Inquérito sobre acidente com Gabriel Diniz pode ser prorrogado

Cidades

 

A Polícia Federal confirmou ontem que pediu a prorrogação do prazo do inquérito policial que apura o acidente aéreo ocorrido em 27 de maio deste ano no povoado Porto do Mato, em Estância (Sul), que resultou na morte do cantor Gabriel Diniz e dos pilotos alagoanos Abraão Farias e Linaldo Xavier. Hoje, a tragédia completa dois meses. Caso o pedido seja aceito pela Justiça Federal de Sergipe (JFSE), a previsão é de que a apuração da PF seja estendida por mais 30 dias. A assessoria do órgão em Sergipe informou apenas que pediu a prorrogação "em função da falta de alguns laudos que ainda não foram concluídos", e que não fará mais comentários sobre o caso.
O inquérito foi aberto para apurar indícios de crime contra a segurança do transporte aéreo, pois pode ter havido o descumprimento de uma norma da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que proíbe o uso de aeronaves de instrução para fazer transporte remunerado de passageiros. O avião, um monomotor de prefixo PT-KLO e pertencente ao Aeroclube de Alagoas, estava registrada na categoria de instrução, mas um dos pilotos teria sido contratado por Gabriel Diniz para levá-lo entre Salvador (BA) e Maceió (AL), ao preço de R$ 4 mil. A apuração segue em andamento e sob sigilo. O avião caiu enquanto voava entre as duas capitais
Equipes da PF participaram diretamente dos trabalhos de busca e recolhimento dos corpos e dos destroços do avião, que também foram periciados pela Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pela investigação das causas técnicas do acidente - igualmente em andamento. Durante as buscas, partes de um revólver calibre 38 que estava na cabine do avião foram achadas em meio aos destroços. A procedência da arma também está sendo apurada, mas familiares de Abraão esclareceram que ele foi policial militar em Alagoas e tinha direito a porte de arma. 
Os pertences pessoais das vítimas foram recolhidos também pela PF e repassados às respectivas famílias. Algumas peças consideradas relevantes para a investigação e para o funcionamento do avião foram enviadas ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos (SP). Outras foram recuperadas pelo Aeroclube de Alagoas, proprietário do monomotor. O resto foi considerado sem condições de reaproveitamento e vendido como sucata para um depósito de ferro-velho e materiais recicláveis no Santos Dumont (zona norte de Aracaju). (Gabriel Damásio)

A Polícia Federal confirmou ontem que pediu a prorrogação do prazo do inquérito policial que apura o acidente aéreo ocorrido em 27 de maio deste ano no povoado Porto do Mato, em Estância (Sul), que resultou na morte do cantor Gabriel Diniz e dos pilotos alagoanos Abraão Farias e Linaldo Xavier. Hoje, a tragédia completa dois meses. Caso o pedido seja aceito pela Justiça Federal de Sergipe (JFSE), a previsão é de que a apuração da PF seja estendida por mais 30 dias. A assessoria do órgão em Sergipe informou apenas que pediu a prorrogação "em função da falta de alguns laudos que ainda não foram concluídos", e que não fará mais comentários sobre o caso.
O inquérito foi aberto para apurar indícios de crime contra a segurança do transporte aéreo, pois pode ter havido o descumprimento de uma norma da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que proíbe o uso de aeronaves de instrução para fazer transporte remunerado de passageiros. O avião, um monomotor de prefixo PT-KLO e pertencente ao Aeroclube de Alagoas, estava registrada na categoria de instrução, mas um dos pilotos teria sido contratado por Gabriel Diniz para levá-lo entre Salvador (BA) e Maceió (AL), ao preço de R$ 4 mil. A apuração segue em andamento e sob sigilo. O avião caiu enquanto voava entre as duas capitais
Equipes da PF participaram diretamente dos trabalhos de busca e recolhimento dos corpos e dos destroços do avião, que também foram periciados pela Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pela investigação das causas técnicas do acidente - igualmente em andamento. Durante as buscas, partes de um revólver calibre 38 que estava na cabine do avião foram achadas em meio aos destroços. A procedência da arma também está sendo apurada, mas familiares de Abraão esclareceram que ele foi policial militar em Alagoas e tinha direito a porte de arma. 
Os pertences pessoais das vítimas foram recolhidos também pela PF e repassados às respectivas famílias. Algumas peças consideradas relevantes para a investigação e para o funcionamento do avião foram enviadas ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos (SP). Outras foram recuperadas pelo Aeroclube de Alagoas, proprietário do monomotor. O resto foi considerado sem condições de reaproveitamento e vendido como sucata para um depósito de ferro-velho e materiais recicláveis no Santos Dumont (zona norte de Aracaju). (Gabriel Damásio)


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