Vereador quer alimentos orgânicos na merenda escolar

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Publicada em 27/07/2019 às 15:26:00

 

Nesta semana em que o Governo Federal liberou mais 51 agrotóxicos, totalizando 290 substâncias que antes eram consideradas tóxicas, agora estão liberadas, e que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou um novo marco legal para a avaliação dos riscos à saúde vinculados aos agrotóxicos, o vereador Camilo Lula (PT), lembra que protocolou um projeto na Câmara de Vereadores de Aracaju para que a Merenda Escolar, oferecida na rede municipal de ensino, seja feita com alimentos orgânicos ou de base agroecológica.
O vereador considera muito grave que só em 2019, 290 novos agrotóxicos sejam liberados para serem utilizados e que o impacto dessas substâncias na saúde das pessoas deixem de ser considerados. "Com essa resolução da Anvisa a gente não sabe os riscos desses venenos na saúde humana e quando se trata de crianças, os danos podem ser ainda maior, por isso a nossa preocupação em propor um projeto desta natureza aqui em Aracaju", analisa Camilo.
O projeto do vereado Camilo Lula está em tramitação e deve ser votado ainda no segundo semestre. Para o engenheiro agrônomo, Ivan Barreto, o projeto da merenda orgânica é fundamental não só para a saúde das crianças, mas também para a cadeia produtiva dos orgânicos. "Além da saúde, esse projeto é muito importante para a cadeia produtiva dos orgânicos. Estamos falando de uma área que é constantemente atacada e enfraquecida pelas grandes empresas, como a Bayer, que é responsável pela semente e pelo veneno. Então essa é uma iniciativa crucial para a economia produtiva dos orgânicos", afirma o engenheiro.
Opinião partilhada pela também engenheira florestal, Marília Andrade Fontes. "Esse projeto de lei fortalece os produtores que trabalham com a agroecologia e com a produção orgânica de alimentos, é uma política pública necessária e que tem impacto também na saúde das crianças, pois se trata de uma alimentação onde se sabe a origem dos alimentos e sabe que é um alimento produzido de forma sustentável e integrado com a natureza", avalia Andrade.
O vereador Camilo Lula (PT), explica que o projeto atua em três frentes a primeira é a garantia da saúde das crianças, por se tratar de uma alimentação que se sabe a origem e que se estimula os bons hábitos isso tem impacto na sociedade, pois nossas crianças crescerão saudáveis, tem o fortalecimento da cadeia produtiva do alimento orgânico e é um projeto estratégico nesse momento em que o aumento dos uso dos agrotóxicos está exponencial.
O projeto de lei - A lei proposta pelo vereador Camilo dispõe sobre a inclusão de alimentos orgânicos ou de base agroecológica na alimentação escolar no âmbito do Sistema Municipal de Ensino de Aracaju, estabelece critérios para esta inclusão e dá outras providências. Fica instituída a obrigatoriedade de inclusão de alimentos orgânicos ou de base agroecológica prioritariamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou suas organizações e entende-se por alimento orgânico ou de base agroecológica aquele produzido nos termos da Lei Federal n° 10.831, de 23 de dezembro de 2003, ou a norma que vier a substituí-la, devidamente certificado ou produzido por agricultores familiares, que façam parte de uma Organização de Controle Social - OCS, cadastrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, e tenham sido inscritos no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos ou em outro que venha a ser instituído no âmbito federal.

Nesta semana em que o Governo Federal liberou mais 51 agrotóxicos, totalizando 290 substâncias que antes eram consideradas tóxicas, agora estão liberadas, e que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou um novo marco legal para a avaliação dos riscos à saúde vinculados aos agrotóxicos, o vereador Camilo Lula (PT), lembra que protocolou um projeto na Câmara de Vereadores de Aracaju para que a Merenda Escolar, oferecida na rede municipal de ensino, seja feita com alimentos orgânicos ou de base agroecológica.
O vereador considera muito grave que só em 2019, 290 novos agrotóxicos sejam liberados para serem utilizados e que o impacto dessas substâncias na saúde das pessoas deixem de ser considerados. "Com essa resolução da Anvisa a gente não sabe os riscos desses venenos na saúde humana e quando se trata de crianças, os danos podem ser ainda maior, por isso a nossa preocupação em propor um projeto desta natureza aqui em Aracaju", analisa Camilo.
O projeto do vereado Camilo Lula está em tramitação e deve ser votado ainda no segundo semestre. Para o engenheiro agrônomo, Ivan Barreto, o projeto da merenda orgânica é fundamental não só para a saúde das crianças, mas também para a cadeia produtiva dos orgânicos. "Além da saúde, esse projeto é muito importante para a cadeia produtiva dos orgânicos. Estamos falando de uma área que é constantemente atacada e enfraquecida pelas grandes empresas, como a Bayer, que é responsável pela semente e pelo veneno. Então essa é uma iniciativa crucial para a economia produtiva dos orgânicos", afirma o engenheiro.
Opinião partilhada pela também engenheira florestal, Marília Andrade Fontes. "Esse projeto de lei fortalece os produtores que trabalham com a agroecologia e com a produção orgânica de alimentos, é uma política pública necessária e que tem impacto também na saúde das crianças, pois se trata de uma alimentação onde se sabe a origem dos alimentos e sabe que é um alimento produzido de forma sustentável e integrado com a natureza", avalia Andrade.
O vereador Camilo Lula (PT), explica que o projeto atua em três frentes a primeira é a garantia da saúde das crianças, por se tratar de uma alimentação que se sabe a origem e que se estimula os bons hábitos isso tem impacto na sociedade, pois nossas crianças crescerão saudáveis, tem o fortalecimento da cadeia produtiva do alimento orgânico e é um projeto estratégico nesse momento em que o aumento dos uso dos agrotóxicos está exponencial.

O projeto de lei - A lei proposta pelo vereador Camilo dispõe sobre a inclusão de alimentos orgânicos ou de base agroecológica na alimentação escolar no âmbito do Sistema Municipal de Ensino de Aracaju, estabelece critérios para esta inclusão e dá outras providências. Fica instituída a obrigatoriedade de inclusão de alimentos orgânicos ou de base agroecológica prioritariamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou suas organizações e entende-se por alimento orgânico ou de base agroecológica aquele produzido nos termos da Lei Federal n° 10.831, de 23 de dezembro de 2003, ou a norma que vier a substituí-la, devidamente certificado ou produzido por agricultores familiares, que façam parte de uma Organização de Controle Social - OCS, cadastrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, e tenham sido inscritos no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos ou em outro que venha a ser instituído no âmbito federal.