Sergipe já tem 10 vítimas de feminicídio, diz polícia

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NA PRAÇA FUASTO CARDOSO, NO CENTRO, FORAM COLOCADAS DEZ CRUZES REPRESENTANDO O NÚMERO DE MULHERES ASSASSINADAS ESTE ANO EM SERGIPE
NA PRAÇA FUASTO CARDOSO, NO CENTRO, FORAM COLOCADAS DEZ CRUZES REPRESENTANDO O NÚMERO DE MULHERES ASSASSINADAS ESTE ANO EM SERGIPE

Ato na praça Fausto Cardoso presta homenagem a vítimas do Feminicídio
Ato na praça Fausto Cardoso presta homenagem a vítimas do Feminicídio

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Publicada em 29/07/2019 às 23:16:00

 

Gabriel Damásio
O Dia Estadual de Com-
bate ao Feminicídio 
foi lembrado ontem pela Assembleia Legislativa, que promoveu um ato reunindo autoridades, parlamentares e entidades de defesa dos direitos da mulher. Na oportunidade, chamou-se a atenção para os registros de casos de violência contra a mulher que resultam em mortes. Segundo dados do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), da Polícia Civil, 10 mulheres foram vítimas desse crime, tipificado pela Lei Federal 13.104/15 como o homicídio motivado pela condição do gênero feminino ou em contexto de violência doméstica. 
Destes casos, três ocorreram em Aracaju e os outros foram registrados em Nossa Senhora de Socorro, Estância, Umbaúba, Barra dos Coqueiros, São Cristóvão, Itabaiana e Cristinápolis. O de maior repercussão foi o da vendedora Ana Paula de Jesus Santos, que morreu em maio deste ano, ao ser atingida por marretadas enquanto dormia em sua residência, no conjunto Dom Pedro I (zona oeste da capital). Segundo a polícia, o crime foi cometido pelo marido dela, Vítor Aragão, que está preso. Durante o ato público, 10 cruzes foram colocadas com os nomes de cada uma das vítimas de feminicídio deste ano.
Apesar do número alarmante, as autoridades policiais avaliam que há uma tendência de redução - ou estabilização - nos números. Em 2018, foram 16 mulheres assassinadas no Estado, em casos enquadrados como feminicídio. Para a delegada Meire Mansuet, do DAGV, isso acontece por causa do aumento das denúncias da população e do trabalho desempenhado pelas polícias Civil e Militar, que instituíram um plantão 24 horas no DAGV para acolher e apurar as queixas de violência doméstica. "A gente reputa isso à confiança da população ao trabalho da polícia, no resultad  das  investigações e das apurações  dos delitos denunciados. Além dessa confiança, há um trabalho proativo de todo o departamento e da delegacia de atendimento à mulher para que essas denúncias aumentem", salientou.
Reeducação - De acordo com a psicóloga da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Sabrina Duarte Cardoso, há vários projetos na coordenadoria que objetivam diminuir a violência de gênero, e destacou o projeto que trabalha diretamente com os homens (agressores) por meio da reeducação. "Há o projeto de grupos reflexivos, que é voltado para os homens. Esse grupo combate o machismo da violência contra a mulher. São homens que já cometeram agressões, que encaminhados para a coordenadoria através do juizado ou pela Vara de Penas Alternativas (VPA), fazemos essa ação junto com a faculdade (FASE)", explicou.
A psicóloga ressalta que na ausência de um trabalho posterior à agressão a reincidência é crescente, chegando  entre 50 a 60% em média.  Explicou ainda que com a participação de eles no grupo reflexivo, os agressores aprendem nova forma de comportamento. Após participação no grupo o número de agressão reduziu significadamente. "Essa reincidência após participação dos homens  no grupo essa reincidência chega a 2%. Hoje  agente tem mais de 200 homens participando do grupo reflexivo, e apenas 2%  de reincidência, um número bem reflexivo", comemora  o resultado  a psicóloga. (com Rede Alese)

Gabriel Damásio

O Dia Estadual de Com- bate ao Feminicídio  foi lembrado ontem pela Assembleia Legislativa, que promoveu um ato reunindo autoridades, parlamentares e entidades de defesa dos direitos da mulher. Na oportunidade, chamou-se a atenção para os registros de casos de violência contra a mulher que resultam em mortes. Segundo dados do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), da Polícia Civil, 10 mulheres foram vítimas desse crime, tipificado pela Lei Federal 13.104/15 como o homicídio motivado pela condição do gênero feminino ou em contexto de violência doméstica. 
Destes casos, três ocorreram em Aracaju e os outros foram registrados em Nossa Senhora de Socorro, Estância, Umbaúba, Barra dos Coqueiros, São Cristóvão, Itabaiana e Cristinápolis. O de maior repercussão foi o da vendedora Ana Paula de Jesus Santos, que morreu em maio deste ano, ao ser atingida por marretadas enquanto dormia em sua residência, no conjunto Dom Pedro I (zona oeste da capital). Segundo a polícia, o crime foi cometido pelo marido dela, Vítor Aragão, que está preso. Durante o ato público, 10 cruzes foram colocadas com os nomes de cada uma das vítimas de feminicídio deste ano.
Apesar do número alarmante, as autoridades policiais avaliam que há uma tendência de redução - ou estabilização - nos números. Em 2018, foram 16 mulheres assassinadas no Estado, em casos enquadrados como feminicídio. Para a delegada Meire Mansuet, do DAGV, isso acontece por causa do aumento das denúncias da população e do trabalho desempenhado pelas polícias Civil e Militar, que instituíram um plantão 24 horas no DAGV para acolher e apurar as queixas de violência doméstica. "A gente reputa isso à confiança da população ao trabalho da polícia, no resultad  das  investigações e das apurações  dos delitos denunciados. Além dessa confiança, há um trabalho proativo de todo o departamento e da delegacia de atendimento à mulher para que essas denúncias aumentem", salientou.

Reeducação - De acordo com a psicóloga da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Sabrina Duarte Cardoso, há vários projetos na coordenadoria que objetivam diminuir a violência de gênero, e destacou o projeto que trabalha diretamente com os homens (agressores) por meio da reeducação. "Há o projeto de grupos reflexivos, que é voltado para os homens. Esse grupo combate o machismo da violência contra a mulher. São homens que já cometeram agressões, que encaminhados para a coordenadoria através do juizado ou pela Vara de Penas Alternativas (VPA), fazemos essa ação junto com a faculdade (FASE)", explicou.
A psicóloga ressalta que na ausência de um trabalho posterior à agressão a reincidência é crescente, chegando  entre 50 a 60% em média.  Explicou ainda que com a participação de eles no grupo reflexivo, os agressores aprendem nova forma de comportamento. Após participação no grupo o número de agressão reduziu significadamente. "Essa reincidência após participação dos homens  no grupo essa reincidência chega a 2%. Hoje  agente tem mais de 200 homens participando do grupo reflexivo, e apenas 2%  de reincidência, um número bem reflexivo", comemora  o resultado  a psicóloga. (com Rede Alese)