Marcha do MST reúne milhares de trabalhadores em Aracaju

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Publicada em 26/07/2019 às 07:49:00

 

Milton Alves Júnior
Milhares de traba
lhadores rurais li
gados ao Movimento Sem Terra (MST), participaram na manhã de ontem da 17ª edição da "Marcha do MST Sergipe". Evento que unificou 243 assentamentos espalhados pelos 75 municípios sergipanos e teve como objetivo reivindicar a realização da reforma agrária, protestar contra a reforma da previdência, bem como reivindicar a liberdade do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. No início da manhã, por volta das 6h30, caravanas começaram a se aglomerar na Praça Ronaldo Calumby, no bairro Novo Paraíso, de onde os manifestantes saíram em caminhada com destino à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Já no turno da tarde, após desocuparem as dependências internas do instituto, os manifestantes voltaram a ocupar de forma pacífica as ruas e avenidas da capital sergipana, onde seguiram em marcha com destino à Praça General Valadão, no Centro da cidade. De acordo com a diretora nacional do MST em Sergipe, Gislene Reis, a data 25 de julho é simbólica por ser o dia em que se celebra a atividade do produtor rural. Na concepção da ativista social, sem luta e persistência não será possível conquistar sucesso nos pleitos apresentados há mais de dez anos e que seguem travados na esfera nacional.
 "É realmente triste observar que a reforma agrária até que chegou a progredir, mas está paralisada, com recursos cortados e nós aqui em Sergipe não admitimos que esse tipo de bloqueio se perpetue, por isso estamos mais uma vez nas ruas, unidos. Como se não bastasse isso, essa gestão federal que aí está consegue ser pior que o anterior. Não abre espaço para o diálogo e simplesmente aplica mudanças trágicas como essa reforma da previdência", criticou. O ato foi acompanhado por agentes da Polícia Militar do Estado de Sergipe e de servidores da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). Não houveram registros de intercorrências como atos de vandalismo ou conflito com apoiadores do presidente Jair Messias Bolsonaro.

Milton Alves Júnior

Milhares de traba lhadores rurais li gados ao Movimento Sem Terra (MST), participaram na manhã de ontem da 17ª edição da "Marcha do MST Sergipe". Evento que unificou 243 assentamentos espalhados pelos 75 municípios sergipanos e teve como objetivo reivindicar a realização da reforma agrária, protestar contra a reforma da previdência, bem como reivindicar a liberdade do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. No início da manhã, por volta das 6h30, caravanas começaram a se aglomerar na Praça Ronaldo Calumby, no bairro Novo Paraíso, de onde os manifestantes saíram em caminhada com destino à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Já no turno da tarde, após desocuparem as dependências internas do instituto, os manifestantes voltaram a ocupar de forma pacífica as ruas e avenidas da capital sergipana, onde seguiram em marcha com destino à Praça General Valadão, no Centro da cidade. De acordo com a diretora nacional do MST em Sergipe, Gislene Reis, a data 25 de julho é simbólica por ser o dia em que se celebra a atividade do produtor rural. Na concepção da ativista social, sem luta e persistência não será possível conquistar sucesso nos pleitos apresentados há mais de dez anos e que seguem travados na esfera nacional.
 "É realmente triste observar que a reforma agrária até que chegou a progredir, mas está paralisada, com recursos cortados e nós aqui em Sergipe não admitimos que esse tipo de bloqueio se perpetue, por isso estamos mais uma vez nas ruas, unidos. Como se não bastasse isso, essa gestão federal que aí está consegue ser pior que o anterior. Não abre espaço para o diálogo e simplesmente aplica mudanças trágicas como essa reforma da previdência", criticou. O ato foi acompanhado por agentes da Polícia Militar do Estado de Sergipe e de servidores da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). Não houveram registros de intercorrências como atos de vandalismo ou conflito com apoiadores do presidente Jair Messias Bolsonaro.