TCE rejeita contas anuais de ex-prefeitos de Lagarto, Boquim e Arauá

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Publicada em 29/07/2019 às 23:20:00

 

O Tribunal de Contas 
do Estado (TCE/SE) 
emitiu pareceres prévios pela rejeição de contas anuais das prefeituras de Lagarto, Boquim e Arauá, sendo as duas primeiras referentes ao ano de 2014, e, a última, a 2013. As decisões decorrem de julgamentos ocorridos no Pleno da última quinta-feira, 25, e têm em comum a constatação de que houve gastos excessivos com pessoal nessas gestões. 
Os três processos foram relatados pela conselheira Angélica Guimarães, que, em seus votos, acompanhou os pareceres da 6ª Coordenadoria de Controle e Inspeção (CCI) e do Ministério Público de Contas, no sentido de recomendar a rejeição das Contas Anuais - conforme previsão Constitucional, compete às câmaras municipais o julgamento das contas de gestão dos prefeitos.
De acordo com os relatórios técnicos do Tribunal, nos períodos em análise, os municípios de Lagarto, Boquim e Arauá apresentaram gastos com pessoal nos patamares de 61,23%, 69,01% e 61,73%, respectivamente, quando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece, nesta situação, o máximo de 54%.
Lagarto - O processo referente ao município de Lagarto, alusivo ao ano de 2014, tem como responsável o ex-prefeito José Wilame de Fraga. Conforme relatório do Tribunal, naquele ano, o excesso do limite legal com gasto de pessoal foi verificado mesmo após emissão do "termo de alerta" de responsabilidade fiscal de nº 05/2014, dirigido ao município em julho de 2014.
Neste caso, contribuíram ainda para a decisão do TCE a ausência de lastro financeiro para pagamento no exercício seguinte, haja vista a disponibilidade de R$ 12.072.667,20, diante de restos a pagar no montante de R$ 21.048.600,20 (saldo em 31/12/2014); além de déficit financeiro de R$ 13.719.481,99, diante de um ativo de R$ 12.514.808,30 e um passivo financeiro de R$ 26.234.290,29.
Boquim - Referentes ao exercício financeiro de 2014, as contas anuais da Prefeitura de Boquim rejeitadas pelo Tribunal têm como interessado o ex-prefeito Jean Carlos Nascimento Ferreira. Segundo ficou comprovado na análise do corpo técnico do Tribunal, o gasto com pessoal no período também persistiu mesmo após "Termo de Alerta" exarado no decorrer do exercício financeiro.
Arauá - Já as contas da Prefeitura de Arauá, referentes ao exercício 2013, têm como responsável a ex-prefeita Ana Helena Andrade Costa. De acordo com relatório técnico da Corte, no ano seguinte ao analisado a gestão continuou a extrapolar o limite de 54%, uma vez que, apenas no primeiro semestre o percentual deste gasto já tinha alcançado o patamar de 59,55%.

O Tribunal de Contas  do Estado (TCE/SE)  emitiu pareceres prévios pela rejeição de contas anuais das prefeituras de Lagarto, Boquim e Arauá, sendo as duas primeiras referentes ao ano de 2014, e, a última, a 2013. As decisões decorrem de julgamentos ocorridos no Pleno da última quinta-feira, 25, e têm em comum a constatação de que houve gastos excessivos com pessoal nessas gestões. 
Os três processos foram relatados pela conselheira Angélica Guimarães, que, em seus votos, acompanhou os pareceres da 6ª Coordenadoria de Controle e Inspeção (CCI) e do Ministério Público de Contas, no sentido de recomendar a rejeição das Contas Anuais - conforme previsão Constitucional, compete às câmaras municipais o julgamento das contas de gestão dos prefeitos.
De acordo com os relatórios técnicos do Tribunal, nos períodos em análise, os municípios de Lagarto, Boquim e Arauá apresentaram gastos com pessoal nos patamares de 61,23%, 69,01% e 61,73%, respectivamente, quando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece, nesta situação, o máximo de 54%.

Lagarto - O processo referente ao município de Lagarto, alusivo ao ano de 2014, tem como responsável o ex-prefeito José Wilame de Fraga. Conforme relatório do Tribunal, naquele ano, o excesso do limite legal com gasto de pessoal foi verificado mesmo após emissão do "termo de alerta" de responsabilidade fiscal de nº 05/2014, dirigido ao município em julho de 2014.
Neste caso, contribuíram ainda para a decisão do TCE a ausência de lastro financeiro para pagamento no exercício seguinte, haja vista a disponibilidade de R$ 12.072.667,20, diante de restos a pagar no montante de R$ 21.048.600,20 (saldo em 31/12/2014); além de déficit financeiro de R$ 13.719.481,99, diante de um ativo de R$ 12.514.808,30 e um passivo financeiro de R$ 26.234.290,29.

Boquim - Referentes ao exercício financeiro de 2014, as contas anuais da Prefeitura de Boquim rejeitadas pelo Tribunal têm como interessado o ex-prefeito Jean Carlos Nascimento Ferreira. Segundo ficou comprovado na análise do corpo técnico do Tribunal, o gasto com pessoal no período também persistiu mesmo após "Termo de Alerta" exarado no decorrer do exercício financeiro.

Arauá - Já as contas da Prefeitura de Arauá, referentes ao exercício 2013, têm como responsável a ex-prefeita Ana Helena Andrade Costa. De acordo com relatório técnico da Corte, no ano seguinte ao analisado a gestão continuou a extrapolar o limite de 54%, uma vez que, apenas no primeiro semestre o percentual deste gasto já tinha alcançado o patamar de 59,55%.