficiência do Judiciário, que ainda é lento em todo o país, mas é mais rápida e eficiente aqui em Sergipe", disse o diretor de finanças do Sindijus, Alexandre Rollemberg. 
Ele se referiu à recente classificação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a eficiência e rapidez dos Tribunais de Justiça da União e dos Estados. No fim de 2018, o TJSE recebeu o Selo Diamante, por ter alcançado os melhores resultados no cumprimento de metas e a excelência da gestão da informação e na qualidade da prestação jurisdicional. "Se o Tribunal de Justiça de Sergipe está entre os melhores do país e os magistrados estão entre os primeiros, é justo que nós servidores tenhamos o mesmo reconhecimento, tendo as melhores remunerações, porque esses resultados tem a nossa colaboração", reivindica Alexandre.  
O último reajuste concedido no TJSE, e aprovado em dezembro do ano passado pela Assembleia Legislativa, foi de 16,3% para os juízes e de 3,4% para os servidores. Em fevereiro, com a posse de Osório Ramos Filho na presidência do Tribunal, o Sindijus apresentou uma pauta de negociação, pedindo a concessão do mesmo reajuste de 16,3% para a categoria. Duas reuniões chegaram a acontecer e o diálogo entre as partes é considerado bom, mas o TJSE ainda apresentará uma contraproposta. "Estamos dialogando com a gestão para que sejam implementaras ações que diminuam as desigualdades salariais e valorizem a carreira dos trabalhadores do judiciário sergipano, que recebem um dos piores salários entre os tribunais de justiça do país", conclui Rollemberg. 

Está marcada para o próximo dia 12 de agosto uma nova reunião de negociação entre os servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e o presidente do órgão, desembargador Osório de Araújo Ramos Filho. Em pauta, a possibilidade de reajuste salarial para a categoria, que reclama da disparidade salarial existente hoje entre os servidores e os juízes e desembargadores. Um ranking elaborado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Sergipe (Sindijus) mostra que ainda há, em todo o país, uma grande distância entre os salários e vantagens recebidas mensalmente pelas categorias. 
O levantamento do Sindijus, obtido pelo JORNAL DO DIA, foi feito a partir de dados dos portais de transparência de todos os Tribunais de Justiça dos estados. Nas 27 cortes, os desembargadores recebem um subsídio mensal de R$ 35.462. Já para os juízes de primeira instância, o subsídio pago pelo TJSE é de R$ 30.404, ficando atrás apenas dos estados do Espirito Santo, Amazonas, Rio de Janeiro e Distrito Federal. E os nomeados para cargos comissionados na instituição ganham atualmente R$ 15.756,81, tendo o 17º salário da categoria entre todos os TJs. 
Por outro lado, os servidores efetivos permanecem com salários considerados muito baixos, em relação até aos outros estados. No TJSE, um servidor de nível básico recebe um vencimento-base de R$ 1.912,32, ficando em 18º lugar no ranking. O primeiro lugar da faixa é o Paraná, com R$ 3.619,95. Entre os efetivos de nível médio, o salário pago em Sergipe é o 21º do país, com R$ 3.091,93. Os paranaenses também lideram, com R$ 6.757,80. E os efetivos de nível superior recebem R$ 5.073,73 por mês em Sergipe, ficando em 19º lugar na lista, que é liderada pelo TJ do Tocantins, onde os servidores da faixa ganham R$ 9.324,73. 
Os salários dos servidores são complementados com auxílios de saúde e alimentação. O auxílio-saúde pago em Sergipe varia entre R$ 714,49 e R$ 1.600,00, o que posiciona o estado em primeiro na lista dos outros TJs. Já o auxílio-alimentação do TJSE é o 11º do país, com R$ 1.020,90. O maior é o do Amazonas, com R$ 1.761,20. Há ainda o auxílio-creche, para servidores que têm filhos em idade escolar, que não é pago em Sergipe e outros 14 estados - três TJs prestam diretamente o serviço: Maranhão, Paraná e Tocantins. Entre os que pagam, o maior benefício é o do Rio de Janeiro, com R$ 1.193,36. 
"A disparidade entre os salários ainda é muito grande. Se por um lado, os juízes e desembargadores ficam em primeiro lugar, ganhando o teto do serviço público, nós servidores continuamos entre os piores salários entre os tribunais estaduais. Há um sentimento geral de desvalorização entre a categoria. Falta a percepção de que não é só os juízes e magistrados que fazem o melhor no Judiciário. São os servidores que materializam as decisões tomadas, garantindo o cumprimento delas, que produzem as ações e atendem à população. Quando os servidores trabalham com dedicação, eles garantem a agilidade e a eficiência do Judiciário, que ainda é lento em todo o país, mas é mais rápida e eficiente aqui em Sergipe", disse o diretor de finanças do Sindijus, Alexandre Rollemberg. 
Ele se referiu à recente classificação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a eficiência e rapidez dos Tribunais de Justiça da União e dos Estados. No fim de 2018, o TJSE recebeu o Selo Diamante, por ter alcançado os melhores resultados no cumprimento de metas e a excelência da gestão da informação e na qualidade da prestação jurisdicional. "Se o Tribunal de Justiça de Sergipe está entre os melhores do país e os magistrados estão entre os primeiros, é justo que nós servidores tenhamos o mesmo reconhecimento, tendo as melhores remunerações, porque esses resultados tem a nossa colaboração", reivindica Alexandre.  
O último reajuste concedido no TJSE, e aprovado em dezembro do ano passado pela Assembleia Legislativa, foi de 16,3% para os juízes e de 3,4% para os servidores. Em fevereiro, com a posse de Osório Ramos Filho na presidência do Tribunal, o Sindijus apresentou uma pauta de negociação, pedindo a concessão do mesmo reajuste de 16,3% para a categoria. Duas reuniões chegaram a acontecer e o diálogo entre as partes é considerado bom, mas o TJSE ainda apresentará uma contraproposta. "Estamos dialogando com a gestão para que sejam implementaras ações que diminuam as desigualdades salariais e valorizem a carreira dos trabalhadores do judiciário sergipano, que recebem um dos piores salários entre os tribunais de justiça do país", conclui Rollemberg.